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segunda-feira, 30 de junho de 2025

Evita contender

“Ao servo do Senhor não convém contender.” (2 Timóteo: 2, 24.)


Foge aos que buscam demanda no serviço do Senhor.

Não estão eles à procura de claridade divina para o coração.

Apenas disputam louvor e destaque no terreno das considerações passageiras.

Analisando as letras sagradas, não atraem recursos necessários à própria iluminação e, sim, os meios de se evidenciarem no personalismo inferior.

Combatem os semelhantes que lhes não adotam a cartilha particular, atiram-se contra os serviços que lhes não guardam o controle direto, não colaboram senão do vértice para a base, não enxergam vantagens senão nas tarefas de que eles mesmos se incumbem.

Estimam as longas discussões a propósito da colocação de uma vírgula e perdem dias imensos para descobrir as contradições aparentes dos escritores consagrados ao ideal de Jesus.

Jamais dispõem de tempo para os serviços da humildade cristã, interessados que se acham na evidência pessoal.

Encontram sempre grande estranheza na conjugação dos verbos ajudar, perdoar e servir.

Fixam-se, invariavelmente, na zona imperfeita da humanidade e trazem chicotes nas mãos pelo mau gosto de chicotear.

Contendem acerca de todas as particularidades da edificação evangélica e, quando surgem perspectivas de acordo construtivo, criam novos motivos de perturbação.

Os que se incorporam ao Evangelho Salvador, por espírito de contenda, são dos maiores e dos mais sutis adversários do Reino de Deus.

É indispensável a vigilância do aprendiz, a fim de que se não perca no desvario das palavras contundentes e inúteis.

Não estamos convocados a querelar e, sim, a servir e a aprender com o Mestre; nem fomos chamados à entronização do “eu”, mas, sim, a cumprir os desígnios superiores na construção do Reino Divino em nós.

Espírito: Emmanuel.
Do livro Pão Nosso.
Emmanuel/ Francisco Cândido Xavier.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

ESCÂNDALO E NÓS

Acalmar-nos, a fim de trabalhar e servir com segurança, será sempre o processo mais eficiente para liberar-nos da influência de escândalos, quaisquer que eles sejam.

Não poucas vezes, demoramo-nos acalentando mágoas e condenações contra nós mesmos, das quais costumamos sair desolados ou deprimidos, aumentando a incapacidade própria para qualquer reajuste. Teremos errado, reconheçamos.

Somos Espíritos eternos, por isso, conquanto nos caiba o dever de aproveitar as experiências do passado no que evidenciem de útil e de preparar o futuro para que o destino se nos faça mais elevado, lembremo-nos de que somos chamados nas áreas do -agora- a viver um dia de cada vez.

Erros, teremos perpetrados inúmeros. Débitos, temo-los ainda enormes.

Entretanto, se soubermos empregar com critério e equilíbrio os instrumentos de que dispomos, não há tempo a desperdiçar com lamentos inúteis, uma vez que, quanto mais quisermos aprender e trabalhar, compreender e servir, mais alto e mais belo se nos fará o caminho na direção da Vida melhor.

Espírito: Emmanuel
Médium: Chico Xavier
Livro: Rumo Certo

segunda-feira, 23 de julho de 2018

PRECE NAS AFLIÇÕES DA VIDA


Deus Todo Poderoso, que vedes as nossas misérias, dignai-vos escutar favoravelmente os votos que vos dirigimos neste momento.

Se o nosso pedido é inconsiderado, perdoai-nos; se o julgardes justo e útil, que os bons Espíritos, executores da vossa Divina vontade, nos venham auxiliar para que esses votos sejam cumpridos.

Sejam votos de exaltação, Senhor, e que a vossa vontade seja feita; se os nossos desejos não forem atendidos, é que entra em vossos  desígnios experimentar-nos, e nós nos submeteremos sem queixumes.

Fazei que se não apodere de nós o desânimo e que nem a nossa fé e resignação sejam por isso abaladas.

Livro: Preces Espíritas
Autor: Cairbar Schutel

O Filho do Orgulho

(Cairbar Schutel)

O melindre - filho do orgulho - propele a criatura a situar-se acima do bem de todos.
É a vaidade que se contrapõe ao interesse geral.
Assim, quando o espírita se melindra, julga-se mais importante que o Espiritismo e pretende-se melhor que a própria tarefa libertadora em que se consola e esclarece.

O melindre gera a prevenção negativa, agravando problemas e acentuando dificuldades, ao invés de aboli-los.

Essa alergia moral demonstra má vontade e transpira incoerência, estabelecendo moléstias obscuras nos tecidos sutis da alma.

Evitemos tal sensibilidade de porcelana, que não tem razão de ser.

Basta ligeira observação para encontrá-la a cada passo:

É o diretor que tem a sua proposição refugada e se sente desprestigiado, não mais comparecendo às assembleias.

O médium advertido construtivamente pelo condutor da sessão, quanto à própria educação mediúnica, e que se ressente, fugindo às reuniões.

O comentarista admoestado fraternalmente para abaixar o volume da voz e que se amua na inutilidade.

O colaborador do jornal que vê o artigo recusado pela redação e que se supõe menosprezado, encerrando atividades na imprensa.

A cooperadora da assistência social esquecida, na passagem de seu aniversário, e se mostra ferida, caindo na indiferença.

O servidor do templo que foi, certa vez, preterido na composição da mesa orientadora da ação espiritual e se desgosta por sentir-se infantilmente injuriado.

O doador de alguns donativos cujo nome foi omitido nas citações de agradecimento e surge magoado, esquivando-se a nova cooperação.

O pai relembrado pela professora das aulas de moral cristã, com respeito ao comportamento do filho, e que, por isso, se suscetibiliza, cortando o comparecimento da criança.

O jovem aconselhado pelo irmão amadurecido e que se descontenta, rebelando-se contra o aviso da experiência.

A pessoa que se sente desatendida ao procurar o companheiro de cuja cooperação necessita, nos horários em que esse mesmo companheiro, por sua vez, necessita de trabalhar a fim de prover a própria subsistência.

O amigo que não se viu satisfeito ante a conduta do colega, na instituição, e deserta, revoltado, englobando todos os demais em franca reprovação, incapaz de reconhecer que essa é a hora de auxílio mais amplo.

O espírita que se nega ao concurso fraterno somente prejudica a si mesmo.

Devemos perdoar e esquecer se quisermos colaborar e servir.

A rigor, sob as bênçãos da doutrina espírita, quem pode dizer que ajuda alguém?

Somos sempre auxiliados.

Ninguém vai a um templo doutrinário para dar, primeiramente.

Todos nós aí comparecemos para receber antes de mais nada, sejam quais forem as circunstâncias.

Fujamos à condição de sensitivas humanas, convictos de que a honra reside na tranquilidade da consciência, sustentada pelo dever cumprido.

Com a humildade não há o melindre que piora aquele que o sente, sem melhorar a ninguém.

Cabe-nos ouvir a consciência e segui-la, recordando que a suscetibilidade de alguém sempre surgirá no caminho, alguém que precisa de nossas preces, conquanto curtas ou aparentemente desnecessárias.

E para terminar, meu irmão, imagine se um dia Jesus se melindrasse com os nossos incessantes desacertos...

Cairbar Schutel;
Psicografia: Francisco Cândido Xavier; 
Do livro: O Espírito da Verdade.