1️⃣ Seus motivos em face da nossa evolução
No entendimento espírita, a cólera é manifestação do orgulho ferido, do egoísmo e da dificuldade de domínio das próprias paixões.
Segundo o Capítulo IX, a irritação revela imperfeição moral ainda não vencida. O Espírito, em processo de evolução, carrega tendências do passado — impulsos instintivos que precisam ser educados.
A cólera surge, muitas vezes, quando:
- Somos contrariados;
- Temos expectativas frustradas;
- Nosso orgulho é atingido;
- Não sabemos lidar com limites.
Ela não é um “pecado eterno”, mas um sinal de imaturidade espiritual. É indicativo de que ainda precisamos desenvolver:
- Mansidão;
- Paciência;
- Autodomínio;
- Compreensão do outro.
A vida nos oferece situações justamente para educar essas reações.
2️⃣ Seus malefícios para nossa saúde física
A cólera não afeta apenas o Espírito — atinge diretamente o corpo.
A ciência confirma que estados frequentes de raiva:
- Elevam a pressão arterial;
- Aumentam o risco cardiovascular;
- Liberam hormônios de estresse (como cortisol e adrenalina);
- Comprometem o sistema imunológico;
- Geram tensão muscular e distúrbios digestivos.
O próprio Evangelho segundo o Espiritismo alerta que a cólera é um estado febril que desorganiza o organismo.
Ou seja, a raiva constante intoxica o corpo.
A irritação repetida se converte em desgaste orgânico.
3️⃣ Seus malefícios para nossa evolução espiritual
Do ponto de vista espiritual, a cólera:
- Quebra laços afetivos;
- Cria débitos morais;
- Produz arrependimento posterior;
- Alimenta vibrações inferiores;
- Afasta-nos da sintonia com os bons Espíritos.
O Espírito que se deixa dominar pela cólera:
- Perde lucidez;
- Age impulsivamente;
- Fere pessoas queridas;
- Compromete oportunidades de aprendizado.
A cólera prolongada pode cristalizar ressentimentos e alimentar processos obsessivos, pois gera sintonia com entidades igualmente desequilibradas.
Mais grave ainda: ela nos impede de vivenciar a bem-aventurança prometida aos brandos e pacíficos.
4️⃣ Formas de evitar e controlar a cólera
A Doutrina Espírita não propõe repressão cega, mas educação emocional e espiritual.
Alguns caminhos:
✔ Autoconhecimento
Reconhecer os próprios gatilhos emocionais.
✔ Prece sincera
A prece reequilibra o campo vibratório e ajuda a interromper o impulso imediato.
✔ Silêncio estratégico
Evitar falar sob impulso. O silêncio evita danos irreparáveis.
✔ Exercício do perdão
Compreender que o outro também está em processo evolutivo.
✔ Vigilância e disciplina
A cólera não se vence de uma vez; vence-se por esforço contínuo.
✔ Reformulação mental
Perguntar-se:
“Isso realmente merece minha paz?”
“Estou reagindo por orgulho?”
✔ Terapia e cuidado psicológico
Espiritismo não dispensa apoio profissional quando necessário.
Conclusão
À luz da Doutrina Espírita, a cólera é um reflexo da nossa imperfeição transitória. Não somos condenados por senti-la, mas somos chamados a educá-la. Cada situação que nos contraria é oportunidade de crescimento. O Espírito que aprende a dominar a própria ira conquista liberdade interior, preserva a saúde física e acelera sua evolução moral. A mansidão não é fraqueza — é força disciplinada. E é por meio dela que caminhamos rumo à verdadeira paz.
📚 Referências e Links
- O Evangelho segundo o Espiritismo – Capítulo IX
- O Livro dos Espíritos – Questões sobre paixões e perfeição moral
- Federação Espírita Brasileira – www.febnet.org.br
- Federação Espírita do Estado de São Paulo – www.feesp.org.br
Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.



