terça-feira, 8 de setembro de 2026
O ódio e o desafio de amar os inimigos
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Independência e Evolução: A Revolução Moral da Pátria do Cruzeiro
Como nos revela a obra Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, psicografada por Chico Xavier e ditada pelo Espírito Humberto de Campos, a formação da nação brasileira não ocorreu por mero acaso geopolítico. Sob a diretriz do Mestre Jesus, o país foi preparado para ser o solo fértil onde as sementes do amor, da fraternidade e da solidariedade floresceriam, acolhendo povos de todas as raças e credos em um grande abraço universal.
Liberdade Exterior e Liberdade Interior
A verdadeira emancipação de um povo não se consolida apenas com decretos diplomáticos ou conquistas territoriais. Em O Livro dos Espíritos, na Questão 825, os Benfeitores Espirituais ensinam que a verdadeira liberdade reside no livre-arbítrio e no domínio sobre as próprias imperfeições.
Enquanto a independência de 1822 garantiu a liberdade política externa, o compromisso contínuo do povo brasileiro — e de cada um de nós — é a conquista da independência interior: o libertar-se do orgulho, do egoísmo e dos preconceitos que ainda acorrentam a alma.
O Papel de Cada Um na Construção da Pátria do Evangelho
Celebrar a Independência do Brasil no blog Semear Para Colher é renovar o compromisso com a semeadura do bem. A Pátria do Evangelho não se constrói com discursos, mas com atitudes diárias de amor ao próximo, cidadania consciente e caridade exemplificada.
Para que o Brasil cumpra plenamente sua missão espiritual perante o mundo, precisamos cultivar em nosso solo íntimo:
Educação e Fraternidade: Transformar a sociedade por meio do respeito mútuo e do acesso ao conhecimento moral e intelectual.
União e Acolhimento: Honrar a vocação pacífica e plural do nosso povo, promovendo a paz e a concórdia.
Trabalho no Bem: Entender que a verdadeira pátria é a humanidade e que o progresso do país depende da renovação moral de cada cidadão.
Que neste 7 de setembro possamos refletir sobre a liberdade que o Cristo nos propõe. Se a história nos deu a independência política, o Espiritismo nos convida à libertação espiritual pela via do amor e da iluminação íntima.
Cultivemos hoje as sementes da fraternidade para colhermos, amanhã, uma nação regenerada e plena de paz.
terça-feira, 1 de setembro de 2026
A Parábola do Bom Samaritano: quem é o nosso próximo?
A pergunta que deu origem à parábola
Segundo o Evangelho de Lucas, um doutor da lei perguntou a Jesus o que deveria fazer para alcançar a vida eterna. O Mestre o levou a recordar os dois grandes mandamentos: amar a Deus de todo o coração e amar o próximo como a si mesmo.
Desejando justificar-se, o homem fez outra pergunta:
“E quem é o meu próximo?”
Em vez de oferecer uma definição teórica, Jesus contou uma história.
Um homem descia de Jerusalém para Jericó quando foi atacado por ladrões. Roubaram-lhe os pertences, agrediram-no e o deixaram quase morto à beira do caminho. Um sacerdote passou pelo local, viu o ferido e seguiu adiante. Depois, um levita fez o mesmo. Finalmente, passou um samaritano. Ao encontrar o desconhecido naquela situação, compadeceu-se dele, tratou suas feridas, colocou-o sobre seu próprio animal, levou-o a uma hospedaria e assumiu as despesas necessárias ao seu cuidado.
Ao terminar a narrativa, Jesus perguntou qual dos três havia sido o próximo do homem ferido. O doutor da lei respondeu: “O que usou de misericórdia para com ele”. Então, o Mestre concluiu: “Vai e faze da mesma maneira”.
O próximo não é apenas aquele que está perto
A escolha de um samaritano como exemplo de bondade não foi casual. Judeus e samaritanos carregavam antigas divergências religiosas e culturais. Para muitos ouvintes de Jesus, seria surpreendente perceber que justamente o homem pertencente ao grupo desprezado foi quem demonstrou verdadeira compaixão.
O sacerdote e o levita viram o sofrimento, mas não permitiram que aquela visão modificasse seus caminhos. O samaritano também viu, porém fez algo a respeito. Aproximou-se, cuidou, transportou, procurou ajuda e assumiu responsabilidades. Sua caridade não permaneceu apenas no sentimento: transformou-se em ação.
Jesus também muda o sentido da pergunta inicial. O doutor da lei queria saber quem poderia ser considerado seu próximo, talvez procurando estabelecer os limites de sua obrigação. O Mestre, entretanto, ensina que a questão principal não é identificar quem merece o nosso amor, mas decidir de quem nós nos faremos próximos.
Três maneiras de viver essa parábola no dia a dia
1. Interromper a pressa para acolher alguém
Podemos viver a lição do Bom Samaritano quando reservamos alguns minutos para ouvir uma pessoa que está sofrendo, telefonamos para alguém que enfrenta a solidão, acompanhamos um familiar a uma consulta ou oferecemos ajuda a quem demonstra estar sobrecarregado.
Nem sempre será possível resolver o problema, mas podemos evitar a indiferença. Muitas vezes, o primeiro gesto de caridade consiste em parar, aproximar-se e escutar com atenção.
2. Auxiliar sem perguntar se a pessoa “merece”
O samaritano não investigou as opiniões, a religião, a origem ou os erros do homem ferido antes de ajudá-lo. Da mesma forma, podemos praticar a parábola quando socorremos alguém sem transformar a caridade em julgamento.
Isso acontece quando orientamos uma pessoa perdida, ajudamos um colega com quem não temos afinidade, tratamos com respeito quem pensa de maneira diferente ou oferecemos assistência a alguém em situação de vulnerabilidade. O sofrimento humano deve falar mais alto do que nossas diferenças.
3. Tornar a solidariedade concreta
A compaixão do samaritano envolveu atitudes, tempo, recursos e continuidade. Ele não se limitou a desejar que o ferido melhorasse: tratou suas feridas, levou-o a um lugar seguro e providenciou os cuidados seguintes.
No cotidiano, isso pode significar doar alimentos ou roupas em boas condições, colaborar com uma instituição séria, oferecer transporte a quem tem dificuldade de locomoção, compartilhar uma informação útil, defender a acessibilidade ou acompanhar alguém até que encontre a ajuda necessária. A boa intenção é valiosa, mas a caridade se completa quando produz alguma transformação concreta.
“Vai e faze da mesma maneira”
A Parábola do Bom Samaritano continua atual porque todos nós encontramos pessoas feridas pelos caminhos da vida. Algumas carregam dores visíveis; outras escondem sofrimentos emocionais, familiares, financeiros ou espirituais. Também nós, em determinados momentos, podemos ser aquele viajante caído, necessitando da presença compassiva de alguém.
Diante dessas situações, podemos passar adiante ou nos aproximar. A verdadeira religiosidade não se revela apenas nas palavras, nas cerimônias ou no conhecimento das Escrituras, mas principalmente na maneira como tratamos aqueles que Deus coloca em nosso caminho.
Sob a visão espírita, a parábola reafirma que o progresso espiritual não depende de títulos religiosos ou de declarações de fé, mas da caridade vivida. No capítulo XV de O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec utiliza justamente o ensinamento do Bom Samaritano para demonstrar que a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, virtudes opostas ao egoísmo e ao orgulho. Kardec recorda ainda o ensino do apóstolo Paulo de que, sem caridade, até mesmo a fé e os maiores conhecimentos perdem seu valor. A máxima “Fora da caridade não há salvação” não privilegia determinada crença: ela reconhece todos como irmãos e coloca ao alcance de cada pessoa a oportunidade de crescer espiritualmente por meio da benevolência, da indulgência, do perdão e do auxílio desinteressado. Assim, ser o bom samaritano de alguém é transformar o amor em serviço e compreender que cada encontro pode ser uma oportunidade concedida por Deus para repararmos o passado, vencermos o egoísmo e avançarmos no caminho da evolução.
domingo, 30 de agosto de 2026
Dia Mundial do Perdão: libertar o coração para seguir em frente
Muitas vezes, o ressentimento prolonga dentro de nós uma experiência que já terminou do lado de fora. A lembrança permanece acompanhada de raiva, tristeza, desejo de reparação ou perguntas que talvez nunca encontrem resposta. Nesse sentido, o perdão pode ser compreendido como um processo: aos poucos, a pessoa deixa de permitir que a ofensa ocupe permanentemente seus pensamentos e determine seus sentimentos.
Também é importante falar sobre o autoperdão. Há pessoas capazes de compreender os erros dos outros, mas extremamente severas consigo mesmas. Reconhecer uma falha, assumir suas consequências e procurar repará-la é diferente de viver indefinidamente sob o peso da culpa. O arrependimento saudável pode produzir mudança; a culpa sem perspectiva de transformação apenas aprisiona.
O perdão na visão espírita
Na Doutrina Espírita, o perdão está profundamente relacionado à caridade, à indulgência e ao progresso moral. Em O Evangelho segundo o Espiritismo, especialmente no capítulo X — “Bem-aventurados os misericordiosos” — encontramos reflexões sobre o perdão das ofensas e sobre a necessidade de combater o ressentimento e o desejo de vingança. Sob essa perspectiva, perdoar não é demonstração de fraqueza, mas exercício de compreensão e crescimento espiritual. Isso não elimina a responsabilidade daquele que errou: cada pessoa continua responsável pelas consequências de seus atos.
A visão espírita também nos convida a considerar que todos somos Espíritos em processo de aprendizado, sujeitos a erros e necessitados de oportunidades de transformação. Por isso, a indulgência para com as imperfeições alheias caminha junto com o esforço de reconhecer e corrigir as nossas. O perdão sincero não exige necessariamente esquecer o acontecimento, reconstruir uma relação rompida ou voltar a conviver com quem nos fez mal. Ele representa, sobretudo, o esforço para não alimentar ódio ou vingança e para confiar à consciência, à vida e à justiça divina aquilo que não nos cabe resolver pelo ressentimento.
Neste Dia Mundial do Perdão, talvez a reflexão mais importante seja justamente esta: perdoar não muda o passado, mas pode mudar a relação que temos com ele. Algumas feridas precisam de tempo, outras exigem distância e proteção, e há situações em que o perdão é uma longa caminhada. O importante é compreender que abrir mão do rancor não significa absolver o erro — significa não permitir que ele continue governando nosso coração.
Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Como devemos agir diante dos inimigos desencarnados?
Segundo o Espiritismo, a morte do corpo não transforma imediatamente uma pessoa. Cada Espírito leva consigo seus sentimentos, suas lembranças e o grau de evolução que já alcançou. Por isso, alguém que desencarnou guardando mágoa, revolta ou desejo de vingança pode continuar alimentando esses sentimentos no mundo espiritual.
Allan Kardec explica que, assim como devemos agir com benevolência diante dos inimigos encarnados, precisamos ter a mesma atitude em relação aos desencarnados. Esse ensinamento amplia o sentido das palavras de Jesus: “Amai os vossos inimigos”. O amor, portanto, não deve ficar limitado às relações da vida presente, mas faz parte de uma lei maior de solidariedade e fraternidade entre todos os seres. Leia o item “Os inimigos desencarnados”, do capítulo 12.
Amar não significa aprovar o mal
Amar um inimigo, encarnado ou desencarnado, não significa concordar com aquilo que ele faz. Também não significa sentir por ele a mesma afeição que sentimos por um familiar ou amigo.
Nesse caso, amar significa não alimentar o ódio, não desejar vingança e não responder ao mal com mais mal. É reconhecer que aquele Espírito também é um filho de Deus, ainda imperfeito e necessitado de auxílio, assim como todos nós.
O Espírito que procura prejudicar alguém demonstra que ainda sofre com a ignorância, a raiva ou o desejo de vingança. Embora sua atitude seja errada, ele também precisa de esclarecimento, misericórdia e oportunidade de transformação.
A oração é uma resposta de amor
Uma das atitudes mais importantes diante de um inimigo desencarnado é a oração sincera. Podemos pedir a Deus e aos bons Espíritos que o amparem, esclareçam e conduzam para um caminho melhor.
Não devemos orar apenas pedindo que ele se afaste de nós. Podemos pedir também que encontre paz, compreenda seus erros e receba o auxílio de que necessita. Quando desejamos sinceramente o bem daquele que nos deseja o mal, começamos a romper o ciclo de ódio que nos liga a ele.
Uma oração simples pode dizer:
“Senhor, ampara o irmão que ainda guarda mágoa ou revolta contra mim. Ajuda-o a encontrar paz e esclarecimento. Se eu lhe causei algum mal, nesta vida ou em outra, peço perdão. Que possamos seguir nossos caminhos sem ódio, unidos pelo aprendizado e pela misericórdia de Deus.”
Também precisamos observar nossas atitudes
O ensinamento espírita não nos convida apenas a pedir que o outro mude. Precisamos examinar o que existe dentro de nós.
Ainda guardamos rancor? Desejamos vingança? Alimentamos pensamentos constantes de medo, raiva ou desespero? Recusamo-nos a perdoar?
A transformação moral, o esforço para corrigir nossos defeitos, a prática da caridade e a vigilância sobre nossos pensamentos ajudam a criar uma vida interior mais equilibrada. Quanto mais cultivamos o bem, menos espaço oferecemos para influências negativas.
Isso não quer dizer que toda dificuldade, doença ou pensamento ruim seja causado por um Espírito. O Espiritismo recomenda bom senso. Problemas físicos e emocionais também precisam ser avaliados por profissionais de saúde. O cuidado espiritual pode acompanhar o tratamento médico ou psicológico, mas não deve substituí-lo.
Não devemos agir com medo
Diante da possibilidade de uma influência espiritual negativa, a primeira atitude não deve ser o pânico. O medo excessivo pode aumentar a angústia e dificultar o equilíbrio.
Além da oração, podemos realizar o Evangelho no Lar, cultivar bons pensamentos, evitar conflitos desnecessários e procurar uma casa espírita séria, onde seja possível receber orientação e assistência espiritual de maneira gratuita, responsável e sem práticas supersticiosas.
Não devemos tentar conversar, desafiar ou expulsar Espíritos por conta própria. A melhor defesa não está nas ameaças nem nos rituais, mas na confiança em Deus, na mudança de comportamento e na perseverança no bem.
O perdão liberta os dois lados
Às vezes, a inimizade pode ter começado muito antes da vida atual. Segundo a Doutrina Espírita, podemos reencontrar pessoas com quem tivemos conflitos em outras existências. Não conhecemos todos os acontecimentos do passado, mas podemos decidir o que faremos no presente.
Se respondermos com ódio, prolongaremos a ligação dolorosa. Se escolhermos o perdão, a oração e a reparação possível, começaremos a desfazer os laços da vingança.
Perdoar não apaga automaticamente as consequências dos atos, nem significa aceitar novas agressões. Perdoar é deixar de alimentar o desejo de fazer o outro sofrer. É entregar a justiça a Deus e seguir trabalhando pela própria transformação.
Vencer o mal com o bem
A grande orientação do capítulo 12 de O Evangelho Segundo o Espiritismo é simples de compreender, embora nem sempre seja fácil de praticar: devemos responder ao mal com o bem.
Diante dos inimigos desencarnados, a atitude espírita deve ser de serenidade, oração, benevolência e confiança em Deus. Em vez de enxergarmos apenas um perseguidor, somos convidados a reconhecer um Espírito doente da alma, que também precisa de auxílio.
O ódio aprisiona aquele que odeia e aquele que é odiado. O perdão, ao contrário, abre caminho para a libertação de ambos.
Amar os inimigos desencarnados é não devolver a ofensa, desejar que eles encontrem a paz e cuidar para que nossas próprias atitudes sejam cada vez mais próximas dos ensinamentos de Jesus. É assim que, pouco a pouco, interrompemos antigas histórias de sofrimento e começamos a semear um futuro de reconciliação.
Semear para Colher
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Cinco atitudes para vencer o egoísmo no dia a dia
Na mensagem de Pascal, no capítulo 11 de O Evangelho Segundo o Espiritismo, aprendemos que o egoísmo é um dos maiores obstáculos ao progresso moral da humanidade. Enquanto o homem pensar apenas em si mesmo, continuará alimentando as causas de muitos sofrimentos. A transformação do mundo começa pela transformação de cada um de nós.
Uma boa maneira de combater o egoísmo é criar o hábito de pensar diferente antes de agir.
1. Em vez de perguntar: "O que eu ganho com isso?", pergunte: "Quem pode ser beneficiado?"
Nem toda boa ação traz retorno imediato. Muitas vezes, o verdadeiro ganho está na paz de consciência e na alegria de contribuir para o bem de alguém.
2. Em vez de guardar tudo para si, aprenda a compartilhar.
Pode ser um conhecimento, uma oportunidade, um elogio, um sorriso ou um pouco do seu tempo. Compartilhar não nos empobrece; pelo contrário, enriquece nossas relações e fortalece a fraternidade.
3. Em vez de querer sempre ter razão, procure compreender.
O egoísmo costuma andar de mãos dadas com o orgulho. Ouvir o outro com respeito, admitir um erro e valorizar opiniões diferentes são atitudes que aproximam as pessoas e favorecem a paz.
4. Em vez de pensar apenas no seu conforto, observe quem precisa de ajuda.
Às vezes, basta oferecer o lugar a alguém, carregar uma sacola pesada, visitar um enfermo, telefonar para quem está sozinho ou dedicar alguns minutos de atenção sincera. Pequenos gestos de solidariedade têm grande valor.
5. Em vez de esperar que os outros façam o bem, seja você o primeiro a começar.
Não espere a iniciativa alheia para praticar a caridade, o perdão ou a gentileza. O bem é contagiante. Quando alguém dá o primeiro passo, inspira outras pessoas a fazerem o mesmo.
Uma escolha diária
Eliminar o egoísmo não acontece de um dia para o outro. É um exercício constante de vigilância sobre nossos pensamentos, palavras e atitudes.
Sempre que surgir uma decisão, faça uma breve pausa e pergunte a si mesmo:
"Estou pensando apenas em mim ou também no bem do próximo?"
Essa simples reflexão pode mudar uma atitude, transformar um relacionamento e tornar o mundo um pouco melhor.
Como ensina o Espiritismo, a verdadeira felicidade cresce à medida que aprendemos a amar, servir e repartir. Cada pequena vitória sobre o egoísmo representa um passo importante na nossa evolução espiritual.
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Semeando a SEmana
Iniciamos mais uma semana com a oportunidade de observar melhor nossos pensamentos, nossas palavras e nossas atitudes.
Nem sempre conseguiremos realizar grandes mudanças de uma só vez. Mas sempre podemos escolher uma atitude melhor, uma resposta mais serena, um gesto mais fraterno, uma palavra mais cuidadosa.
A reforma íntima começa assim: no cotidiano.
Começa quando evitamos uma reclamação desnecessária.
Quando deixamos de alimentar uma mágoa.
Quando escolhemos ajudar, mesmo que ninguém veja.
Quando pensamos no bem do outro antes de agir apenas em nosso próprio favor.
Quando reconhecemos que também precisamos aprender, melhorar e recomeçar.
Cada semana que se inicia é como um campo novo diante de nós. A semente que lançarmos hoje poderá florescer em paz, equilíbrio e crescimento espiritual.
Por isso, nesta semana, procuremos semear mais paciência nas conversas, mais compreensão nas diferenças, mais caridade nas pequenas oportunidades e mais vigilância sobre aquilo que ainda precisamos transformar em nós.
Não esperemos o mundo mudar primeiro.
Comecemos pelo nosso coração.
Que esta semana seja vivida com mais consciência, mais humildade e mais amor ao próximo. Porque cada pequena vitória sobre o egoísmo, o orgulho e a indiferença representa um passo importante no caminho da evolução espiritual.
Que possamos semear o bem, mesmo nas tarefas simples, e confiar que Deus acompanha cada esforço sincero de renovação.
Boa semana, com paz, fé e disposição para fazer o melhor.
quarta-feira, 17 de junho de 2026
A Lei de Amor: o Caminho de Jesus no Cotidiano
O item 10 do capítulo 11 de O Evangelho Segundo o Espiritismo, dentro do tema “A Lei de Amor”, nos convida a compreender que o amor é a força maior da vida espiritual. Não se trata apenas de sentimento bonito, nem de emoção passageira, mas de uma lei divina que deve orientar nossa maneira de pensar, falar e agir.
Amar, segundo o ensinamento espírita, é avançar moralmente. É sair pouco a pouco do egoísmo, da indiferença, do orgulho e da dureza de coração para aprender a enxergar o outro como irmão de caminhada. A Lei de Amor nos lembra que todos estamos em processo de evolução e que ninguém melhora sozinho. Crescemos quando aprendemos a servir, perdoar, compreender e cooperar.
Jesus resumiu essa lei ao ensinar:
“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração (...) e ao teu próximo como a ti mesmo.”
Esse amor ao próximo não se limita às pessoas que pensam como nós, que gostam de nós ou que nos fazem bem. O verdadeiro exercício começa justamente quando encontramos diferenças, dificuldades, ingratidões e contrariedades.
No cotidiano, podemos aplicar a Lei de Amor de formas simples e concretas.
Quando escolhemos responder com calma em vez de devolver uma ofensa, estamos praticando o amor.
Quando temos paciência com alguém difícil, lembrando que aquela pessoa também carrega dores que não conhecemos, estamos praticando o amor.
Quando ajudamos em casa sem esperar reconhecimento, quando ouvimos alguém com atenção, quando cedemos um pouco para preservar a paz, estamos praticando o amor.
A Lei de Amor também aparece no cuidado com os mais frágeis: idosos, crianças, pessoas com deficiência, doentes, pessoas solitárias ou desanimadas. Muitas vezes, amar é apenas perceber quem está invisível aos olhos da pressa.
No ambiente de trabalho, aplicamos essa lei quando evitamos a fofoca, quando não humilhamos quem erra, quando colaboramos em vez de competir com maldade, quando reconhecemos o esforço alheio e tratamos todos com respeito.
Na família, a Lei de Amor se manifesta na paciência diária: repetir uma orientação sem agressividade, acolher o cansaço do outro, pedir desculpas, perdoar pequenas falhas e compreender que convivência também é aprendizado espiritual.
Nas redes sociais, ela pode ser vivida quando escolhemos não espalhar ódio, não ridicularizar ninguém, não comentar com crueldade e usar nossa palavra para consolar, esclarecer e semear esperança.
A Lei de Amor não exige grandes gestos heroicos todos os dias. Muitas vezes, ela começa no pequeno esforço de ser menos egoísta, menos impaciente, menos orgulhoso e mais útil.
Amar é trabalhar pela paz onde estamos. É transformar a fé em atitude. É compreender que cada pessoa que cruza nosso caminho é uma oportunidade de aprendizado.
Por isso, viver a Lei de Amor é seguir Jesus não apenas nas palavras, mas nas escolhas de cada dia. É fazer do coração um instrumento de bondade e da própria vida uma pequena semente de luz no mundo.
terça-feira, 9 de junho de 2026
A Lei de Amor: amar a todos, passo a passo
Peixotinho: a mediunidade a serviço da fé, da humildade e do bem
Mas, quando falamos de um médium como Peixotinho, é importante não ficarmos presos apenas ao aspecto extraordinário dos fenômenos. No Espiritismo, a mediunidade não deve ser vista como espetáculo, privilégio ou motivo de vaidade. Ela é, antes de tudo, instrumento de serviço, responsabilidade moral e convite à transformação interior.
Peixotinho teve uma trajetória marcada por simplicidade, disciplina e dedicação. Militar de carreira, viveu em diferentes cidades brasileiras, e por onde passou procurou colaborar com o movimento espírita. Sua mediunidade chamou a atenção de muitos estudiosos e companheiros de ideal, mas seu exemplo não está apenas nos relatos de fenômenos: está também na postura de alguém que buscou colocar suas faculdades a serviço da consolação, do estudo e da fé raciocinada.
A mediunidade de efeitos físicos sempre despertou curiosidade. Afinal, ela envolve manifestações que parecem tocar diretamente o mundo material. Porém, a Doutrina Espírita nos ensina que nenhum fenômeno, por mais impressionante que seja, substitui a reforma íntima. O fenômeno pode chamar a atenção; o Evangelho, porém, educa o coração.
Por isso, recordar Peixotinho é também recordar uma lição fundamental: a verdadeira grandeza do médium não está no tipo de mediunidade que possui, mas no uso que faz dela. A faculdade mediúnica, quando orientada pelo bem, pela humildade e pela disciplina, torna-se ponte de auxílio. Quando usada com orgulho, curiosidade ou imprudência, perde sua finalidade superior.
Em tempos em que tantas pessoas buscam sinais exteriores, a vida de Peixotinho nos convida a olhar para dentro. A pergunta mais importante não é apenas: “Que fenômenos ele realizou?” A pergunta mais profunda é: “Que bem podemos realizar com os dons que Deus nos confiou?”
Nem todos somos médiuns de efeitos físicos. Nem todos seremos lembrados por fenômenos marcantes. Mas todos podemos ser instrumentos de paz, amparo, escuta, oração e serviço. Cada um de nós, no campo em que foi chamado a atuar, pode materializar o amor por meio de atitudes concretas.
Peixotinho nos lembra que a mediunidade séria não existe para alimentar fascínio, mas para fortalecer a fé, despertar consciências e aproximar os corações de Deus. Seu nome permanece como referência histórica dentro do Espiritismo brasileiro, especialmente para aqueles que estudam a mediunidade com respeito, prudência e responsabilidade.
Que sua memória nos inspire a servir mais e aparecer menos; a estudar mais e julgar menos; a trabalhar no bem com humildade, sabendo que toda faculdade espiritual é empréstimo divino e oportunidade de crescimento.
Porque, no fim, o maior fenômeno que o Espiritismo nos propõe não é a materialização visível de um Espírito, mas a transformação invisível de uma alma que aprende a amar.
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Quando a dor vira remédio da alma
quarta-feira, 13 de maio de 2026
O que as respostas de São Luís ainda nos ensinam
- Eu gostaria de ser tratado da mesma maneira?
- Eu conheço realmente a dor do outro?
- Eu tenho sido indulgente também comigo mesmo?
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
MOMENTO REFORMA INTIMA
O que há por trás do nosso desejo de que as pessoas saibam sobre as virtudes que pressupomos possuir? Queremos despertar a admiração delas e, com isso, alimentar a nossa vaidade e o nosso orgulho? Queremos que elas reforcem, através de elogios, nossas características supostamente positivas, criando uma compensação quanto às negativas que sabemos ter e que não aceitamos em nós? Queremos criar uma imagem de superioridade que, inconscientemente, nos impede de pensar que temos pontos a melhorar?
Lembremos que serão bem-aventurados os pobres de espírito. Deixemos que advoguem em nossa causa os nossos atos. Uma imagem vale mais que mil palavras. Coloquemos amor em nossas atitudes e deixemos que elas testemunhem a nosso favor.
Meta do mês: Desenvolver a Modéstia
Meta do dia: Modifica tuas atitudes de presunção e vaidade e renova teus valores íntimos







