terça-feira, 25 de outubro de 2011

AMOR

Devemos aprender a amar qualquer um dos filhos de Deus como se fosse o mais querido de nossos irmãos !

Eu agradeço muito a consideração que os irmãos espíritas sempre demonstraram por mim, mas eu não sou propriedade do Espiritismo ! Eu pertenço a Jesus, e a vontade Dele deve ser a minha vontade! Estarei onde Ele desejar que eu esteja - fazendo o que Ele queira que eu faça! E, como sei que Ele sempre está mais perto de quem mais sofre, é justamente com os que choram que também devo estar! O Espiritismo praticado, Doutor - e não estou me referindo a nenhuma prática de natureza mediúnica! -, é a revivescência do Evangelho!

Imaginemos se o Divino Senhor tivesse se envolvido em intérminas discussões teológicas com os doutores da lei - o que haveria de ser da Boa Nova? As suas passagens pelas sinagogas eram sempre muito rápidas, porque a multidão O esperava lá fora - os famintos, os nus, os doentes, os perturbados de toda espécie... Era o pai de um menino lunático, que um espírito, com a intenção de
matá-lo, ora o lançava sobre o fogo, ora sobre a água; o paralítico de Cafarnaum, que se arrastava pelas ruas, ante a indiferença dos homens; o homem da mão ressequida que, contrariando o dogmatismo dos fariseus, Ele curou num dia de sábado; a filhinha da mulher cananeia, que O procurou e, em lágrimas, suplicou-lhe compaixão; o pobre cego de Betsaida, a cujos olhos mortos Ele devolveu a
possibilidade de ver...

Jesus, sendo judeu de nascimento, não nasceu apenas para os judeus, porque, em realidade, a Judeia é o mundo inteiro ! O sectarismo religioso é de funestas consequências para o Amor a Deus e ao Próximo!

Não, Doutor - continuava o médium quase transfigurado em luz -, eu fui ao Espiritismo, mas para que o Espiritismo vá ao povo ! A nossa Doutrina encerra a essência da Verdade, mas a Verdade sem o Amor é um anjo desprovido de asas!

A Terra ainda é o meu lugar - estarei ao lado dos que sofrem, porque todos já fomos o escriba e o fariseu que passaram ao largo, ignorando o homem caído na estrada... O samaritano da Parábola não era espírita e nem médium - era simplesmente um homem que se compadeceu!

Chico Xavier

(Obra: Trabalhadores da Última Hora - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mar Alto

"E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar.” – Lc: 5, 4.)


Este versículo nos leva a meditar nos companheiros de luta que se sentem abandonados na experiência humana.
Inquietante sensação de soledade lhes corta o coração.
Choram de saudade, de dor, renovando as amarguras próprias.

Acreditam que o destino lhes reservou a taça da infinita amargura.

Rememoram, compungidos, os dias da infância, da juventude, das esperanças crestadas nos conflitos do mundo.

No íntimo, experimentam, a cada instante, o vago tropel das reminiscências que lhes dilatam as impressões de vazio.

Entretanto, essas horas amargas pertencem a todas as criaturas mortais.

Se alguém as não viveu em determinada região do caminho, espere a sua oportunidade, porquanto, de modo geral, quase todo Espírito se retira da carne, quando os frios sinais de inverno se multiplicam em torno.

Em surgindo, pois, a tua época de dificuldade, convence-te de que chegaram para tua alma os dias de serviço em “mar alto”, o tempo de procurar os valores justos, sem o incentivo de certas ilusões da experiência material. Se te encontras sozinho, se te sentes ao abandono, lembra-te de que, além do túmulo, há companheiros que te assistem e esperam carinhosamente.

O Pai nunca deixa os filhos desamparados, assim, se te vês presentemente sem laços domésticos, sem amigos certos na paisagem transitória do Planeta, é que Jesus te enviou a pleno mar da experiência, a fim de provares tuas conquistas em supremas lições.

(Obra: Pão Nosso - Chico Xavier/Emmanuel - FEB.)

sábado, 22 de outubro de 2011

A Beneficência

Meus caros amigos, todos os dias ouço entre vós dizerem: "Sou pobre, não posso fazer a caridade", e todos os dias vejo que faltais com a indulgência aos vossos semelhantes. Nada lhes perdoais e vos arvorais em juizes muitas vezes severos, sem quererdes saber se ficaríeis satisfeitos que do mesmo modo procedessem convosco. Não é também caridade a indulgência? Vós, que apenas podeis fazer a caridade praticando a indulgência, fazei-a assim, mas fazei-a largamente. Pelo que toca à caridade material, vou contar-vos uma história do outro mundo.

Dois homens acabavam de morrer. Dissera Deus: Enquanto esses dois homens viverem, deitar-se-ão em sacos diferentes as boas ações de cada um deles, para que por ocasião de sua morte sejam pesadas. Quando ambos chegaram aos últimos momentos, mandou Deus que lhe trouxessem os dois sacos. Um estava cheio, volumoso, atochado, e nele ressoava o metal que o enchia; o outro era pequenino e tão vazio que se podiam contar as moedas que continha. Este o meu, disse um, reconheço-o; fui rico e dei muito. Este o meu, disse o outro, sempre fui pobre, oh! quase nada tinha para repartir. Mas, oh! surpresa! postos na balança os dois sacos, o mais volumoso se revelou leve, mostrando-se pesado o outro, tanto que fez se elevasse muito o primeiro no prato da balança. Deus, então, disse ao rico: deste muito, é certo, mas deste por ostentação e para que o teu nome figurasse em todos os templos do orgulho e, ao demais, dando, de nada te privaste. Vai para a esquerda e fica satisfeito com o te serem as tuas esmolas, contadas por qualquer coisa. Depois, disse ao pobre: Tu deste pouco, meu amigo; mas, cada uma das moedas que estão nesta balança representa uma privação que te impuseste; não deste esmolas, entretanto, praticaste a caridade, e, o que vale muito mais, fizeste a caridade naturalmente, sem cogitar de que te fosse levada em conta; foste indulgente; não te constituíste juiz do teu semelhante; ao contrário, todas as suas ações lhe relevaste: passa à direita e vai receber a tua recompensa. -Um Espírito protetor. (Lião, 1861.)

(O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XIII)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Caminha

É possível estejas encontrando muitos obstáculos
para seguir adiante nas tarefas do bem.
Desgostos surgiram, perseguições repontaram
do caminho, adversários gratuitos te dificultaram
a marcha e , algumas vezes, é provável hajas caído em erro,
sob a influência de determinadas tentações.

Apesar de tudo, se procuras o bem,
recolhe-te a fé e caminha...
Com Deus, não existem portas fechadas.

(Obra: Momentos de Paz - Chico Xavier/Emmanuel)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Saiba mais sobre os efeitos danosos da Culpa


Durante séculos o sentimento de culpa é considerado por estudiosos da psicologia e psicopatologia como um grande sofrimento, uma situação reprovável por si mesmo que vai drenando aos poucos ou de imediato, a sustentação da própria vida. Segundo esta afirmação, é uma expressão de severidade à qual a pessoa se impõe como forma de “castigo” por ter violado sua consciência.

De acordo com estes estudiosos, o sentimento de culpa cria situações danosas para o controle emocional, assim como imobiliza as ações na construção do bem com pensamentos sadios e sentimentos mais felizes. Estas ações negativas podem levar à depressão e falta de auto-estima, caracterizando assim, como fracassos pessoais e profissionais. Desta forma, especialistas incentivam a procura por cuidados com auxílio de um profissional para acompanhamento terapêutico.

Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, encontramos no capítulo X – Bem aventurados os misericordiosos “[...] Perdoar aos inimigos é perdoar-se a si mesmo; perdoar as ofensas é mostrar que se melhora[...]”, esclarecendo segundo a Doutrina Espírita que não podemos ser nossos próprios juízes, acusando-nos, julgando-nos e condenando-nos à infelicidade.

Algumas características que podem indicar a culpa:

  • Preocupação excessiva com a opinião dos outros;
  • Dificuldade em receber elogios, gentilezas, presentes
  • Insistir em assuntos que possam “justificar” o sentimento de culpa;
  • Raiva reprimida;
  • Dificuldade em assumir responsabilidade pelos próprios atos;
  • Sentir-se rejeitado;
  • Responsabilizar o outro pelo próprio sofrimento;
  • Sentir-se constantemente vítima;
  • Purnir-se causando ferimentos no próprio corpo;
  • Dificuldade em expressar os reais sentimentos;

Como lidar com a Culpa

Ainda em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” há a seguinte afirmação:“[...] a misericórdia é o complemento da mansuetude, pois, os que não são misericordiosos também não são mansos e pacíficos. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam uma alma sem elevação e sem grandeza [...]”, ressaltando segundo os estudiosos do espiritismo que o erro do passado é necessário para a aquisição de experiências e aprendizado para no presente e futuro não cometer, reincidir na mesma falta.

A Doutrina ensina também que a culpa é “amarra que prende a alma” e que é preciso se libertar, viver novas experiências para um maior aprendizado sobre suas frustrações, ilusões. Revela ainda que precisamos seguir adiante, mudar nossa faixa vibratória, ou seja, ter pensamentos mais elevados para que consequentemente tenhamos uma vida mais saudável, física e espiritualmente; transformar o sentimento de culpa em perdão é imprescindível para todo aquele que objetiva melhorar e superar os próprios equívocos por meio do auto perdão.

Ser diferente é sentir diferente, pensar diferente, agindo diferente, segundo a evolução moral/espiritual da qual o espiritismo determina como objetivo do agente espiritual.

Fonte: Rádio Boa Nova

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Lulu Santos Certas Coisas


Certas Coisas

(Lulu Santos)

Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e sons,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz,
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e sons,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...
E digo...

Eia Agora

"Eia agora, vós que dizeis... amanhã..." - (Tg: 4, 13)



Agora é o momento decisivo para fazer o bem.
Amanhã, provavelmente...
O amigo terá desaparecido.
A dificuldade estará maior.
A moléstia terá ficado mais grave.
A ferida, possivelmente, mostrar-se-á mais crescida de extensão.
O problema talvez surja mais complicado.
A oportunidade de ajudar não se fará repetida.
A boa semente plantada agora é uma garantia da produção valiosa no porvir.
A palavra útil pronunciada sem detença, será sempre uma luz no
quadro em que vives.
Se, desejas ser desculpado de alguma falta, aproxima-te agora
daqueles a quem feriste e revela o teu propósito de reajustamento.
Se te propões auxiliar o companheiro, ajuda-o sem demora para que
a benção de teu concurso fraterno responda às necessidades de teu
irmão, com a desejável eficiência.
Não durmas sobre a possibilidade de fazer o melhor.
Não te mantenhas na expectativa inoperante, quando podes
contribuir em favor da alegria e da paz.
A dádiva tardia tem gosto de fel.
"Eia agora" - diz-nos o Evangelho, na palavra apostólica.
Adiar o bem que podemos realizar é desaproveitar
o tempo e furtar do Senhor.

(Francisco C. Xavier / Emmanuel: Fonte Viva - FEB.)