terça-feira, 13 de novembro de 2012

Livre-Arbítrio


"Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me."(Mt: 8, 34)
Nesta passagem, Jesus enfatiza a importância do livre-arbítrio com que somos todos aquinhoados.
A faculdade de escolha entre o bem e o mal nos pertence, como igualmente nos pertence a inteira responsabilidade da opção efetuada.
O Mestre, hora alguma, nos engana com falsas promessas. Em mais de uma oportunidade, enfatiza que tomar a iniciativa de acompanhá-lo não é fácil.
O crente que, de livre e espontânea vontade, desejar segui-lo, está avisado dos procedimentos básicos para tal: negar a si mesmo e tomar a sua cruz !
Negar a si mesmo significa renunciar ao personalismo; tomar a sua cruz subentende arcar com as inevitáveis consequências da ousadia...
Ele não nos traça nenhuma outra condição, nem efetua qualquer espécie de exigência.
O problema de seguir o Cristo diz respeito unicamente a nós, nos embaraços que possamos ocasionar a nós mesmos, com o nosso exagerado apego às facilidades que nos habituamos a usufruir.
Quem se propõe ir com Ele não tem, pois, o direito de se queixar do caminho acidentado que decide percorrer...
E mais: nenhum homem ignora para onde se dirige o Cristo, na escalada do monte dos mais ásperos
testemunhos!
- "Se alguém quer" - advertiu-nos -, o caminho é por aqui...
- "... e siga-me." Quer dizer: não faça perguntas e nem espere explicações !
Portanto, não se compreende o cristão que, por exemplo, se mostra desapontado ou, inclusive,
tendente a perder a fé, porque, na decisão que tomou de seguir o Cristo, em vez de aplausos,
esteja recebendo pedradas.

(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O que é Ser Espírita?


Ser espírita não é ser nenhum religioso; é ser cristão.

Não é ostentar uma crença; é vivenciar a fé sincera.

Não é ter uma religião especial; é deter uma grave responsabilidade.

Não é superar o próximo; é superar a si mesmo.

Não é construir templos de pedra; é transformar o coração em templo eterno.
 Ser espírita não é apenas aceitar a reencarnação;
 é compreendê-la como manifestação da Justiça Divina e caminho natural para a perfeição.

Não é só comunicar-se com os Espíritos, porque todos indistintamente se comunicam, mesmo sem o saber; é comunicar-se com os bons Espíritos para se melhorar e ajudar os outros a se melhorarem também.

Ser espírita não é apenas consumir as obras espíritas para obter conhecimento e cultura; é transformar os livros, suas mensagens, em lições vivas para a própria mudança.

Ser sem vivenciar é o mesmo que dizer sem fazer.

Ser espírita não é internar-se no Centro Espírita, fugindo do mundo para não ser tentado; é conviver com todas as situações lá fora, sem alterar-se como espírita, como cristão.

O espírita consciente é espírita no templo, em casa, na rua, no trânsito, na fila, ao telefone, sozinho ou no meio da multidão, na alegria e na dor, na saúde e na doença.

Ser espírita não é ser diferente; é ser exatamente igual a todos, porque todos são iguais perante Deus.

Não é mostrar-se que é bom; é provar a si próprio que se esforça para ser bom, porque ser bom deve ser um estado normal do homem consciente.

Anormal é não ser bom.

Ser espírita não é curar ninguém; é contribuir para que alguém trabalhe a sua própria cura. Não é tornar o doente um dependente dos supostos poderes dos outros; é ensinar-lhe a confiar nos poderes de Deus e nos seus próprios poderes que estão na sua vontade sincera e perseverante.

Ser espírita não é consolar-se em receber; é confortar-se em dar, porque pelas leis naturais da vida, "é mais bem aventurado dar do que receber".

Não é esperar que Deus desça até onde nós estamos; é subir ao encontro de Deus, elevando-se moralmente e esforçando-se para melhorar sempre.

Isto é ser espírita.

Com as bênçãos de Jesus, nosso Mestre.

Do Livro "Aprendendo a lidar com as crises" Wanderley Pereira

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

JESUS E OS MENINOS

"(...)Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais,
porque dos tais é o reino de Deus." (Mc: 10,14)

O Divino Mestre ama as crianças com especial carinho. Ele sabe que os meninos e meninas do presente serão pais e mães no futuro.
Sabe que todos os pequeninos de hoje serão os administradores, ministros, juízes, professores, médicos, advogados, artistas, escritores, artífices, lavradores e operários de amanhã, e, por isso, simboliza neles a esperança do mundo, onde o reino de Deus será edificado. Jesus reconhece que, se os meninos de agora quiserem, a Terra do porvir será melhor, mais sábia e mais feliz. É por essas razões que o Divino Senhor, se aguarda a compreensão e o concurso dos homens bons, também espera a cooperação das crianças fiéis.

(Obra: Os Filhos do Grande Rei - Chico Xavier / Veneranda)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A Novela Salve Jorge na Mira da Intolerância Religiosa

Tem sido veiculada nas redes sociais uma manifestação de setores evangélicos contra a novela Salve Jorge, pela suposta relação que existiria entre o conteúdo da novela exibida pela Rede Globo e a figura de São Jorge, que é venerado como o orixá Ogum pelos adeptos da Umbanda.

Há quem veja na manifestação uma disputa de bastidores por razões puramente econômicas. Esse é o pensamento de dois parlamentares do Rio de Janeiro, o deputado Átila Nunes e o vereador eleito Átila Alexandre Nunes.

Pode ser que tenham razão. O fato concreto, porém, é que, ao declararem guerra à novela da Globo, os ditos setores evangélicos alegam que seu enredo seria uma adoração ao orixá Ogum, o mesmo São Jorge das tradições católicas. A manifestação pede, então, que os evangélicos não assistam à novela Salve Jorge, mas, sim, no seu lugar, à reprise da novela Rei Davi, que reestreou na mesma noite, quando a Globo alcançou 35 pontos no Ibope, enquanto a Record, que exibe Rei Davi, obteve modestos 6 pontos.

Em sua intolerância religiosa, os ditos setores evangélicos acusam São Jorge de ser um deus pagão travestido de santo, ao passo que Davi teria sido, de fato, um herói verdadeiro. Por causa disso, buscam convencer seus fiéis de que não é possível aceitar em suas casas algo que contrariaria diretamente sua fé.

São Jorge, que teria vivido entre os anos 275 e 303 da era cristã, foi, de acordo com a tradição, um soldado romano que integrou o exército do imperador Diocleciano e, anos depois, por suas ações em favor dos cristãos, considerado um mártir do Cristianismo. Por causa disso, é ele um dos santos mais venerados nas hostes do Catolicismo e em diversos cultos das religiões afro-brasileiras, onde é sincretizado na forma de Ogum. E é, ainda, o santo padroeiro de diversos países, além de patrono dos escoteiros, do clube de futebol Corinthians Paulista e da Cavalaria do Exército Brasileiro.

Tudo, pois, nos sugere que a guerra à novela é, no fundo, mais uma reação fundamentalista de fanáticos religiosos contra a Umbanda, que tem em Ogum um de seus ícones mais importantes, e também contra as tradições católicas, em flagrante desrespeito à diversidade religiosa, consagrada na Constituição brasileira.

Infelizmente, os fatos demonstram que certos setores das chamadas religiões evangélicas não perdem jamais a oportunidade de manifestar seu preconceito contra os que não pensam como eles, incluindo no rol de seus desafetos os umbandistas, os espíritas e os católicos, esquecidos de que é livre no Brasil o culto da religião que desejarmos.

Essa liberdade não é um favor do governo de plantão, mas um preceito constitucional, que eles invariavelmente desrespeitam, agindo exatamente de modo contrário ao que era praticado por Jesus, que jamais fez acepção de pessoas, fossem elas pobres ou ricas, damas ou prostitutas, publicanos ou simples contribuintes.
 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Federação Espírita do Estado de Goiás Promove Curso para Palestrantes Espíritas


  • O medo de falar em público;
  • Aspectos problemáticos da comunicação;
  • Importância da palavra falada;
  • Recomendações importantes ao palestrante espírita;
  • Trabalhando com o recurso da voz;
  • Planejamento da palestra: introdução, desenvolvimento, conclusão;
  • Como lidar com as perguntas do auditório.

Esse será o conteúdo programático do Curso de Formação de Expositores da Doutrina Espírita promovido pela Federação Espírita do Estado de Goiás nos dias 23, 24 e 25 de novembro.

O Curso acontecerá na própria Federação Espírita. Mais informações pelo site da Federação ou pelo telefone (62) 3281-0875.

Indagação e Resposta

Possivelmente, você também será daqueles companheiros do mundo físico que indagam pela razão dos mentores desencarnados transmitirem tantas mensagens de essência filosófica, mormente baseadas nos ensinamentos do Cristo.
Responderemos que uma pergunta dessas equivale à inquisição que alguém formulasse sobre o motivo de tantas escolas para os que vivem na Terra.
A verdade é que todos os irmãos do Plano Físico queiram ou não, acreditem ou não acreditem virão Ter conosco, mais hoje ou mais depois de amanhã, e cabe-nos diminuir o trabalho que, porventura, nos venham a impor, ao abordarem o nosso campo de vivência espiritual, já que somos todos uma só família, perante Deus.
Examinem vocês algumas das perguntas que nos são desfechadas, com absoluta sinceridade, por milhares de companheiros que se conscientizam, quanto à própria desencarnação.
Onde se localiza o Céu dos bem-aventurados.
Onde residem os anjos.
Porque Deus em pessoas, não dispôs a vir recebê-los.
Porque Jesus lhes foge à visão, se viveram orando e confiando no Divino Mestre.
Porque sofreram tanto.
Porque não conseguem conversar imediatamente com os familiares que ficaram à distância.
Porque são convidados a trabalhar se tanto esperaram pelo descanso.
Porque não foram avisados sobre o dia da volta à Verdadeira Vida.
Porque não conseguem alterar os testamentos que deixaram no mundo.
Em que lugar estarão os infernos.
Onde estão encravados os purgatórios.
Como será o repouso que lhes será concedido se não enxergam amigo algum que não seja em trabalho árduo.
Porque as entidades angélicas não lhes dispensam as atenções de que se julgam merecedores.
Para resumir, dir-lhes-ei que, há dias, um amigo nosso, devotado obreiro do Bem, na Espiritualidade, foi questionado por um irmão recém-vindo da Terra, dentre aqueles que lhe recebiam diretrizes, sobre o melhor meio pelo qual conseguiriam enxergar alguns demônios.
Com o melhor humor, o companheiro respondeu:
- Meu filho, lamento muito, mas não tenho aqui um espelho para nós dois.

(Obra: Endereço de Paz - Chico Xavier/André Luiz)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

NA DIFICULDADE





"E, vendo-os em dificuldade a remar, porque o vento lhes era contrário, por volta da quarta vigília da noite, veio ter com eles, andando por sobre o mar... " (Mc: 6, 48)

Jesus foi ao encontro dos companheiros no justo momento da dificuldade, quando o vento lhes era contrário"...

E, para tanto, na bela narrativa, não hesitou em andar sobre as águas do mar !

O Mestre, a fim de socorrer-nos na prova, transpõe os mais profundos abismos.

Não nos esqueçamos, no entanto, de detalhe importante nas anotações do Evangelista: os discípulos estavam a remar!

Não estavam eles inoperantes, aguardando que todo socorro lhes viesse do Alto nem, tampouco, revoltados, maldizendo as adversidades.

Muitos, diante das lutas que enfrentam, chegam a pensar que não suportarão...

- Ah, desistirei, porque vou sucumbir mesmo ! - exclama um deles.
- Estou cansado de esperar pela intercessão que não vem ! - lamenta outro.
- Tenho orado inutilmente ! - blasfema mais um.

Quando nenhuma providência evidente estiver sendo tomada pelo Céu, em auxílio ao crente em apuros na Terra, é porque o Senhor considera que, no
momento, o melhor já está sendo feito.

Ou, talvez, esteja faltando da parte de quem se encontra quase a naufragar o esforço de continuar remando, para que, com base em sua própria iniciativa de salvação, as Leis da Vida providenciem colocá-lo completamente a salva e em segurança.

(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - (Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)