segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Ajude Sempre



Diante da noite, não acuse as trevas.
Aprenda a fazer lume.

Em vão condenará você o pântano.
Ajude-o a purificar-se.

No caminho pedregoso, não atire calhaus nos outros.
Transforme os calhaus em obras úteis.

Não amaldiçoe o vozerio alheio.
Ensine alguma lição proveitosa, com o silêncio.

Não adote a incerteza, perante as situações
difíceis. Enfrente-as com a consciência limpa.

Debalde censurará você o espinheiro.
Remova-o com bondade.

Não critique o terreno sáfaro.
Ao invés disso, dê-lhe adubo.

Não pronuncie más palavras contra o deserto.
Auxilie a cavar um poço sob a areia escaldante.

Não é vantagem desaprovar onde todos desaprovaram.
Ampare o seu irmão com a boa palavra.

É sempre fácil observar o mal e identificá-lo.
Entretanto, o que o Cristo espera de nós outros é a descoberta e o cultivo do bem para que o Divino Amor seja glorificado.


Espírito: André Luiz
Médium: Francisco Cândido Xavier

ABENÇOA TAMBÉM


Diante das vozes e dos braços que te amparam na enfermidade, coopera com os instrumentos da cura, abençoando a ti mesmo.
Em qualquer desajuste orgânico, não condenes o corpo.
O operário há de amar enternecidamente a máquina que o ajuda a viver, lubrificando-lhe as peças e harmonizando-lhe os implementos, se não deseja relegá-la à inutilidade e à secura.

*

Abençoa teu coração. É o pêndulo infatigável, marcando-te as dores e alegrias.
Abençoa teu cérebro. É o gabinete sensível do pensamento.
Abençoa teus olhos. São companheiros devotados na execução dos compromissos que a existência te confiou.
Abençoa teu estômago. É o servo que te alimenta.
Abençoa tuas mãos. São antenas no serviço que consegues realizar.
Abençoa teus pés. São apoios preciosos em que te sustentas.
Abençoa tuas faculdades genésicas. São forças da vida pelas quais recebeste no mundo o aconchego do lar e o carinho de mãe.

*

Eis que deus te abençoa, a cada instante, no ar que respiras, no pão que te nutre, no remédio que refaz, na palavra que anima, no socorro que alivia, na oração que consola...
Junto das células doentes ou fatigadas, não empregues o fogo da tensão, nem o corrosivo do desespero.
Abençoa também.

Emmanuel

Médium: Francisco Cândido Xavier
Espíritos diversos
Livro: CORAGEM



Bem-Aventuranças

“Bem-aventurados seeis quando os homens vos aborrecerem, e quando vos separarem, vos injuriarem e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem.” - Jesus (Lucas, 6:22)


O problema das bemaventuranças exige sérias reflexões, antes de interpretado por questão líquida, nos bastidores do conhecimento.
Confere Jesus a credencial de bemaventuradosaos seguidores que lhe partilham as aflições e trabalhos; todavia, cabenos salientar que o Mestre categoriza sacrifícios e sofrimentos à conta de bênçãos educativas e redentoras.
Surge, então, o imperativo de saber aceitálos.
Esse ou aquele homem serão bemaventurados por haverem edificado o bem, na pobreza material, por encontrarem alegria na simplicidade e na paz, por saberem guardar no coração longa e divina esperança.
Mas... e a adesão sincera às sagradas obrigações do título?
O Mestre, na supervisão que lhe assinala os ensinamentos, reportase às bem-aventuranças eternas; entretanto, são raros os que se aproximam delas, com a perfeita compreensão de quem se avizinha de tesouro imenso. A maioria dos menos
favorecidos no plano terrestre, se visitados pela dor, preferem a lamentação e o
desespero; se convidados ao testemunho de renúncia, resvalam para a exigência descabida e, quase sempre, ao invés de trabalharem pacificamente, lançam-se às aventuras indignas de quantos se perdem na desmesurada ambição.
Ofereceu Jesus muitas bemaventuranças.
Raros, porém, desejamnas.
É por isto que existem muitos pobres e muitos aflitos que podem ser grandes necessitados no mundo, mas que ainda não são benditos no Céu.

Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

domingo, 2 de setembro de 2018

A MÁGOA

Síndrome alarmante, de desequilíbrio, a presença da mágoa faculta a fixação de graves enfermidades físicas e psíquicas no organismo de quem a agasalha.
A mágoa pode ser comparada à ferrugem perniciosa que destrói o metal em que se origina.
Normalmente se instala nos redutos do amor próprio ferido e paulatinamente se desdobra em seguro processo enfermiço, que termina por vítimar o hospedeiro.
De fácil combate, no início, pode ser expulsa mediante a oração singela e nobre, possuindo, todavia, o recurso de, em habitando os tecidos delicados do sentimento, desdobrar-se em modalidades várias, para sorrateiramente apossar-se de todos os departamentos da emotividade, engendrando cânceres morais irreversíveis.
Ao seu lado, instala-se, quase sempre, a aversão, que estimula o ódio, etapa grave do processo destrutivo.
A magoa, não obstante desgovernar aquêle que a vitaliza, emite verdadeiros dardos morbíficos que atingem outras vítimas incautas, aquelas que se fizeram as causadoras conscientes ou não do seu nascimento...
Bôrra sórdida, entorpece os canais por onde transita a esperança, impedindo-lhe o ministério consolador.
Hábil, disfarça-se, utilizando-se de argumentos bem urdidos para negar-se ao perdão ou fugir ao dever do esquecimento.
Muitas distonias orgânicas são o resultado do veneno da mágoa, que, gerando altas cargas tóxicas sôbre a maquinaria mental, produz desequilíbrio no mecanismo psíquico com lamentáveis conseqüências nos aparelhos circulatório, digestivo, nervoso...
O homem é, sem dúvida, o que vitaliza pelo pensamento.
Suas idéias, suas aspirações constituem o campo vibratório no qual transita e em cujas fontes se nutre.
Estiolando os ideais e espalhando infundadas suspeitas, a mágoa consegue isolar o ressentido, impossibilitando a cooperação dos socorros externos, procedentes de outras pessoas.
Caça implacavelmente êsses agentes Inferiores, que conspiram contra a tua paz.
O teu ofensor merece tua compaixão, nunca o teu revide.
Aquêle que te persegue sofre desequilíbrios que ignoras e não é justo que te afundes, com êle, no fôsso da sua animosidade.
Seja qual fôr a dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores.
Através do cultivo de pensamentos salutares, pairarás acima das viciações mentais que agasalham esses miasmas mortíferos que, infelizmente, se alastram pela Terra de hoje, pestilenciais, danosos, aniquiladores.
Incontáveis problemas que culminam em tragédias quotidianas são decorrência da mágoa, que virulenta se firmou, gerando o nefando comércio do sofrimento desnecessário.
Se já registras a modulação da fé raciocinada nos programas da renovação interior, apura aspirações e não te aflijas.
Instado às paisagens Inferiores, ascende na direção do bem.
Malsinado pela Incompreensão, desculpa.
Ferido nos melhores brios, perdoa.
Se meditares na transitoriedade do mal e na perenidade do bem, não terás outra opção, além daquela: amar e amar sempre, impedindo que a mágoa estabeleça nas fronteiras da tua vida as balizas da sua província infeliz.
"Quando estiverdes orando, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que vosso Pai que está nos Céus, vos perdoe as vossas ofensas".
Marcos: capítulo 11º, versículo 25.
"Não sou feliz!
A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais.
Isto, meus caros filhos, prova melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes:
"A felicidade não é deste mundo". (Evangelho Segundo o Espíritismo - Capítulo 5º - Item 20)

Espírito: Joanna de Ângelis
Médium: Divaldo Pereira Franco



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Convite ao Dever

J"Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial." (Mateus: capítulo 5º, versículo 48.)
Como diretriz de segurança; qual dínamo propulsor do progresso, semelhante a resistência contra os desequilíbrios, o dever se encontra insculpido como fator preponderante em todo ser que pensa.
Desnaturá-lo ao suborno da ilusão, conspurcá-lo face a injunções constritoras, desconsiderá-lo ao império da anarquia é descer psiquicamente aos sub-niveis da humanização...
Desertam homens porque lhes faltam os implementos da coragem, estimulados, dizem, pela preponderância da perturbação que grassa generalizada.
Angustiam-se outros, descoroçoados ante a vitória do desvalor e da astúcia contemplando os insucessos contínuos da honra e da honestidade.
Esmorecem os menos temperados na forja da fé porque fatores negativos da distrofia social se sobrepõem aos lídimos esforços da abnegação...
Equívocos, porém, não constituem regra; sempre são exceções às normas da mesma forma que as sombras não podem construir realidades, graças à própria essência de que se vitalizam.
O dever, inerente a todos os homens, é manifestação da Divina Lei, consubstanciando os objetivos da vida inteligente na Terra.
"O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo." (*)
Mesmo que na aparência estejas no lado errado, desincumbindo-te dos deveres que te dizem respeito, não te aflijas. Consciência é presença de que ninguém conseguirá despojar-se.
Não importa que os outros desconheçam os erros que hajas cometido ou as ações nobres praticadas... O essencial é que o saibas.
O engano passa, mas o dever retamente exercido fica.
A bruma se dilui, enquanto permanecem a claridade e o sol como estados naturais da vida.
Descontrai-te, portanto, e atende aos teus deveres morais, atuante na comunidade em que vives com a alegria do semeador que antevê na semente submissa a glória do campo coroado de novos e abundantes grãos.
(*) "O Evangelho Segundo o Espiritismo". 52ª Edição FEB - Capítulo 17º - Item 7. - Nota da Autora espiritual.

Pelo espírito: Joanna de Ângelis
Medium: Divaldo Pereira Franco
Livro: Convites da Vida
Confira o aplicativo


sábado, 1 de setembro de 2018

VELHICE NA VISÃO ESPÍRITA

Quando encarnamos, recebemos uma carga de fluidos vital (fluido da vida). Quando este fluido acaba, morremos. Somos como a pilha que com o tempo vai descarregando.
Chegamos ao ponto que os remédios já não fazem mais efeito.
Daí não resta outra alternativa senão trocar de “roupa” e voltar para a escola planetária.
A quantidade de fluido vital não é igual em todos seres orgânicos. Isso dependerá da necessidade reencarnatória de cada um de nós.
Quando chegamos na Terra cada um tem uma estimativa de vida. Vai depender do que viemos fazer aqui.
Se viemos acertar as pendências biológicas por mau uso do corpo, como no caso do suicídio, nós vamos ficar aqui pouco tempo. É só para cobrir aquele buraco que nós deixamos. Exemplo: Se nossa estimativa de vida é 60 anos e nós, por abusos, desencarnamos aos 40 anos, ficamos devendo 20 anos. Então, na próxima encarnação viverá somente 20 anos.
Mas há outros indivíduos que vem para uma tarefa prisional. E daí vai ficar, 70, 80, 90, 100 anos. Imaginamos que quem vira os 100 anos está resgatando débitos. Porque vê as diversas gerações que já não são as suas. E o indivíduo vai se sentindo cada vez mais um estranho no ninho. Os jovens o olham como se ele fosse um dinossauro. Os da sua idade já não se entendem mais porque já faltam certos estímulos (visuais, auditivos, etc.). Já não podem visitar reciprocamente, com raras exceções. Tornam-se pessoas dependentes dos parentes, dos descendentes para levar aqui e acolá. Até para cuidar-se e tratar-se.
Então, só pode ser resgate para dobrar o orgulho, para ficar nas mãos de pessoas que nem sempre gostam dela. Alguns velhos apanham, outros são explorados na sua aposentadoria, outros são colocados em asilos onde nunca recebem visitas.
Em compensação, outros vêm, cuidam da família, educam os filhos em condição de caminhar, fecham os olhos e voltam para a casa com a missão cumprida com aqueles que se comprometeu em orientar, impulsionar, a ajudar.
Por isso, precisamos conversar com os jovens. Dizer a eles que é na juventude que a gente estabelece o que quer na velhice, se chegar lá. E que vamos colher na velhice do corpo o que tivermos plantado na juventude. Se ele quiser ter um ídolo, que escolha alguém que esteja envolvido com a paz, com a saúde, a ética, ao invés de achar ídolos da droga, do crime, das sombras.
E aqueles que não tem jovens para orientar e que estão curtindo a própria maturidade, avaliar o que fizeram da vida até agora. Se a morte chegasse hoje, o que teríam para levar? Se chegarem a conclusão que não tem nada para levar lembrem que: HÁ TEMPO.
Enquanto Deus nos permitir ficar na Terra, HÁ TEMPO, para fazermos algum serviço no Bem seja ao próximo ou a nós mesmos, já que somos Espíritos, ou seja, levaremos na memória espiritual o que fizermos: ser voluntário em uma instituição de caridade, estudar, aprender uma língua, uma arte, praticar um esporte. Enquanto respirarmos no corpo perguntemos: “O QUE DEUS QUER QUE EU FAÇA?” Usemos bem o fluido que nos foi disponibilizado. A vida bem vivida pela causa do Bem pode nos dar “moratória”, ou seja, uma sobrevida, uma dilatação do tempo de permanência do Espírito no corpo de carne.
Então, há idosos em caráter expiatório e em caráter de moratória.

J. Raul Teixeira

Fonte: GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC


Ilusória Sabedoria

Muitos defendem a ideia de que tudo na vida é passageiro, e que devemos aproveitar bem as oportunidades porque não duram para sempre.
Com ilusórios lances de sabedoria afirmam:
Nossa vida na Terra se limita ao tempo que vivemos entre o berço e o túmulo. O berço nos recebe rodeados de sonhos, sorrisos e esperanças. O túmulo guarda a despedida cheia de lágrimas.
Esta forma de pensar impede de vermos que nesse intervalo vivemos literalmente ligados ao corpo físico, e sempre às voltas com as peripécias materiais.
Como nosso cérebro atual não traz registros anteriores ao presente, acreditamos que esta seja a única e verdadeira vida.
Daí, investirmos toda capacidade interior em conquistas materiais, toda a energia em prazeres fugazes.
Mal percebemos que o que julgamos valioso é, na verdade, passageiro.
Deixamos de acreditar naquilo que não vemos, e que, embora não palpável, é eterno.
Acabamos avaliando, superficialmente, o sentido da vida.
Vejamos que ao valorizarmos os monumentos materiais que ficam na História, nem sempre entrevemos as ideias e os pensadores que planejaram tais feitos.
Com o tempo, porém, por ser matéria, essas obras serão destruídas e retornarão ao pó.
Já o sonho de realização, a ideia que os concretizou, alimentam almas que se dignificaram com sua criatividade.
Um exemplo: A acrópole de Atenas, admirada por milhões de olhos, vai desaparecendo, pouco a pouco, entretanto a cultura grega que a produziu é imortal na glória terrestre.
Observemos nossa indumentária física. Quando menos esperamos, a infância risonha e a mocidade colorida ficam para trás.
A madureza, com as suas responsabilidades, e a velhice, com seus desgastes no corpo físico, nos tiram o viço e a disposição.
Mas, nossa essência espiritual permanece.
Importante analisarmos melhor a vida. Limitarmos nosso viver apenas em função das coisas materiais é muito pouco, quase nada.
Os bens materiais são indispensáveis para a nossa manutenção física, bem como para manter aprendizados e aperfeiçoamentos enquanto aqui vivemos.
Precisamos compreender que embora o corpo material tenha que voltar ao pó, o Espírito permanece vivo, levando consigo tudo quanto aprendeu no decorrer desse período.
Daí a necessidade de valorizar a oportunidade de aprendizado e as experiências enriquecedoras que adquirimos neste percurso, porque estas ficarão em nós, Espíritos imortais.
Os bens materiais, que lutamos insanamente para adquirir, almejando serem para sempre nossos, não o serão.
As terras que acumulamos não são propriedade nossa. Basta que saiamos de cena e mudarão de dono.
As joias que possuímos e que nos preocupam quanto aos ladrões, não levaremos, depois da morte física.
O dinheiro que guardamos a sete chaves, perde seu valor útil, ou cairá em outras mãos.
Passamos o tempo na Terra buscando riquezas passageiras, e retornamos à pátria maior sem a fortuna ideal.
Melhor seria levarmos conosco nossa verdadeira riqueza.
Essa o ladrão não rouba, a traça não rói, a ferrugem não consome!
Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 168,
do livro Fonte Viva, pelo Espírito Emmanuel, psicografia
de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Em 1º.9.2018