Ambas estão ligadas à compreensão das leis divinas, ao reconhecimento da justiça de Deus e à confiança de que nada acontece fora de um propósito maior de aprendizado e evolução espiritual.
O que é obediência, segundo o Espiritismo?
Obediência, à luz do Espiritismo, é acolher as leis morais divinas e esforçar-se para vivê-las no dia a dia. Não se trata de obedecer pessoas ou estruturas humanas injustas, mas de alinhar a própria conduta com valores como amor, justiça, caridade e responsabilidade.
No cotidiano, a obediência se manifesta, por exemplo:
- Quando alguém respeita as leis e regras de convivência, mesmo quando ninguém está observando.
- Quando um pai ou uma mãe educa com amor, mas também com limites, pensando no bem do filho.
- Quando aceitamos orientações médicas ou profissionais necessárias, mesmo que contrariem nossa vontade imediata.
A obediência espírita é lúcida: ela nasce da compreensão, não do medo.
E o que significa resignação?
Resignação não é desistência. É aceitação serena do que não pode ser mudado no momento, sem revolta, sem amargura e sem perda da esperança.
A resignação verdadeira anda junto com a ação possível. Aceita-se o fato, mas não se abandona o esforço interior de crescimento.
Exemplos simples do cotidiano ajudam a compreender:
- Uma pessoa que enfrenta uma doença crônica pode não ter controle sobre o diagnóstico, mas pode escolher como reagir emocionalmente a ele.
- Alguém que perdeu um emprego pode sofrer, chorar, mas decide não se entregar ao desespero, buscando novos caminhos.
- Uma limitação física ou uma dificuldade familiar pode ser aceita sem revolta, transformando-se em fonte de empatia e fortalecimento interior.
A resignação espírita é ativa, esperançosa e digna.
Obediência e resignação caminham juntas
Segundo o Espiritismo, obedecer às leis divinas e resignar-se diante das provas da vida são atitudes que se complementam.
Obedecemos quando reconhecemos que Deus é justo.
Resignamo-nos quando confiamos que essa justiça é sempre amorosa.
Essas virtudes não anulam a luta por melhorias sociais, direitos ou tratamentos justos. O Espiritismo jamais incentiva a aceitação da injustiça humana como algo imutável. Pelo contrário: ensina a lutar com equilíbrio, sem ódio, sem violência e sem desespero.
Um exercício diário de crescimento espiritual
Obediência e resignação são construídas aos poucos, no exercício diário:
- No trânsito, quando escolhemos a paciência.
- Em casa, quando evitamos palavras que ferem.
- No trabalho, quando fazemos o melhor possível, mesmo em tarefas simples.
- Diante da dor, quando perguntamos menos “por quê?” e mais “para quê?”.
Essas escolhas silenciosas moldam o espírito e preparam o ser humano para etapas mais elevadas da vida espiritual.
Como ensina o Espiritismo, a verdadeira vitória não está em controlar as circunstâncias, mas em transformar a si mesmo diante delas.
Referências bibliográficas
-
O Evangelho segundo o Espiritismo – Allan Kardec
(Capítulo IX – Bem-aventurados os aflitos) -
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
(Questões 258 a 273 – Das provas e expiações) -
O Céu e o Inferno – Allan Kardec
(Primeira Parte) -
Pão Nosso – Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel
Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.
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