segunda-feira, 9 de maio de 2011

JESUS E O MUNDO

Se Jesus não tivesse confiança na regeneração dos homens e no aprimoramento do mundo, naturalmente, não teria vindo ao encontro das criaturas e nem teria jornadeado nos escuros caminhos da terra.
Não podemos, por isso, perder a esperança e nem nos cabe o desânimo, diante das pequenas e abençoadas lutas que o Céu nos concedeu, entre as sombras das humanas experiências.
Da escola do mundo saíram diplomados em santificação Espíritos sublimes, que hoje se constituem abençoados patronos da evolução terrestre.
Não nos compete menosprezar o plano de aprendizagem que nos alimenta e nos agasalha, que nos instrui e aperfeiçoa.
Se o bom desampara o mau, a fraternidade não passaria de mera ilusão.
Se o sábio não ajuda ao ignorante, a educação redundaria em mentira perigosa.
Se o humilde foge ao orgulhoso, surgiria o amor por vocábulo inútil.
Se o aprendiz da gentileza menoscaba o prisioneiro da impulsividade, o desequilíbrio comandaria a existência.
Se a virtude não socorre às vítimas do vício e se o bem não se dispõe a salvar quantos se arrojam aos despenhadeiros do mal, de coisa alguma serviria a predicação evangélica no campo de trabalho que a Providência Divina nos confiou.
O Mestre não era do mundo, mas veio até nós para a redenção do mundo. Sabia que os seus discípulos não pertenciam ao acervo moral da Terra, mas enviou-os ao convívio com homens para que os homens se transformassem nos servidores devotados do bem, convertendo o Planeta em seu reino de Luz.
O cristão que foge ao contato com o mundo, a pretexto de garantir-se contra o pecado, é uma flor parasitária e improdutiva na árvore do Evangelho, e o Senhor, longe de solicitar ornamentos para a sua obra, espera trabalhadores abnegados e fiéis que se disponham a remover o solo com paciência, boa vontade e coragem, a fim de que a Terra se habilite para a sementeira renovadora do grande amanhã.

(Obra: Coragem - Chico Xavier/Emmanuel)

sábado, 7 de maio de 2011

O JOVEM JOÃO EVANGELISTA

Outro exemplo de jovem devotado ao Evangelho é o de João.
Quando foi chamado ao apostolado, João contava cerca de dezoito anos de idade e era o mais jovem dos companheiros de Jesus, convertendo-se num dos mais fiéis depositários de seus ensinamentos.

Somente ele estava com Maria, aos pés da cruz, no instante da crucificação.

Pelo Evangelho, sofreu as maiores humilhações, sem qualquer esmorecimento.

O quarto Evangelho, o que nos dá uma idéia da verdadeira dimensão espiritual do Cristo, é de sua autoria.

O Apocalipse foi também escrito por ele.

Como você vê, amigo, exemplos de vidas que se entregaram a Jesus na juventude, não nos faltam.

Citamos apenas dois: o de Timóteo e o próprio João, para que você perceba o que o jovem pode realizar, quando faz a opção certa.

Não creia você que os temas da religião devam interessar apenas os que já amadureceram na experiência física.

A fé é o pão da alma.

Os jovens que se distanciam da religião sentem, mais cedo ou mais tarde, uma
espécie de "vazio de Deus" no coração.

Vítimas de "angústia existencial", equivocam-se e recorrem às drogas, aceitando
essa oferta de ilusório refúgio que a irresponsabilidade de muitos lhe oferece,
aproveitando-se de sua fragilidade espiritual.

Não se deixe dobrar pelos argumentos dos que desejam viciá-lo.

Não experimente a droga, em hipótese alguma, pois o seu sabor é de uma amargura indefinível.

Mas se você já a experimentou, não mais recorra a elaNão acredite no "tabu" de que o toxicômano será sempre um toxicômano.

Em sua 1º epístola, João escreveu:

"... e esta é a vitória que vence o mudo: a nossa fé."


(Obra: Para Vencer as drogas - Carlos A. Baccelli / Odilon Fernandes)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

OBSTÁCULOS

Que admitisse no Espiritismo uma doutrina de acomodação com o menor esforço, na qual as inteligências desencarnadas devessem andar cativas aos caprichos dos homens, decerto vaguearia, irresponsável, à distância da Lei.

Descerrando o intercâmbio entre os dois mundos, a nossa fé não vem pulverizar os óbices do caminho que para todos nós funciona à conta de estímulo e advertência, amparo e lição.
Achamo-nos todos, encarnados e desencarnados, na sublime escola da vida.

Cada criatura estagia na experiência que abraçou ou na luta que preferiu.

Não seria lógico subtrair o remédio ao doente, o serviço ao trabalhador e o ensinamento ao aprendiz.

Somos prisioneiros de nossas próprias culpas, não burlaremos a justiça.

Todavia, pela nossa conduta no trilho espinhoso da regeneração, podemos conquistar amplo socorro da confiança divina.

Eis, porque, antes de pedir, devemos merecer, para que nossos apelos não se apaguem no clamor do petitório vazio e inútil.

Para rogar proteção é preciso também proteger.

Somos elos da imensa corrente da evolução que em se perdendo no abismo insondável das origens repousa, com segurança, nas mãos misericordiosas e justas de Deus.

Desse modo, suplicando auxílio aos Benfeitores que nos auxiliam, não nos esqueçamos de que é necessário auxiliar aos irmãos menos felizes que gravitam em torno de nossos passos.

Os obstáculos são bênçãos em que podemos receber e dar, conforme a nossa atitude perante a vida.

Recolhendo sem revolta as pedras do caminho e oferecendo ao espinheiro as flores de nossa fé, atraímos o concurso do Céu e inspiramos a paz e o perdão, a bondade e a renúncia àqueles que nos partilham as dificuldades e o sonho de cada dia.

Cada um de nós permanece, portanto, entre os instrutores do monte da luz e os necessitados do vale das trevas, com a possibilidade de amealhar as bênçãos do Alto e com a obrigação de distribuí-las.

Em razão disso, no estudo da assistência salvadora que nos é administrada, não nos esqueçamos de que outros irmãos, em problemas e lutas mais aflitivas que as nossas, estão esperando por nossa fraternidade e por nosso auxílio que somente ao preço de humildade e de amor conseguiremos distender.

(Obra: Doutrina de Luz - Chico Xavier/Emmanuel)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

ESTÁS DOENTE?

"E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará," (Ti:
5:15.



Todas as criaturas humanas adoecem, todavia, são raros aqueles que cogitam de cura real.
Se te encontras enfermo, não acredites que a ação medicamentosa, através da boca ou dos poros, te possa restaurar integralmente.

O comprimido ajuda, a injeção melhora, entretanto, nunca te esqueças de que os verdadeiros males procedem do coração.

A mente é fonte criadora.

A vida, pouco a pouco, plasma em torno de teus passos aquilo que desejas.

De que vale a medicação exterior, se prossegues triste, acabrunhado ou insubmisso?

De outras vezes, pedes o socorro de médicos humanos ou de benfeitores espirituais, mas, ao surgirem as primeiras melhoras,
abandonas o remédio ou o conselho salutar e voltas aos mesmos abusos que te conduziram
à enfermidade.

Como regenerar a saúde, se perdes longas horas na posição da cólera ou do desânimo? A indignação rara, quando justa e construtiva no interesse geral, é sempre um bem, quando sabemos orientá-la em serviços de elevação; contudo, a indignação diária, a propósito de
tudo, de todos e de nós mesmos, é um hábito pernicioso, de conseqüências imprevisíveis.

O desalento, por sua vez, é clima anestesiante, que entorpece e destrói.

E que falar da maledicência ou da inutilidade, com as quais despendes tempo valioso e longo em conversação infrutífera, extinguindo as tuas forças?

Que gênio milagroso te doará o equilíbrio orgânico, se não sabes calar, nem desculpar, se não ajudas, nem compreendes, se não te humilhas para os desígnios superiores, nem procuras harmonia com os homens?

Por mais se apressem socorristas da Terra e do Plano Espiritual, em teu favor, devoras as próprias energias, vítima imprevidente do suicídio indireto.

Se estás doente, meu amigo.. acima de qualquer medicação, aprende a orar e a entender, a auxiliar e a preparar o coração para Grande Mudança.

Desapega-te de bens transitórios que te foram emprestados pelo Poder Divino, de acordo com a Lei do Uso, e lembra-te de que serás, agora ou depois, reconduzido à Vida Maior, onde encontramos sempre a própria consciência.

Foge à brutalidade.

Enriquece os teus fatores de simpatia pessoal, pela prática do amor fraterno.

Busca a intimidade com a sabedoria, pelo estudo e pela meditação.

Não manches teu caminho.

Serve sempre.

Trabalha na extensão do bem.

Guarda lealdade ao ideal superior que te ilumina o coração e permanece convicto de que se cultivas a oração da fé viva, em todos os teus passos, aqui ou além, o Senhor te levantará.

(Francisco Cândido Xavier / Emmnanuel - Fonte Viva - FEB.

OBSTÁCULOS

Que admitisse no Espiritismo uma doutrina de acomodação com o menor esforço, na qual as inteligências desencarnadas devessem andar cativas aos caprichos dos homens, decerto vaguearia, irresponsável, à distância da Lei.
Descerrando o intercâmbio entre os dois mundos, a nossa fé não vem pulverizar os óbices do caminho que para todos nós funciona à conta de estímulo e advertência, amparo e lição.
Achamo-nos todos, encarnados e desencarnados, na sublime escola da vida.

Cada criatura estagia na experiência que abraçou ou na luta que preferiu.

Não seria lógico subtrair o remédio ao doente, o serviço ao trabalhador e o ensinamento ao aprendiz.

Somos prisioneiros de nossas próprias culpas, não burlaremos a justiça.

Todavia, pela nossa conduta no trilho espinhoso da regeneração, podemos conquistar amplo socorro da confiança divina.

Eis, porque, antes de pedir, devemos merecer, para que nossos apelos não se apaguem no clamor do petitório vazio e inútil.

Para rogar proteção é preciso também proteger.

Somos elos da imensa corrente da evolução que em se perdendo no abismo insondável das origens repousa, com segurança, nas mãos misericordiosas e justas de Deus.
Desse modo, suplicando auxílio aos Benfeitores que nos auxiliam, não nos esqueçamos de que é necessário auxiliar aos irmãos menos felizes que gravitam em torno de nossos passos.

Os obstáculos são bênçãos em que podemos receber e dar, conforme a nossa atitude perante a vida.

Recolhendo sem revolta as pedras do caminho e oferecendo ao espinheiro as flores de nossa fé, atraímos o concurso do Céu e inspiramos a paz e o perdão, a bondade e a renúncia àqueles que nos partilham as dificuldades e o sonho de cada dia.

Cada um de nós permanece, portanto, entre os instrutores do monte da luz e os necessitados do vale das trevas, com a possibilidade de amealhar as bênçãos do Alto e com a obrigação de distribuí-las.

Em razão disso, no estudo da assistência salvadora que nos é administrada, não nos esqueçamos de que outros irmãos, em problemas e lutas mais aflitivas que as nossas, estão esperando por nossa fraternidade e por nosso auxílio que somente ao preço de humildade e de amor conseguiremos distender.

(Obra: Doutrina de Luz - Chico Xavier/Emmanuel)

terça-feira, 3 de maio de 2011

POR ENTRE OS DEDOS

"Pois que aproveitará o homem, se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma" (Mt: 16,26)



O que tudo quanto pudermos ter nos valerá, sem equilíbrio e discernimento?

O pouco bem-administrado é melhor do que o muito usufruído sem critério algum.

Muita gente anda no mundo com a cabeça trancada em um cofre forte... Outros emocionalmente se abalam, ao menor sinal de queda nas suas aplicações financeiras.

A nossa vida mental não pode repousar sobre o que é transitório, sujeito a mudanças que independem de nós.

Excetuando-se os valores do espírito, todos os demais não são, para sempre, desaparecendo com a fugacidade do minuto que passa.

O homem pode adormecer milionário e acordar completamente pobre.
Toda fortuna amoedada se mostra incapaz de evitar a reincidência de um tumor maligno, quando assim determina o carma.

Onde quer que vivamos, com fé ou sem fé, estamos à mercê da Misericórdia Divina muito mais que imaginamos.

Ninguém pode garantir que o seu coração continuará batendo, enquanto dorme.

Quem não encontra tempo para cuidar da sua saúde espiritual enfrentará a morte com maior pavor do que aqueles que nela temem o suposto nada.

Por mais faça para preservá-la, a vida do homem no corpo de carne lhe escapa por entre os dedos!

A própria imagem, que todos observam e admiram refletida no espelho, é um jogo de luzes, que desaparece a um simples toque no interruptor.

(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A. Baccelli / Inácio Ferreira)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Familiares Problemas

Desposaste alguém que não mais te parece a criatura ideal que conheceste. A convivência te arrancou aos olhos as cores diferentes com que o noivado te resguardava o futuro que hoje se fez presente.

Em torno, provações, encargos renascentes, familiares que te pedem apoio, obstáculos por vencer. E sofres.

Entretanto, recorda que antes da união falavas de amor e te mostravas na firme disposição em que assumiste os deveres que te assinalam agora os dias, e não recues da frente de trabalho a que o mundo te conduziu.

Se a criatura que te compartilha transitoriamente o destino não é aquela que imaginaste e sim alguém que te impõe difícil tarefa a realizar, observa que a união de ambos não se efetuaria sem fins justos e dá de ti quanto possível para que essa mesma criatura venha a ser como desejas.

Diante de filhos ou parentes outros que se valem de títulos domésticos para menosprezar-te ou ferir-te, nem por isso deixes de amá-los. São eles, presentemente na Terra, quais os fizemos em outras épocas, e os defeitos que mostrem não passam de resultados das lesões espirituais causadas por nós mesmos, em tempos outros, quando lhes orientávamos a existência nas trilhas da evolução.

É provável tenhamos dado um passo à frente. Talvez o contato deles agora nos desagrade pela tisna de sombra que já deixamos de ter ou de ser. Isso, porém, é motivação para auxílio, não para fuga.

Atentos ao princípio de livre arbítrio que nos rege a vida espiritual, é claro que ninguém te impede de cortar laços, sustar realizações, agravar dívidas ou delongar compromissos.

Divórcio é medida perfeitamente compreensível e humana, toda vez que os cônjuges se confessam à beira da delinqüência, conquanto se erija em moratória de débito para resgate em novo nível. E o afastamento de certas ligações é recurso necessário em determinadas circunstâncias, a fim de que possamos voltar a elas, algum dia, com o proveito preciso.

Reflete, porém, que a existência na Terra é um estágio educativo ou reeducativo e tão só pelo amor com que amamos, mas não pelo amor com que esperamos ser amados, ser-nos-á possível trabalhar para redimir e, por vezes, saber perder para realmente vencer.

(Obra: Na Era do Espírito - Chico Xavier/Emmanuel)