quinta-feira, 22 de maio de 2025
Herança divina
Lógica da Providência
“Depois que fostes iluminados, suportastes grande combate de aflições.” – Paulo. (Hebreus, 10:32.)
Há mesmo quem afirme afastar-se deliberadamente dos círculos religiosos, temendo o contágio de padecimentos espirituais.
Os ímpios, os ignorantes e os fúteis exibem-se, espetacularmente, na vida comum, através de traços bizarros da fantasia exterior; todavia, quando se abeiram das verdades celestes, antes de adquirirem acesso às alegrias permanentes da espiritualidade superior, atravessam grandes túneis de tristeza, abatimento e taciturnidade.
O fenômeno, entretanto, é natural, porquanto haverá sempre ponderação após a loucura e remorso depois do desregramento.
O problema, contudo, abrange mais vasto círculo de esclarecimentos.
A misericórdia que se manifesta na Justiça de Deus transcende à compreensão humana.
O Pai confere aos filhos ignorantes e transviados o direito às experiências mais fortes somente depois de serem iluminados.
Só após aprenderem a ver com o espírito eterno é que a vida lhes oferece valores diferentes.
Nascer-lhes-á nos corações, daí em diante, a força indispensável ao triunfo no grande combate das aflições.
Os frívolos e oportunistas, não obstante as aparências, são habitualmente almas frágeis, quais galhos secos que se quebram ao primeiro golpe da ventania.
Os espíritos nobres, que suportam as tormentas do caminho terrestre, sabem disto.
Só a luz espiritual garante o êxito nas provações.
Ninguém concede a responsabilidade de um barco, cheio de preocupações e perigos, a simples crianças.
quinta-feira, 15 de maio de 2025
Em Cadeias
“Pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar.” (Efésios: 6, 20.)
Paulo alega a condição de emissário em cadeias e, simultaneamente, declara que isto ocorre para que possa servir ao Evangelho, livremente, quanto convinha.
O grande trabalhador dirigia-se aos companheiros de Éfeso, referindo-se à sua angustiosa situação de prisioneiro das autoridades romanas; entretanto, por isto mesmo, em vista do difícil testemunho, trazia o espírito mais livre para o serviço que lhe competia realizar.
O quadro é significativo para quantos pretendem a independência econômico-financeira ou demasiada liberdade no mundo, a fim de exemplificarem os ensinamentos evangélicos.
Há muita gente que declara aguardar os dias da abundância material e as facilidades terrestres para atenderem ao idealismo cristão.
Isto, contudo, é contrassenso.
O serviço de Jesus se destina a todo lugar.
Paulo, entre cadeias, se sentia mais livre na pregação da verdade.
Naturalmente, nem todos os discípulos estarão atravessando esses montes culminantes do testemunho.
Todos, porém, sem distinção, trazem consigo as santas algemas das obrigações diárias no lar, no trabalho comum, na rotina das horas, no centro da sociedade e da família.
Ninguém, portanto, tente quebrar as cadeias em que se encontra, na mentirosa suposição de que se candidatará a melhor posto nas oficinas do Cristo.
Somente o dever bem cumprido nos confere acesso à legítima liberdade.
Espírito: Emmanuel.
Médium: Francisco Cândido Xavier.
Livro: Pão Nosso.
quarta-feira, 14 de maio de 2025
Divaldo Franco: Gratidão e Luz na Despedida de um Missionário do Amor
Divaldo Franco nasceu em 5 de maio de 1927, em Feira de Santana (BA), sendo o caçula de 13 irmãos. Desde cedo, manifestou sua mediunidade, relatando experiências espirituais desde os quatro anos de idade. Ao longo de quase um século de vida, Divaldo tornou-se um dos maiores divulgadores da Doutrina Espírita, realizando mais de 20 mil conferências em 71 países e publicando mais de 260 livros, muitos deles traduzidos para diversos idiomas. Suas obras, psicografadas de mais de 200 autores espirituais, levaram consolo, esperança e esclarecimento a milhões de pessoas.
Além de seu trabalho como médium e escritor, Divaldo foi um notável educador e filantropo. Em 1952, fundou a Mansão do Caminho, em Salvador, que se tornou referência em assistência social, educação e promoção humana. A instituição acolheu milhares de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, oferecendo-lhes oportunidades de estudo, formação profissional e, sobretudo, amor e dignidade.
Divaldo também foi reconhecido internacionalmente como um embaixador da paz, promovendo valores como a tolerância, o respeito e a solidariedade. Recebeu centenas de homenagens e prêmios por sua atuação humanitária e por seu compromisso com a construção de um mundo melhor.
Sua partida deixa uma lacuna imensa no movimento espírita e no coração de todos que tiveram o privilégio de acompanhar sua trajetória. Seu exemplo de dedicação, humildade e amor ao próximo permanece como inspiração para todos nós.
Agradecemos profundamente a Divaldo Pereira Franco por toda a luz, amor e trabalho que dedicou à humanidade. Que os amigos espirituais o acolham com carinho e paz, e que seu legado continue a iluminar caminhos e corações por muitas gerações.
Foto: G1
Texto produzido com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.
segunda-feira, 12 de maio de 2025
Preserva a ti próprio
“Vai, e não peques mais.” (João, 8:11.)
A árvore tenra que não proteges, permanece exposta à destruição.
A fonte que não amparas, poderá secar-se.
A água que não distribuis, forma pântanos.
O fruto não aproveitado, apodrece.
A terra boa que não defendes, é asfixiada pela erva inútil.
A enxada que não utilizas, cria ferrugem.
As flores que não cultivas, nem sempre se repetem.
O amigo que não conservas, foge do teu caminho.
A medicação que não respeitas na dosagem e na oportunidade que lhe dizem respeito, não te beneficia o campo orgânico.
Assim também é a Graça Divina.
Se não guardas o favor do Alto, respeitando-o em ti mesmo, se não usas os conhecimentos elevados que recebes para benefício da própria felicidade, se não prezas a contribuição que te vem de cima, não te vale a dedicação dos mensageiros espirituais.
Debalde improvisarão eles milagres de amor e paciência, na solução de teus problemas, porque sem a adesão de tua vontade, ao programa regenerativo, todas as medidas salvadoras resultarão imprestáveis.
“Vai, e não peques mais.”
O ensinamento de Jesus é suficiente e expressivo.
O Médico Divino proporciona a cura, mas se não a conservamos, dentro de nós, ninguém poderá prever a extensão e as consequências dos novos desequilíbrios que nos sitiarão a vigilância.
quinta-feira, 8 de maio de 2025
Vós, entretanto
“Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.” (Romanos,15:1.)
Para furtar-se à luta e viver aguardando o céu?
Semelhante atitude não seria compreensível.
O discípulo alcança a luz do conhecimento, a fim de aplicá-la ao próprio caminho.
Concedeu-lhe Jesus um traço do Céu para que o desenvolva e estenda através da terra em que pisa.
Receber o sagrado auxílio do Mestre e subtrair-se-lhe à oficina de redenção é testemunhar ignorância extrema.
Dar-se a Cristo é trabalhar pelo estabelecimento de seu reino.
Os templos terrestres, por ausência de compreensão da verdade, permanecem repletos de almas paralíticas, que desertaram do serviço por anseio de bem-aventurança.
Isto pode entender-se nas criaturas que ainda não adquiriram o necessário senso da realidade, mas vós, os que já sois fortes no conhecimento, não deveis repousar na indiferença ante os impositivos sagrados a luz acesa, pela infinita bondade do Cristo, em vosso mundo íntimo.
É imprescindível tome cada um os seus instrumentos de trabalho, na tarefa que lhe cabe, agindo pela vitória do bem, no círculo de pessoas e atividades que o cercam.
Muitos espíritos doentes, nas falsas preocupações e na ociosidade do mundo, poderão alegar ignorância.
Vós, entretanto, não sois fracos, nem pobres da misericórdia do Senhor.
quarta-feira, 7 de maio de 2025
Quando orardes
"E, quando estiverdes orando, perdoai.” (Marcos, 11:25.)
Examine cada aprendiz as sensações que experimenta ao se colocar na posição de rogativa ao Alto, compreendendo que se lhe faz indispensável a manutenção da paz interna perante as criaturas e quadros circunstanciais do caminho.
A mente que ora permanece em movimentação na esfera invisível.
As inteligências encarnadas, ainda mesmo quando não se conhecem entre si, na pauta das convenções materiais, comunicam-se através dos tênues fios do desejo manifestado na oração.
Em tais instantes, que devemos consagrar exclusivamente à zona mais alta de nossa individualidade, expedimos mensagens, apelos, intenções, projetos e ansiedades que procuram objetivo adequado.
É digno de lástima todo aquele que se utiliza da oportunidade para dilatar a corrente do mal, consciente ou inconscientemente.
É por este motivo que Jesus, compreendendo a carência de homens e mulheres isentos de culpa, lançou este expressivo programa de amor, a benefício de cada discípulo do Evangelho:
– “E, quando estiverdes orando, perdoai.”
