sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Santa Casa Santa | Carlinhos Conceição


Santa Casa Santa - Carlos Conceição
Fonte: YouTube

Falsos discursos

 “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.” (Tiago,1:22.) 


Nunca é demasiado comentar a importância e o caráter sagrado da palavra.

O próprio Evangelho assevera que no princípio era o Verbo, e quem examine atentamente a posição atual do mundo reconhecerá que todas as situações difíceis se originam do poder verbalista mal aplicado.

Falsos discursos enganaram indivíduos, famílias e nações.

Acreditaram alguns em promessas vãs, outros em teorias falaciosas, outros, ainda, em perspectivas de liberdade sem obrigações.

E raças, agrupamentos e criaturas, identificando a ilusão, atritam-se, mutuamente, procurando a paternidade das culpas.

Muito sangue e muita lágrima tem custado a criação do verbo humano. Impossível, por agora, computar esse preço doloroso ou determinar quanto tempo se fará necessário ao resgate preciso.

No turbilhão de lutas, todavia, o amigo do Cristo pode valer-se do tesouro evangélico, em proveito de sua esfera individual.

Cumprir a palavra do Mestre em nós é o programa divino.

Sem a execução desse plano de salvação, os demais serviços sob 

nossa responsabilidade constituirão sublimada teologia, raciocínios brilhantes, magnífica literatura, muita admiração e respeito do campo inferior do mundo, mas nunca a realização necessária.

Eis o motivo pelo qual é sempre perigoso estacionar, no caminho, a ouvir quem foge à realidade de nossos deveres.

Espírito: Emmanuel.
Médium: Francisco Cândido Xavier.
Livro: Pão Nosso.


Áudio

https://drive.google.com/file/d/1SmIAiVNv8yxgNKxoov3ULmdFHkh0PyS2/view?usp=drivesdk

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

O Tesouro Enferrujado

Os sentimentos do homem, nas suas próprias ideias apaixonadas, se dirigidos para o bem, produziriam sempre, em consequência, os mais substanciosos frutos para a obra de Deus.

 Em quase toda parte, porém, desenvolvem-se ao contrário, impedindo a concretização dos propósitos divinos, com respeito à redenção das criaturas.

 De modo geral, vemos o amor interpretado tão-somente à conta de emoção transitória dos sentidos materiais, a beneficência produzindo perturbação entre dezenas de pessoas para atender a três ou quatro doentes, a fé organizando guerras sectárias, o zelo sagrado da existência criando egoísmo fulminante.

 Aqui, o perdão fala de dificuldades para expressar-se; ali, a humildade pede a admiração dos outros.

 Todos os sentimentos que nos foram conferidos por Deus são sagrados.

 Constituem o ouro e a prata de nossa herança, mas como assevera o apóstolo, deixamos que as dádivas se enferrujassem, no transcurso do tempo.

 Faz-se necessário trabalhemos, afanosamente, por eliminar a “ferrugem” que nos atacou os tesouros do espírito.

 Para isso, é indispensável compreendamos no Evangelho a história da renúncia perfeita e do perdão sem obstáculos, a fim de que estejamos caminhando, verdadeiramente, ao encontro do Cristo.

Espírit: Emmanuel.

Médium: Francisco Cândidos Xavier.

Livro: Caminho, Verdade e Vida.


A esperança de Jó e a visão espírita da mutação da alma

“Tendo morrido uma vez, poderia o homem reviver de novo?
Nesta guerra em que me encontro todos os dias de minha vida, espero que se dê a minha mutação.”

(Jó 14:10–14 — citação utilizada por Allan Kardec em O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, item 10)

Introdução

O livro de Jó é um dos mais antigos e profundos do Antigo Testamento. Nele, encontramos reflexões sobre a dor, a fé e o sentido da existência. Quando Allan Kardec cita Jó em O Evangelho segundo o Espiritismo, ele destaca um ponto essencial: a esperança na continuidade da vida além da morte e a expectativa de uma transformação — que a Doutrina Espírita explica como a reencarnação.


O clamor de Jó

Jó atravessava intensos sofrimentos. Ao falar em “guerra”, ele se refere às lutas cotidianas da vida terrena, às provações que parecem intermináveis. Mesmo assim, sua pergunta ressoa com força: “Morrendo o homem, porventura tornará a viver?”
Essa indagação revela não apenas dor, mas também a intuição de que a morte não é o fim.


A palavra “mutação”

O termo utilizado — mutação — significa transformação, mudança de estado. Kardec, ao analisar esse trecho, interpreta-o como uma clara referência à ideia de renascimento. Para o Espiritismo, essa mutação se dá pela reencarnação, em que o espírito, após a morte física, retoma sua jornada em novo corpo, com novas provas e possibilidades de progresso.


A luta de cada dia

Jó declara: “Todos os dias da minha luta esperaria...”. A vida terrena é apresentada como uma batalha, não no sentido bélico, mas como um campo de provas e aprendizado. A cada dificuldade superada, há crescimento moral. Essa espera paciente, sustentada pela fé, prepara o espírito para algo maior do que as dores passageiras do mundo.


A esperança espírita

O Espiritismo amplia o consolo dessa passagem ao afirmar que:

  • A vida continua após a morte;

  • A reencarnação é lei de justiça e misericórdia;

  • As provas têm um fim educativo, não punitivo;

  • Cada existência é um degrau rumo à perfeição espiritual.

Assim, a “mutação” esperada por Jó se torna a certeza de um ciclo contínuo de evolução, em que a vida física é apenas uma etapa.


Conclusão

A citação de Jó, resgatada por Kardec, mostra que desde tempos remotos o ser humano já pressentia a continuidade da vida. O sofrimento não é definitivo; ele prepara para a renovação.
Na visão espírita, esse processo é explicado pela reencarnação: a grande oportunidade de recomeçar, aprender e se aproximar cada vez mais da plenitude espiritual.

Que possamos, como Jó, manter a esperança em meio às nossas lutas, confiantes de que a mutação virá, trazendo novos horizontes de luz e progresso.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

02.09.2025 | EVANGELHO NO LAR VIRTUAL - O Evangelho Segundo o Espiritism...

Agradecer

 “E sede agradecidos.” – Paulo. (Colossenses,3:15)

É curioso verificar que a multidão dos aprendizes está sempre interessada em receber graças; entretanto, é raro encontrar alguém com a disposição de ministrá-las.

Os recursos espirituais, todavia, em sua movimentação comum, deveriam obedecer ao mesmo sistema aplicado às providências de ordem material.

No capítulo de bênçãos da alma, não se deve receber e gastar, insensatamente, mas recorrer ao critério da prudência e da retidão, para que as possibilidades não sejam absorvidas pela desordem e pela injustiça.

É por isso que, em suas instruções aos cristãos de Colossos, recomenda o apóstolo que sejamos agradecidos. 

Entre os discípulos sinceros, não se justifica o velho hábito de manifestar reconhecimento em frases bombásticas e laudatórias.

Na comunidade dos trabalhadores fiéis a Jesus, agradecer significa aplicar proveitosamente as dádivas recebidas, tanto ao próximo, quanto a si mesmo. 

Para os pais amorosos, o melhor agradecimento dos filhos consiste na elevada compreensão do trabalho e da vida, de que oferecem testemunho. 

Manifestando gratidão ao Cristo, os apóstolos lhe foram leais até ao último sacrifício; Paulo de Tarso recebe o apelo do Mestre e, em sinal de alegria e de amor, serve à Causa Divina, através de sofrimentos inomináveis, por mais de trinta anos sucessivos.

Agradecer não será tão-somente problema de palavras brilhantes; é sentir a grandeza dos gestos, a luz dos benefícios, a generosidade da confiança e corresponder, espontaneamente, estendendo aos outros os tesouros da vida.

Espírito: Emmanuel.
Médium: Francisco Cândido Xavier.
Livro: Pão Nosso.
Áudio



terça-feira, 2 de setembro de 2025

Manifestações espirituais

“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.” (I Cor: 12, 7) 


Com a revivescência do Cristianismo puro, nos agrupamentos do Espiritismo com Jesus, verifica-se idêntica preocupação às que torturavam os aprendizes dos tempos apostólicos, no que se refere à mediunidade.

A maioria dos trabalhadores na evangelização inquieta-se pelo desenvolvimento imediato de faculdades incipientes.

Em determinados centros de serviço, exigem-se realizações superiores às possibilidades de que dispõem; em outros, sonha-se com fenômenos de grande alcance.

O problema, no entanto, não se resume a aquisições de exterior.

Enriqueça o homem a própria iluminação íntima, intensifique o poder espiritual, através do conhecimento e do amor, e entrará na posse de tesouros eternos, de modo natural.

Muitos aprendizes desejariam ser grandes videntes ou admiráveis reveladores, embalados na perspectiva de superioridade, mas não se abalançam nem mesmo a meditar no suor da conquista sublime.

Inclinam-se aos proventos, mas não cogitam do esforço.

Nesse sentido, é interessante recordar que Simão Pedro, cujo espírito 

se sentia tão bem com o Mestre glorioso no Tabor, não suportou as angústias do Amigo flagelado no Calvário.

É justo que os discípulos pretendam o engrandecimento espiritual, todavia, quem possua faculdade humilde não a despreze porque o irmão mais próximo seja detentor de qualidades mais expressivas.

Trabalhe cada um com o material que lhe foi confiado, convicto de que o Supremo Senhor não atende, no problema de manifestações espirituais, conforme o capricho humano, mas, sim, de acordo com a utilidade geral.

Espírito: Emmanuel.

Médium: Francisco Cândido Xavier.

Livro: Pão Nosso.

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