terça-feira, 31 de julho de 2012

RECONHECIMENTO

"Verdadeiramente, este homem era justo" (Lc: 23, 47)

Somente após Jesus ter expirado no lenho é que o centurião reconheceu que ele era um homem justo!

Assim, não esperemos pelo aplauso do mundo. Busquemos, antes, a aprovação da consciência.

Semeemos sem pressa de colher, porque a semente cultivada não se antecipa à época que lhe é assinalada para produzir.

Ninguém nos usurpará o próprio valor.

Esperar pela gratidão de alguém é permanecer na expectativa do que nem JESUS teve.

O espírito, aonde vai, ostenta o mérito intransferível de seus esforços.

Não nos aflijamos pelo reconhecimento alheio. Existem pessoas que, emocionalmente,  se monstram descompensadas, porque, superestimando o que fazem, criam exagerada expectativa no que tange ao retorno por parte das pessoas a quem beneficiam.

A rigor, não estamos dando nada a ninguém; simplesmente, estamos devolvendo o que, de uma maneira ou outra, lhe tomamos...

Não nos coloquemos nunca na condição de benfeitores - isto ainda é tola pretensão de quem se arrasta no solo do Planeta!

Deus é o Dispensador de todas as bênçãos, que apenas vamos repassando, exercitando a nossa capacidade de amar.

Quantos não se deprimem porque não sabem tomar a iniciativa de amar, sem cogitar de serem amados?

Como a fonte que, ao dessedentar, não sente sede, quem ama não carece de ser amado, porque o amor que gera em si mesmo lhe basta a qualquer carência de afeto.

(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A. Baccelli / Inácio Ferreira)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Equilíbrio

PENSAMENTOS SOBRE DEUS (Carl Gustav Jung)

"Tudo o que aprendi levou-me, passo a passo, a uma inabalável convicção sobre a existência de Deus. Eu só acredito naquilo que sei. E isso elimina a crença. Portanto, não baseio a Sua existência na crença … eu sei (grifo original) que Ele existe…. "
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"Não acredito em Deus, eu O conheço"

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"Faço meus pacientes entenderem que tudo o que lhes acontece contra a vontade deles é fruto de uma vontade superior. (…) Deus nada mais é do que essa força superior em nossa vida"
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“Eu não acredito, eu sei.”

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"A diferença entre a maioria dos homens e eu, reside no fato de que em mim as ‘paredes divisórias’ são transparentes. É uma particularidade minha. Nos outros, elas são muitas vezes tão espessas, que lhes impedem a visão; eles pensam, por isso, que não há nada do outro lado. [....] Quem nada vê não tem segurança, não pode tirar conclusão alguma, ou não confia em suas conclusões. Acho que meus pensamentos giram em torno de Deus como os planetas em torno do Sol, e são da mesma forma irresistivelmente atraídos por ele. Eu me sentiria como o maior pecador querer opor uma resistência a esta força. (…) compreendi que Deus – pelo menos para mim – era uma das experiências mais imediatas."

sexta-feira, 27 de julho de 2012

DAR E DEIXAR

Quando Cirilo Fragoso bateu às portas da Esfera Superior e foi atendido por um anjo que velava, solícito, com surpresa verificou que seu nome não constava entre os esperados do dia.

– Fiz muita caridade – alegou, irritadiço –, doei quanto pude. Protegi os pobres e os doentes, amparei as viúvas e os órfãos. Quanto fiz lhes pertence. Oh! Deus, onde a esperança dos que se entregaram às promessas do Cristo?

E passou a choramingar em desespero, enquanto o funcionário celestial, compadecidamente, lhe observava os gestos.
Fragoso traduzia o próprio pesar com a boca, no entanto, a consciência, como que instalada agora em seus ouvidos, instava com ele a recordar. Inegavelmente, amontoara vultosos bens. Atingira retumbante êxito nos negócios a que se afeiçoara e desprendera-se do corpo terrestre no cadastro dos proprietários de grande expressão. Não conseguira visitar pessoalmente os necessitados, porque o tempo lhe minguava cada dia, na laboriosa tarefa de preservação da própria fortuna, jamais obtivera folgas para ouvir um indigente, nunca pudera dispensar um minuto às mulheres infelizes que lhe recorriam à casa, entretanto, prevendo a morte que se avizinhava, inflexível, organizara generoso testamento. E assim, agindo à pressa, não se esquecera das instituições piedosas das quais possuía vago conhecimento, inclusive as que ele pretendia criar. Por isso, em quatro dias, dotara-as todas com expressivos recursos, encomendando-se-lhes às preces.

Não se desfizera, pois, de tudo, para exercer o auxilio ao próximo? Não teria sido, porém, mais aconselhável praticar a beneficência, antes da atribulada viagem para o túmulo?

Notando que o coração e a consciência duelavam dentro dele, rogou à entidade angélica tornasse em consideração a legitimidade das suas demonstrações de virtude, reafirmando que a caridade por ele efetuada deveria ser passaporte justo ao acesso ao paraíso.

O benfeitor espiritual declarou respeitar-lhe o argumento, informando, porém, que só mediante provas tangíveis advogar-lhe-ia a causa, junto aos poderes celestes.

Trouxesse Fragoso a documentação positiva daquilo que verbalmente apontava e defender-lhe-ia a entrada no Paço da Eterna Luz.

Cirilo deu-se pressa em voltar à Terra e, aflito, extraiu as notas mais importantes, com referência aos legados que fizera às associações pias, presentes e futuras, nas derradeiras horas do corpo, e retornou à presença do amigo espiritual, diante de quem leu em voz firme e confiante:

– Para os velhinhos de diversos refúgios, deixei quatrocentos mil cruzeiros.
Para os doentes de várias agremiações, deixei oitocentos mil cruzeiros.
Para a instalação de um hospital de câncer, deixei seiscentos mil cruzeiros.
Para a fundação do Instituto São Damião, em favor dos leprosos, deixei trezentos mil cruzeiros.
Para a assistência à infância desvalida, deixei quinhentos mil cruzeiros.
Para meus empregados, deixei quatro casas e seis lotes de terras, no valor de um milhão e duzentos mil cruzeiros.
Em mãos do meu testamenteiro, deixei, desse modo, a importância total de três milhões e oitocentos mil cruzeiros, para a realização de boas obras.

Terminada a leitura, reparou que o anjo não se mostrava satisfeito. Em razão disso, perguntou, ansioso:

– Não terei cumprido, assim, os preceitos de Jesus?

O interpelado, porém, aclarou, triste:

– Fragoso, é preciso pensar. Segundo o Evangelho, bem-aventurado é aquele que dá com alegria. Mas, realmente, você não deu. Suas anotações não deixam margem a qualquer dúvida. Você simplesmente deixou. Deixou, porque não podia trazer.

E porque Cirilo entrasse em aflitiva expectação, o anjo rematou:

– Infelizmente, seu lugar, por enquanto, ainda não é aqui.
De conformidade com os ensinamentos do Mestre Divino, onde situamos o tesouro de nossa vida aí guardaremos a própria alma. Seu testamento não exprime libertação. Quem dá, serve e passa. Quem deixa, larga provisoriamente. Você ainda não se exonerou das responsabilidades para com o dinheiro. Volte ao mundo e ampare aqueles a quem você confiou os bens que lhe foram emprestados pela Providência Divina e, ajudando-os a usá-los na caridade verdadeira, você conhecerá, com experiência própria, o desprendimento da posse. A morte obrigou-o a deixar. Agora, meu amigo, cabe-lhe exercitar a ciência de dar com alma e coração.

Foi assim que Cirilo Fragoso, embora acabrunhado, regressou à esfera dos homens, em espírito, a fim de aprender a beneficência com alicerces na renúncia.

(Obra: Contos e Apólogos - Chico Xavier/Irmão X)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

1º Fórum da Mocidade Espírita na FEESP

A Federação Espírita do Estado de São Paulo (Feesp) promoverá no próximo domingo, dia 29 de julho, o seu 1º Fórum da Mocidade Espírita, voltado à pessoas na faixa etária dos 15 a 30 anos.

O Fórum terá como tema: “O Futuro do Brasil é Você”.

Como será que aplicamos nosso conhecimento espiritual?

Como será que aplicamos o conhecimento Espírita na Economia, Política, Tecnologia, Saúde, Meio Ambiente, Comunicação e Arte?

A proposta é refletir sobre a diferença que podemos fazer neste país para que se consolide o desejo de sermos o “Coração do Evangelho”. Trilhamos juntos, mas a reflexão é como trilhamos?

Compartilhamos informações, sentimentos, conhecimentos, mas como e o quê compartilhamos?

Regeneramos – Estamos na nova era, terceiro milênio, época de regenerar para sermos coadjuvantes da transição Planetária. Precisamos perceber o que regenerar.

A organização do evento é da Área de Infância, Juventude e Mocidade da Federação Espírita do Estado de São Paulo. Não há taxa de inscrição para o Fórum, mas, para participar, os interessados devem levar um quilo de feijão, arroz ou açúcar.

O 1º Fórum da Mocidade Espírita, dia 29 de julho será realizado das 8h às 18h, na sede da Federação Espírita do Estado de São Paulo, Rua Maria Paula, 140, bairro Bela Vista, capital paulista. Mais informações e inscrições podem ser feitas em http://fmecs.wordpress.com/.

Filme “E a Vida Continua…” estreia em setembro



Adaptado do livro de André Luiz e psicografado por Chico Xavier estreia no dia 14 de setembro o filme “E a Vida Continua…”. Com direção e roteiro de Paulo Figueiredo, conta com produção da Versátil Digital e participação especial do ator Lima Duarte.

DAS NASCENTES DO CORAÇÃO

"Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes.” (I Pe: 3, 8.)

De todos os tesouros que a Divina Providência te confiou, um deles é a piedade que podes libertar como um rio de bênçãos das nascentes do coração.
Pensa nas lágrimas que já te passaram pela existência e nunca derrames fel na trilha dos semelhantes. Para isso é necessário raciocines e te enterneças, entre a luz da compreensão e o apoio da caridade.
Compadecemos-nos facilmente dos irmãos tombados em necessidades materiais, cujos padecimentos nos sacodem as fibras mais íntimas, mas é preciso igualmente nos condoamos daqueles outros que se sentam diante da mesa farta arrasados de angústias, à face das provações que lhes desabam na vida.

Bastas vezes, perdemos lições e oportunidades preciosas para a aquisição de valores da Espiritualidade Maior, tão-somente por fixar a observação na face de situações e pessoas.
O entendimento fraternal, no entanto, é clarão da alma penetrando vida e sentimento em suas mais ignotas profundezas.
A vista disso, seja a quem for, abençoa e auxilia sempre.
Diante de quaisquer desequilíbrio ou entraves que te venham a surpreender na estrada terrestre, molha a tua palavra no bálsamo da compaixão, a fim de que te desincumbas dignamente do bem que te cabe cumprir.
Procedamos assim, onde estivermos, na certeza de que, em nos referindo à maioria de nós outros – os espíritos endividados da Terra -, todas as vantagens que estejamos desfrutando, à frente do próximo, não chegam até nós em função de merecimento que absolutamente não possuímos ainda, mas simplesmente em razão da misericórdia de Deus.
(Obra: Ceifa de Luz - Chico Xavier/Emmanuel)