segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A MENSAGEM

Devidamente reunidos, os seguidores de Jesus viram chegar o Mensageiro da Orientação, cuja palavra haviam solicitado com insistência. Queriam alguma instrução que os fizesse mais adiantados na senda do bem e que lhes propiciasse mais amplo progresso espiritual, acentuando-lhes o estímulo ao trabalho e dilatando-lhes a paz.

O Celeste Emissário, sem qualquer presunção no olhar translúcido e sem o mais leve toque de autoritarismo na voz, explicou-se com brandura:

- Irmãos, não tenho avisos especiais e nem sei por que os servos dos Grandes Servos do Senhor, dos quais não passo de colaborador pequenino, terão determinado seja eu o portador da resposta às vossas súplicas sinceras. Sabemos que o Eterno Amigo confia em vossa dedicação e a todos nos observa nos encargos diferentes a que somos trazidos. O Excelso Benfeitor não ignora que todos nos achamos detidos em ocupações diversas. Esse administra, aquele ensina,
outro tece o fio e outro ainda lavra o campo. Muitas criaturas amparam os doentes e outras muitas protegem as crianças. Por isso mesmo, na Casa do Senhor não se desconhece que pessoa alguma na Terra está sendo chamada a evidenciar-se em espetáculos de grandeza. Em razão disso, o Lar Bendito das Alturas recomenda vos seja transmitida unicamente esta simples mensagem: "sempre que não puderdes auxiliar-vos uns aos outros, não vos queixeis
de ninguém".

Obra: Somente Amor (Chico Xavier / Meimei)

A COMPAIXÃO

Escasseia, na atual conjuntura terrestre, o sentimento da compaixão.
Habituando-se aos próprios problemas e aflições, o homem passa a não perceber os sofrimentos do seu próximo.

Mergulhado nas suas necessidades, fica alheio às do seu irmão, às vezes, resguardando-se numa couraça de indiferença, a fim de poupar-se a maior soma de dores.

Deixando de interessar-se pelos outros, estes esquecem-se dele, e a vida social não vai além das superficialidades imediatistas, insignificantes.

Empedernindo o sentimento da compaixão, a criatura avança para a impiedade e até para o crime.

Olvida-se da gratidão aos pais e aos benfeitores, tornando-se de feitio soberbo, no qual a presunção domina com arbitrariedade.

Movimentando-se, na multidão, o indivíduo que foge da compaixão, distancia-se de todos, pensando e vivendo exclusivamente para o seu ego e para os seus. No entanto, sem um relacionamento salutar, que favorece a alegria e a amizade, os sentimentos se deterioram, e os objetivos da vida perdem a sua alta significação tornando-se mais estreitos e egotistas.

A compaixão é uma ponte de mão dupla, propiciando o sentimento que avança em socorro e o que retorna em aflição.

É o primeiro passo para a vigência ativa das virtudes morais, abrindo espaços para a paz e o bem-estar pessoal.

O individualismo é-lhe a grande barreira, face a sua programação doentia, estabelecida nas bases do egocentrismo, que impede o desenvolvimento das colossais potencialidades da vida, jacentes em todos os indivíduos.

A compaixão auxilia o equilíbrio psicológico, por fazer que se reflexione em torno das ocorrências que atingem a todos os transeuntes da experiência humana.

É possível que esse sentimento não resolva grandes problemas, nem execute excelentes programas. Não obstante, o simples desejo de auxiliar os outros proporciona saudáveis disposições físicas e mentais, que se transformarão em recursos de socorro nas próximas oportunidades.

Mediante o hábito da compaixão, o homem aprende a sacrificar os sentimentos inferiores e a abrir o coração.

Pouco importa se o outro, o beneficiado pela compaixão, não o valoriza, nem a reconheça ou sequer venha a identificá-la. O essencial é o sentimento de edificação, o júbilo da realização por menor que seja, naquele que a experimenta.

Expandir esse sentimento é dar significação à vida.

A compaixão está acima da emotividade desequilibrada e vazia. Ela age, enquanto a outra lamenta; realiza o socorro, na razão em que a última apenas se apiada.

Quando se é capaz de participar dos sofrimentos alheios, os próprios não parecem tão importantes e significativos.

Repartindo a atenção com os demais, desaparece o tempo vazio para a s lamentações pessoais.

Graças à compaixão, o poder de destruição humana cede lugar aos anseios da harmonia e de beleza na Terra.

Desenvolve esse sentimento de compaixão para com o teu próximo, o mundo, e, compadecendo-te das suas limitações e deficiências, cresce em ação no rumo do Grande Poder.


Obra: RESPONSABILIDADE (Divaldo Franco / Joanna de Angelis) - Ed. LEAL

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

DAR

As maiores transformações de nossa vida surgem, quase sempre das doações
que fizermos.
Dar, na essência, significa abrir caminhos, fundamentar oportunidades
multiplicar relações.
Muitos acreditam ainda que o ato de auxiliar procede exclusivamente daqueles
que se garantem sobre poderes amoedados. Em verdade, ninguém subestime o bem que o dinheiro doado ou emprestado consegue fazer; entretanto não se
infira daí que a doação seja privilégio dos irmãos transitoriamente chamados à mordomia da finança terrestre.
Todos, podemos oferecer consolação, entusiasmo, gentileza, encorajamento.
Às vezes, basta um sorriso para varrer a solidão. Uma frase de solidariedade é
capaz de estabelecer vida nova no espírito em que o sofrimento crestou
a esperança.
A rigor, todas as virtudes têm a sua raiz no ato de dar. Beneficência, doação de
recursos próprios. Paciência, doação de tranqüilidade interior.
Tolerância, doação de entendimento. Sacrifício, doação de si mesmo.
Toda dádiva colocada em circulação volta infalivelmente ao doador, suplementada de valores sempre maiores.
Quem deseje imprimir mais rendimento e progresso em suas tarefas e
obrigações, procure ampliar os seus dispositivos de auxilio aos outros
e observará sem delonga os resultados felizes de semelhante cometimento. Isso ocorre porque em todo o Universo as Leis Divinas se baseiam em amor -- no que, no fundo, é a onipresença de Deus em doações eternas.
Em qualquer soma de prosperidade e paz, realização e plenitude, o serviço ao
próximo é a parcela mais importante, a única aliás, suscetível de sustentar as outras atividades que compõem a estrutura do êxito.
Dá do que possas e tenhas, do que sejas e representes, na convicção de que a
tua dádiva é investimento na organização crediária da vida, afiançando
os saques de
recursos e forças dos quais necessites para o caminho.
"Dá e dar-se-te-á" -- ensinou-nos o Cristo de Deus.
Unicamente pela benção de dar é que a vida de cada um de nós se transformará
numa benção.

(Obra: Alma e Coração - Chico Xavier / Emmanuel)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

AGRADEÇO

(Chico Xavier)



Agradeço todas as dificuldades que enfrentei;
não fosse por elas, eu não teria saído do lugar...
As facilidades nos impedem de caminhar.
Mesmo as críticas nos auxiliam muito.

Valorizemos o amigo que nos socorre,
que se interessa por nós, que nos escreve,
que nos telefona para saber como estamos indo...
A amizade é uma dádiva de Deus...
Mais tarde, haveremos de sentir falta daqueles
que não nos deixam experimentar solidão!

Tudo o que pudermos fazer no bem, não devemos adiar...
Carecemos somar esforços, criando, digamos,
uma energia dinâmica que se anteponha às forças do mal...
Ninguém tem o direito de se omitir
Uma das mais belas lições que tenho aprendido com o sofrimento:
Não julgar, definitivamente não julgar a quem quer que seja.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

SEJA COMPREENSIVO

Não esqueça de usar a bondade em circunstância nenhuma da sua vida.
Vença a violência, antes que ela o deixe vencido.
Sorria ante o ofensor e esqueça-lhe a ofensa.
Revidar mal por mal, a pretexto de ser verdadeiro, é aprimorar a maldade
que predomina na sua natureza, fazendo-o mais infeliz.
Recorra à oração e confie no tempo, quando as coisas se apresentarem
diferentes do que você espera.
Infeliz, realmente, é todo aquele que acredite ser hoje o tempo único,
buscando resolver agora, o que só mais tarde será solucionado naturalmente.
Não duvide da Justiça Divina, apenas porque não a consegue entender, na
precipitação dos seus raciocínios apaixonados.
Você não é o único que tem problemas no mundo.
O maior problema da atualidade é o homem em si mesmo, e somente quando
este se volte para os valores mais altos da vida se equacionará.
Não transfira, portanto, para os outros, a responsabilidade do que lhe sucede
de errado ou desagradável.
Você é filho de Deus e, como afirmou Jesus, nenhuma das criaturas que o Pai
Lhe confiou Ele deixaria perder-se.
Acalme-se e avance com a luz da consciência tranqüila, sem intentar fazer da
sua claridade uma chama pronta a arder em volta, provocando devastaçâo.

(Obra: Luz Viva - Divaldo P. Franco / Marco Prisco)

domingo, 2 de janeiro de 2011

INGRATIDÃO

Dentre os muitos inimigos morais do homem, a ingratidão assoma, relevante, na condição de filha dileta do egoísmo, que se nutre com as vérminas do orgulho.

A ingratidão estabelece síndromas de distúrbios comportamentais, que degeneram, a curto ou longo prazo, em problemas de alienação mental.

Nos dias hodiernos, a ingratidão toma corpo com muita facilidade, tornando-se elemento normal nas relações sociais, em lamentável agressão aos postulados éticos, quando não se tenha em conta a moral evangélica.

Filhos ingratos e genitores desleixados dos seus deveres, irmãos insensatos e cônjuges levianos, amigos desassisados pululam nas avenidas do mundo moderno, envergando roupagens de alto custo ou andrajos de miséria, igualados na mesma indigência espiritual.

Abençoa a mão que um dia se distendeu, generosa, no teu rumo, socorrendo-te e amparando-te.

Mesmo que ela, por acaso, se haja convertido em instrumento que te oferta o fel da amargura, recorda-te de quando te abençoou com a dádiva sem preço da misericórdia e da compreensão em que te apoiaste.

Da mesma forma que não é meritório fazer o bem e aguardar retribuição, não é justificável que se mutile a generosidade com as lâminas da ingratidão, em quem espalhou benefício.

Há pessoas que se acreditam somente credoras de receber ajuda, supondo-se privilegiados ante a vida, empanturradas de empáfia, fingindo ignorar a própria fragilidade.

Sorriem ante os que lhes estimulam as paixões dissolventes, demorando-se como belas flores de estufa, de vida breve, a nutrir-se do clima em que se consumirão.

São gentis, enquanto se locupletam, no entanto, afastam-se amargas e maledicentes da presença generosa de quem lhes foi devotado...

Censuram o benfeitor mediante alegações mesquinhas, justificando, com acusações,
a própria enfermidade.

Aqueles por quem ora se entusiasmam, serão abandonados amanhã, com o mesmo ardor, logo não lhes posam ser úteis ou atendê-las nas suas exigências.

Não as censures, nem lhes concedas as tuas preocupações aumentando as dores
que te ferem a alma.

Ora por elas, envolvendo-as de ternura. Elas estão equivocadas e despertarão um dia.

Prossegue ajudando quem te cruze o caminho, sem a preocupação de reter ninguém no teu círculo de afetividade.

O cristão autêntico não se faz compreender, ainda hoje, porém compreende sempre.

Seus pés sangram continuamente, porque a vida que escolheu é lição de progresso
e libertação.

Mantém, na mente e no coração, o sentimento de gratidão por quem te auxilie.
Desde que é dever socorrer e perdoar o inimigo, é muito mais justo permanecer
fiel ao benfeitor e ao amigo.

Ninguém consegue o topo da subida, sem o primeiro passo, tanto quanto jamais alguém penetrará no insondável das realidades divinas sem a bênção do conhecimento haurido através da singeleza do alfabeto.

Por melhor que ora te encontres, por maiores que sejam os sinais do teu aparente progresso material, ignoras o amanhã...

E mesmo que sigas em contínua ascensão econômica e social, o crescimento moral
tem regime de urgência e em todos estes campos não poderás negar a gratidão a
quem, na tua hora de aspereza, concedeu-te o primeiro impulso,
ofereceu-te mão generosa para que continuasses.

Não apenas os adversários, os invejosos e os políticos-religiosos infelizes fizeram-se
os crucificadores de Jesus.

Foram, também, os amigos ingratos, os beneficiários reticentes, os companheiros
moralmente dúbios...

Judas, que aparentava amá-lO, deixou-se enredar nos problemas que o perturbavam
e, ingrato, O entregou...

Pedro, que Lhe era devotado, porém invigilante, tombando nas malhas de cruéis perturbações espirituais obsessivas O negou...

...E outros tantos que desapareceram, não Lhe ofertando amor ou fidelidade, carinho ou gratidão.

Muitos haviam sido aqueles a quem Ele ajudou; iluminou-os com a verdade e libertou-os dos males de vária procedência que os afligiam.

Sê grato, sempre, em qualquer circunstância, principalmente quando o teu companheiro gentil, se te apresente turbado ou triste, enfermo ou solitário, porquanto nesta fase é que ele necessita de amizade e não nos momentos em que pode doar, oferecer-se e amparar.

A gratidão, nascida da seiva do amor, é estrela que assinala cada alma na marcha da evolução, deixando sinais luminosos pelo caminho.

(Obra: OTIMISMO (Divaldo P. Franco / Joanna de Angelis) - Ed. LEAL)

sábado, 1 de janeiro de 2011

ANO NOVO

Ano Novo é também renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.
O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para a necessária ascensão.
Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a convocar-te para execução de velhas promessas, que ainda não tiveste a coragem de cumprir.
Se tens inimigo, faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.
Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.
Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.
Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência feliz no dever bem cumprido.
Novo Ano! Novo Dia!
Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.
Recorda que há mais ignorância que maldade, em torno de teu destino.
Não maldigas, nem condenes.
Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.
Não te desanimes, nem te desconsoles.
Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.
Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora: -
Ama e auxilia sempre. Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.

(Obra: Vida e Caminho - Chico Xavier/Emmanuel)