terça-feira, 22 de março de 2011

Os obreiros de Senhor

Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: "Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra", porquanto o Senhor lhes dirá: "Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!" Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois a tempestade virá e eles serão levados no turbilhão! Clamarão: "Graça! graça!" O Senhor, porém, lhes dirá: "Como implorais graças, vós que não tivestes piedade dos vossos irmãos e que vos negastes a estender-lhes as mãos, que esmagastes o fraco, em vez de o amparardes? Como suplicais graças, vós que buscastes a vossa recompensa nos gozos da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa, tal qual a quisestes. Nada mais vos cabe pedir; as recompensas celestes são para os que não tenham buscado as recompensas da Terra."

Deus procede, neste momento, ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente, a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que não recuarem diante de suas tarefas é que ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da regeneração pelo Espiritismo. Cumprir-se-ão estas palavras: "Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos céus."

O Espírito de Verdade. (Paris, 1862.)

(O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XX)

segunda-feira, 21 de março de 2011

PROBLEMAS PESSOAIS

Os teus são problemas iguais aos de todas as pessoas. Por mais te creias infeliz, há outros que jazem em grabatos de maiores dores ou que estão encurralados em sombras mais espessas.

Mesmo que teimes em ignorar, desfilam ao teu lado na passarela da ilusão os campeões do infortúnio e brilham nas disputas sociais os ases do sofrimento sob cargas de desespero que não suportarias.

Os teus são os problemas do quotidiano, que todos experimentam, mas que se avolumam e agravam por leviandade ou rebeldia da tua parte.

Não desconheces que o renascimento é condição impostergável e que ele é exigido a todos os Espíritos endividados para benefício deles mesmos. Ao revés de punição é precioso auxílio que lhes faculta liberação dos pesados débitos
contraídos nos dias da ignorância.

Nenhum de nós tem estado isento de ressarcir... Trânsfugas da reta conduta, somos o que merecemos. A exceção única é Jesus, nosso Modelo e Guia. Mesmo assim, Ele enfrentou problemas sobre problemas até o triunfo na Ressurreição.

A semente que se beneficia e se desdobra no solo fértil enfrenta o problema da terra que a esmaga.

O rio contarolante, que esparze linfa preciosa para a manutenção da vida, experimenta o problema do leito em que corre.

A ave, que chilreia e adorna a natureza, padece o problema da subsistência e do agasalho.

A flor, que aromatiza, sofre o problema do inseto que lhe suga a vitalidade e a fecunda com outro pólen.

A vida em todas as manifestações é uma sucessão de testes e exames a que são submetidos os aprendizes da evolução.

Poupa os teus amigos à litania improdutiva dos teus problemas. Eles também os têm, conquanto não se queixem aos teus ouvidos.

Medita as lições evangélicas e supera-te, banhando teu espírito no precioso
lenitivo da mensagem sublime.

Quando, porém, as tuas dificuldades se fizerem maiores e os teus problemas se tornarem mais difíceis de serem suportados, em atitude de respeito ao teu amigo ou irmão, busca narrá-los com seriedade, sem as complicações
do pieguismo nem as rebeldias da alucinação, ouvindo-lhe, depois, os conselhos, as sugestões, as boas palavras. Se te convierem ou não as diretrizes recebidas toma o caminho que melhor te aprouver.

Evita azorrogar a bondade dos que te escutam com a imposição do que pensas ou a exigência do que desejas. Não desconsideres o teu interlocutor, gerando debate ou desídia. Teu ouvinte é, também, - não te esqueças, -,alguém que luta e sofre sob maior quota de resignação e paciência, digno, portanto, de ser amado e acreditando em ti.

Na via dolorosa, ante as mulheres que O choravam, Jesus advertiu: "Filhas de Jerusalém: não choreis por mim, mas chorai por vós mesmas e por vossos filhos...", caracterizando a necessidade da reflexão e do robustecimento de
ânimo de cada um para o invariável compromisso de enfrentar e liberar-se de problemas.

"No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo". - João: 16-33.

"O Espiritismo dilata o pensamento e lhe rasga horizontes novos. Em vez dessa visão, acanhada e mesquinha, que o concentra na vida atual, que faz do instante que vivemos na Terra único e frágil eixo do porvir eterno, ele, o
Espiritismo, mostra que essa vida não passa de um elo no harmonioso e magnífico conjunto da obra do Criador". - Cap. II - Item 7.

(Divaldo P. Franco / Joanna de Angelis: Florações Evangélicas - Ed. LEAL).

NASCER DE NOVO

"Em verdade, em verdade, te digo que se alguém não nascer de novo,
não pode ver o reino de Deus." - João, cap.3 - v.3

"Nascer de novo" é tarefa para todos os dias.

Renascer dentro da própria existência física é mais importante do que ganhar corpo novo e simplesmente reencarnar.

A Criação Divina, a cada dia, expande-se e aperfeiçoa-se.

Renascer do erro é admiti-lo e começar a repará-lo.

O homem que, por orgulho ou comodismo, se cristaliza em suas opiniões, vai ficando à margem do dinamismo da Vida.

Disponhamo-nos a recomeçar sempre.

Voltar atrás em decisões equivocadas é prova de grandeza espiritual.

Sejamos como a gleba fértil e generosa que agasalha em seu seio toda boa semente e permite que ela germine...

Ninguém desfruta da saúde espiritual, se não tiver a humildade de reconhecer os seus limites e trabalhar para ampliar os horizontes pessoais.

Crescer não é superar os outros , mas tornar-se maior do que se é, conservando-se pequenino.

Quantos preferem sofrer no erro a serem felizes ao reconhecê-lo ?

O homem que perde a simplicidade é candidato ao desequilíbrio emocional.

Sejamos comedidos em tudo quanto fizermos.

E não ignoremos os companheiros de jornada que gemem, renteando conosco na difícil caminhada.

Quem ama, por mais complexa a decisão, acerta sempre.

(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A. Baccelli / Inácio Ferreira)

sábado, 19 de março de 2011

Não separar o que Deus juntou

Indissolubilidade do casamento

1. Também os fariseus vieram ter com ele para o tentarem e lhe disseram: Será permitido a um homem despedir sua mulher, por qualquer motivo? Ele respondeu: Não lestes que aquele que criou o homem desde o princípio os criou macho e fêmea e disse: -Por esta razão, o homem deixará seu pai e sua mãe e se ligará à sua mulher e não farão os dois senão uma só carne? - Assim, já não serão duas, mas uma só carne. Não separe, pois, o homem o que Deus juntou.
Mas, por que então, retrucaram eles, ordenava Moisés que o marido desse à sua mulher um escrito de separação e a despedisse? - Jesus respondeu: Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres; mas, no começo, não foi assim. - Por isso eu vos declaro que aquele que despede sua mulher, a não ser em caso de adultério, e desposa outra, comete adultério; e que aquele que desposa a mulher que outro despediu também comete adultério. (S. MATEUS, cap. XIX, vv. 3 a 9.)

2. Imutável só há o que vem de Deus. Tudo o que é obra dos homens está sujeito a mudança. As leis da Natureza são as mesmas em todos os tempos e em todos os países. As leis humanas mudam segundo os tempos, os lugares e o progresso da inteligência. No casamento, o que é de ordem divina é a união dos sexos, para que se opere a substituição dos seres que morrem; mas, as condições que regulam essa união são de tal modo humanas, que não há, no inundo inteiro, nem mesmo na cristandade, dois países onde elas sejam absolutamente idênticas, e nenhum onde não hajam, com o tempo, sofrido mudanças. Daí resulta que, em face da lei civil, o que é legítimo num país e em dada época, é adultério noutro país e noutra época, isso pela razão de que a lei civil tem por fim regular os interesses das famílias, interesses que variam segundo os costumes e as necessidades locais. Assim é, por exemplo, que, em certos países, o casamento religioso é o único legítimo; noutros é necessário, além desse, o casamento civil; noutros, finalmente, este último casamento basta.

3. Mas, na união dos sexos, a par da lei divina material, comum a todos os seres vivos, há outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral: a lei de amor. Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se lhes transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um somente, a amá-los, a cuidar deles e a fazê-los progredir. Nas condições ordinárias do casamento, a lei de amor é tida em consideração? De modo nenhum. Não se leva em conta a afeição de dois seres que, por sentimentos recíprocos, se atraem um para o outro, visto que, as mais das vezes, essa afeição é rompida. O de que se cogita, não é da satisfação do coração e sim da do orgulho, da vaidade, da cupidez, numa palavra: de todos os interesses materiais. Quando tudo vai pelo melhor consoante esses interesses, diz-se que o casamento é de conveniência e, quando as bolsas estão bem aquinhoadas, diz-se que os esposos igualmente o são e muito felizes hão de ser.
Nem a lei civil, porém, nem os compromissos que ela faz se contraiam podem suprir a lei do amor, se esta não preside à união, resultando, freqüentemente, separarem-se por si mesmos os que à força se uniram; torna-se um perjúrio, se pronunciado como fórmula banal, o juramento feito ao pé do altar. Daí as uniões infelizes, que acabam tornando-se criminosas, dupla desgraça que se evitaria se, ao estabelecerem-se as condições do matrimônio, se não abstraísse da única que o sanciona aos olhos de Deus: a lei de amor. Ao dizer Deus: "Não sereis senão uma só carne", e quando Jesus disse: "Não separeis o que Deus uniu", essas palavras se devem entender com referência à união segundo a lei imutável de Deus e não segundo a lei mutável dos homens.

4. Será então supérflua a lei civil e dever-se-á volver aos casamentos segundo a Natureza? Não, decerto. A lei civil tem por fim regular as relações sociais e os interesses das famílias, de acordo com as exigências da civilização; por isso, é útil, necessária, mas variável. Deve ser previdente, porque o homem civilizado não pode viver como selvagem; nada, entretanto, nada absolutamente se opõe a que ela seja um corolário da lei de Deus. Os obstáculos ao cumprimento da lei divina promanam dos prejuízos e não da lei civil. Esses prejuízos, se bem ainda vivazes, já perderam muito do seu predomínio no seio dos povos esclarecidos; desaparecerão com o progresso moral que, por fim, abrirá os olhos aos homens para os males sem conto, as faltas, mesmo os crimes que decorrem das uniões contraídas com vistas unicamente nos interesses materiais. Um dia perguntar-se-á o que é mais humano, mais caridoso, mais moral: se encadear um ao outro dois seres que não podem viver juntos, se restituir-lhes a liberdade; se a perspectiva de uma cadeia indissolúvel não aumenta o número de uniões irregulares.

O divórcio

5. O divórcio é lei humana que tem por objeto separar legalmente o que já, de fato, está separado. Não é contrário à lei de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina. Se fosse contrario a essa lei, a própria Igreja seria obrigada a considerar prevaricadores aqueles de seus chefes que, por autoridade própria e em nome da religião, hão imposto o divórcio em mais de uma ocasião. E dupla seria aí a prevaricação, porque, nesses casos, o divórcio há objetivado unicamente interesses materiais e não a satisfação da lei de amor.
Mas, nem mesmo Jesus consagrou a indissolubilidade absoluta do casamento. Não disse ele: "Foi por causa da dureza dos vossos corações que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres?" Isso significa que, já ao tempo de Moisés, não sendo a afeição mútua a única determinante do casamento, a separação podia tornar-se necessária. Acrescenta, porém: "no princípio, não foi assim", isto é, na origem da Humanidade, quando os homens ainda não estavam pervertidos pelo egoísmo e pelo orgulho e viviam segundo a lei de Deus, as uniões, derivando da simpatia, e não da vaidade ou da ambição, nenhum ensejo davam ao repúdio.
Vai mais longe: especifica o caso em que pode dar-se o repúdio, o de adultério. Ora, não existe adultério onde reina sincera afeição recíproca. É verdade que ele proíbe ao homem desposar a mulher repudiada; mas, cumpre se tenham em vista os costumes e o caráter dos homens daquela época. A lei moisaica, nesse caso, prescrevia a lapidação. Querendo abolir um uso bárbaro, precisou de uma penalidade que o substituísse e a encontrou no opróbrio que adviria da proibição de um segundo casamento. Era, de certo modo, uma lei civil substituída por outra lei civil, mas que, como todas as leis dessa natureza, tinha de passar pela prova do tempo.

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XXII)

sexta-feira, 18 de março de 2011

ADORAÇÃO

Vejamos a diretriz de Jesus na adoração ao Pai Celestial, para assegurarmos equilíbrio à própria fé.

Não observamos o Mestre extasiado na contemplação expectante, exaltando a grandeza de Deus,através da quietude.

Da manjedoura à cruz, anotamo-lo em ardentes demonstrações de trabalho, exemplificando o ideal dinâmico e a caridade sem lindes.

Manifesta veneração ao Supremo Senhor, respeitando as leis estabelecidas, louva-lhe a misericórdia, exercendo a bondade sem limites e permanece em comunhão com Ele, não apenas através da prece meditada no silêncio da natureza, mas também pelo serviço constante ao próximo, no vasto caminho da multidão,onde se destacam enfermos e dementados, desditosos e aflitos de todas as procedências...

Em nossa adoração ao Divino Amigo, não nos esqueçamos do culto incessante ao dever.

Nossos compromissos corretamente solucionados, ainda e sempre, são a melhor forma de consagração do nosso respeito à Providência Divina.

Lembremo-nos de que nos Planos Superiores, Jesus não nos acolherá na condição de adornos preguiçosos.

Estimar-nos-á a cooperação,sem desejar-nos escravos e receber-nos-á o carinho, sem querer-nos inúteis.

E porque nos aguarda na condição de instrumentos vivos e diligentes do Infinito Amor, saibamos adorá-lo, adorando a Deus, cumprindo fielmente nossas pequeninas obrigações de cada dia, de vez que dever bem cumprido na Terra é degrau de ascensão para o Céu.

(Obra: Mais Perto - Chico Xavier/Emmanuel)

quarta-feira, 16 de março de 2011

O AMOR NO LAR

Torna-se difícil fazer os corações do mundo entender com exatidão o que realemtne constitui o amor, no campo da atuação doméstica.

Há muitos que se estorcegam na tentavia de encontrar o amor e lançam-se às paixões tormentosas, impondo e ferindo, equivocados na paixão possissiva.

Inúmeros falam do amor, mergulhando na fossa do desejo de domínio inferior, que pouco ou nada tem que ver com a sublime virtude.

No lar, vezes sem conta, o arremedo do amor espalha irresponsabilidade por meio da desconsideração entre cônjuges, do desassisamento, da má condução da prole ou do excesso de dons materiais que osbtrui os canais da percepção do Espírito.

O amor, como ainda é encontrado no clima doméstico, mantém-se aturdido pelo ciúme e pelo egoísmo que desestruturam e congelam as relações, pela desconfiança e pelo fel que passam a porejar entre os seus elementos.

No comportamento de filhos e irmãos, o amor, quando mal entendido, há gerado a absurda competição, tangendo o círculo das vaidades que se aconselham com o orgulho soez.

Quando o amor verdadeiro adentra o lar, ilumina a família e torna-se possível a materialização da boa vontade, do espírito de cooperação, do entusiasmo com vitória do outro, da participação das lutas comuns.

O amor, entronizado no coração dos que amam, não padece de interesses mesquinhos, renuncia quando sabe que, assim, poderá melhor auxiliar.

O amor superior, no seio doméstico, sabe calar para apaziguar infrutíferas querelas ou consegue falar para esclarecer e enlevar, construir e abençoar.

Só no amor, como o apresentou Jesus, os rebentos receberão dos pais a orientação para a vida, como segurança e fidelidade ao vero bem.

E, com esse mesmo amor, na pauta familiar, os filhos se aperceberão que seus genitores são importantes vigilantes do criador, cuidando dos próprios irmãos, convertidos, temporariamente, em filhos da carne, a fim de que todos sejam alinhados nas hostes renovadoras por todos desejadas.

É no reduto doméstico, onde são permitidas tantas liberalidades, mas nem sempre a verdadeira liberdade, que se acha a escola sublime, capaz de estruturar os caracteres diversos, com as lições vividas de ação elevada, desde que o amor a tudo possa conduzir.

A partir desses exercícios de amor e dessa busca feliz, a alma do grupo familiar se distenderá a fim de que consiga estender os braços, com altruiísmo, para abraçar junto a si a família maior que Deus nos concede para o convívio social.

(Obra: Vereda Familia - Raul Teixeira / Thereza de Brito)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Os Outros

"Perguntou-lhe Natanael: De Nazaré pode sair alguma coisa boa?" (Jo: 1,46)



Não menosprezemos ninguém, pois em nada somos melhores do que ninguém.
Para realmente começarmos a sair de nossa mediocridade, convençamo-nos de
nossa insignificância.
Quem menospreza os outros, perseguindo e humilhando, adoece o próprio espírito - e
adoece gravemente !
Saúde mental é paz, e não há quem a possua sonegando oportunidade de ser feliz
aos semelhantes.
A doença que enche os consultórios psiquiátricos é ocasionada pelo remorso de se ter
sido injusto e ingrato, nesta ou em vidas pregressas.
Estendamos a mão e auxiliemos o crescimento do próximo.
Interessemo-nos por quem se encontra nas últimas fileiras e não temamos apagar-nos
para que outros brilhem.
Esqueçamo-nos desta questão do "eu primeiro", sobre tudo e sobre todos.
99% dos que adoecem mentalmente não se importam com o próximo. Nunca se ouviu
falar de um caso de perturbação consumada de quem estivesse empenhando-se no bem.
Ninguém sucumbe por verdadeiramente amar !
Ao contrário, o amor é abençoado cajado que levanta a quem se encontra no chão...
Não olhemos o próximo pelo que ele aparenta - nem pela cor de sua pele, pele sua crença
ou condição social.
De Nazaré, de onde nada de bom se esperava, é que Jesus saiu, e é possível que de onde
e de quem menos esperarmos a nossa bênção virá!

(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A. Baccelli / Inácio Ferreira)