quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

CONSELHO (Almir Guineto)





Deixe de lado esse baixo astral!
Erga a cabeça! Enfrente o mal,
que, agindo assim, será vital para o seu coração!

É que, em cada experiência,
Se aprende uma lição.
Eu já sofri por amar assim.
Me dediquei, mas foi tudo em vão!

Pra que se lamentar
Se em sua vida pode encontrar
Quem te ame com toda força e ardor
Assim sucumbirá a dor (tem que lutar!)

Tem que lutar
Não se abater
Só se entregar
A quem te merecer

Não estou dando nem vendendo,
como o ditado diz.
o meu conselho é pra te ver feliz!

(Fonte: Vagalume).

CAPACETE DA ESPERANÇA

“Tendo por capacete a esperança na salvação.”  Paulo (I Ts: 5, 8)


O capacete é a defesa da cabeça em que a vida situa a sede de manifestação  ao pensamento e Paulo não podia lembrar outro símbolo mais adequado à vestidura  do cérebro cristão, além do capacete da esperança na salvação.
Se o sentimento, muitas vezes, está sujeito aos ataques da cólera violenta, o  raciocínio, em muitas ocasiões, sofre  o assédio do desânimo, à frente da luta pela  vitória do bem, que não pode esmorecer em tempo algum.
Raios  anestesiantes  são desfechados  sobre  o  ânimo  dos aprendizes por  todas as forças contrárias ao Evangelho salvador.  A  exigência  de  todos  e  a  indiferença  de  muitos  procuram cristalizar  a  energia  do  discípulo,  dispersando-­lhe  os  impulsos  nobres  ou  neutralizando­-lhe os ideais de renovação.  Contudo,  é  imprescindível  esperar  sempre  o  desenvolvimento  dos princípios latentes do bem ainda mesmo quando o mal transitório estenda raízes em todas as direções.
É necessário esperar o fortalecimento do fraco, à maneira do lavrador que  não perde a confiança nos grelos tenros; aguardar a alegria e a coragem dos tristes,  com  a  mesma  expectativa  do floricultor  que  conta  com revelações  de  perfume  e  beleza no jardim cheio de ramos nus.  É imperioso  reconhecer,  todavia,  que  a  serenidade  do  cristão  nunca representa atitude inoperante, por agir e melhorar continuadamente pessoas, coisas e  situações, em todas as particularidades do caminho.  Por isso mesmo, talvez, o apóstolo não se refere à touca protetora. Chapéu,  quase sempre, indica passeio, descanso, jazer, quando não defina convenção no traje exterior, de acordo com a moda estabelecida.  Capacete, porém, é indumentária de luta, esforço, defensiva.  E  o  discípulo  de  Jesus  é  um  combatente  efetivo  contra  o  mal,  que  não  dispõe de  multo  tempo  para  cogitar  de  si  mesmo,  nem  pode  exigir  demasiado repouso,  quando sabe  que  o  próprio  Mestre  permanece  em  trabalho  ativo  e  edificante.
Resguardemos, pois, o nosso pensamento com o capacete da esperança fiel  e prossigamos para a vitória suprema do bem.

(Obra: Fonte Viva - Chico Xavier / Emmanuel)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A Conquista


"E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me." (Lc: 9, 23)


Quando Jesus enunciou que é necessário tomar a sua cruz e segui-lO, Ele propôs a conquista da autoconsciência,  a definição para assumir as próprias responsabilidades,  ao invés de permanecer-se divagando em torno de como encontrar o melhor processo para o equilíbrio, que não se expressa em formas exteriores ou mediante as fugas de transferência de  responsabilidades, ou para os prazeres que se extinguem, por mais se prolonguem...

A psique necessita de apoio transcendente para proporcionar elementos dignificadores, por intermédio da realidade em que todos se encontram mergulhados, elegendo aqueles que são mais compatíveis com as aspirações e as possibilidades, de execução.

Todos dependem de Deus, porque, afinal, estamos mergulhados em Deus, sendo necessário reconhecê-lO em nós, a fim de que O manifestemos por intermédio do comportamento emocional e das ações sociais, familiares, espirituais...

Quando indagaram a Jung se ele acreditava em Deus, respondeu com humildade e sabedoria, que não necessitava de crer, informando: - Eu sei, não preciso acreditar...

(Obra: Em Busca da Verdade - Divaldo Franco/Joanna de Ângelis)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O AMOR NO LAR


Torna-se difícil fazer os corações do mundo entender com exatidão o que realemtne constitui o amor, no campo da atuação doméstica.
Há muitos que se estorcegam na tentavia de encontrar o amor e lançam-se às paixões tormentosas, impondo e ferindo, equivocados na paixão possissiva.
Inúmeros falam do amor, mergulhando na fossa do desejo de domínio inferior, que pouco ou nada tem que ver com a sublime virtude.
No lar, vezes sem conta, o arremedo do amor espalha irresponsabilidade por meio da desconsideração entre cônjuges, do desassisamento, da má condução da prole ou do excesso de dons materiais que osbtrui os canais da percepção do Espírito.
O amor, como ainda é encontrado no clima doméstico, mantém-se aturdido pelo ciúme e pelo egoísmo que desestruturam e congelam as relações, pela desconfiança e pelo fel que passam a porejar entre os seus elementos.
No comportamento de filhos e irmãos, o amor, quando mal entendido, há gerado a absurda competição, tangendo o círculo das vaidades que se aconselham com o orgulho soez.
Quando o amor verdadeiro adentra o lar, ilumina a família e torna-se possível a materialização da boa vontade, do espírito de cooperação, do entusiasmo com vitória do outro, da participação das lutas comuns.
O amor, entronizado no coração dos que amam, não padece de interesses mesquinhos, renuncia quando sabe que, assim, poderá melhor auxiliar.
O amor superior, no seio doméstico, sabe calar para apaziguar infrutíferas querelas ou consegue falar para esclarecer e enlevar, construir e abençoar.
Só no amor, como o apresentou Jesus, os rebentos receberão dos pais a orientação para a vida, como segurança e fidelidade ao vero bem.
E, com esse mesmo amor, na pauta familiar, os filhos se aperceberão que seus genitores são importantes vigilantes do criador, cuidando dos próprios irmãos, convertidos, temporariamente, em filhos da carne, a fim de que todos sejam alinhados nas hostes renovadoras por todos desejadas.
É no reduto doméstico, onde são permitidas tantas liberalidades, mas nem sempre a verdadeira liberdade, que se acha a escola sublime, capaz de estruturar os caracteres diversos, com as lições vividas de ação elevada, desde que o amor a tudo possa conduzir.
A partir desses exercícios de amor e dessa busca feliz, a alma do grupo familiar se distenderá a fim de que consiga estender os braços, com altruiísmo, para abraçar junto a si a família maior que Deus nos concede para o convívio social.

(Obra: Vereda Familia - Raul Teixeira / Thereza de Brito)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

OS OUTROS

"Perguntou-lhe Natanael: De Nazaré pode sair alguma coisa boa ?" (Jo: 1, 46)


Não menosprezemos ninguém, pois em nada somos melhores do que ninguém.
Para realmente começarmos a sair de nossa mediocridade, convençamo-nos de nossa insignificância.
Quem menospreza os outros, perseguindo e humilhando, adoece o próprio espírito - e adoece gravemente!
Saúde mental é paz, e não há quem a possua sonegando oportunidade de ser feliz aos semelhantes.
A doença que enche os consultórios psiquiátricos é ocasionada pelo remorso de se ter sido injusto e ingrato, nesta ou em vidas pregressas.
Estendamos a mão e auxiliemos o crescimento do próximo.
Interessemo-nos por quem se encontra nas últimas fileiras e não temamos apagar-nos para que outros brilhem.
Esqueçamo-nos desta questão do "eu primeiro", sobre tudo e sobre todos.
99% dos que adoecem mentalmente não se importam com o próximo. Nunca se ouviu falar de um caso de perturbação consumada de quem estivesse empenhando-se no bem.
Ninguém sucumbe por verdadeiramente amar!
Ao contrário, o amor é abençoado cajado que levanta a quem se encontra no chão...
Não olhemos o próximo pelo que ele aparenta - nem pela cor de sua pele, pele sua crença ou condição social.
De Nazaré, de onde nada de bom se esperava, é que Jesus saiu, e é possível que de ondee de quem menos esperarmos a nossa bênção virá!

(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A. Baccelli / Inácio Ferreira)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

SE SOUBÉSSEMOS


“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lc: 23, 34)


Se o homicida conhecesse, de antemão, o tributo de dor que a vida lhe cobrará, no reajuste do seu destino, preferiria não ter braços para desferir qualquer golpe.
Se o caluniador pudesse eliminar a crosta de sombra que lhe enlouquece a visão, observando o, sofrimento que o espera no acerto de contas com a verdade,
paralisaria as cordas vocais ou imobilizaria a pena, a fim de não se confiar à acusação descabida.
Se o desertor do bem conseguisse enxergar as perigosas ciladas com que as trevas lhe furtarão o contentamento de viver, deterseia feliz, sob as algemas
santificantes dos mais pesados deveres.
Se o ingrato percebesse o fel de amargura que lhe invadirá, mais tarde, o coração, não perpetraria o delito da indiferença.
Se o egoísta contemplasse a solidão infernal que o aguarda, nunca se apartaria da prática infatigável da fraternidade e da cooperação.
Se o glutão enxergasse os desequilíbrios para os quais encaminha o próprio corpo, apressando a marcha para a morte, renderia culto invariável à frugalidade e à harmonia.
Se soubéssemos quão terrível é o resultado de nosso desrespeito às Leis Divinas, jamais nos afastaríamos do caminho reto.
Perdoa, pois, a quem te fere e calunia.
Em verdade, quantos se rendem às sugestões perturbadoras do mal, não sabem o que fazem.

(Chico Xavier / Emmanuel: Fonte Viva - FEB.)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

CHAMAMENTOS


Aguça os ouvidos e assinalarás os múltiplos chamados do Senhor ao testemunho de serviço, em teu próprio aperfeiçoamento, cada dia.
Os apelos do Céu ressoam por toda parte, sem palavras, sem abalo, sem ruído...
Repara: – é a dureza de coração que te convida ao exercício da piedade;
é a dor que te pede reconforto balsamizante;
é a calúnia que te reclama o esforço heroico do perdão com absoluto esquecimento do mal;
é a sombra que espera por tua lâmpada acesa na inspiração do bem;
é o cipoal da discórdia que te aguarda a bênção de harmonia...
Não olvides que o Senhor apeia para a tua bondade e para a tua compreensão, para a tua paciência e para a tua capacidade de servir, em todos os ângulos do caminho...
Aqui é uma esperança frustrada, ali é um desafio do sofrimento que, em nome d’Ele, te pedem confiança e conformação...
A voz do Mestre vibra no santuário doméstico, na oficina em que te confias à conquista do pão, no templo de tua fé religiosa, na via pública...
Fala-te de mil modos diferentes nos amigos, nos parentes, nos companheiros e nos desconhecidos que cruzam com teus passos pela primeira vez!
Levanta-te cada manhã e prepara a acústica da própria alma, a fim de lhe registrares as sugestões e não te esqueças de que se souberes escutar o Divino Mentor nos diversos chamamentos de cada hora – chamamentos à ação digna, à sublimação dos sentimentos, ao dever bem cumprido e à atitude da reta consciência – em breve, te elegerás escolhido para o concerto dos servidores divinos na Glória Superior.
Em verdade, o Dono da Vinha convida os operários da sementeira e da seara, indistintamente para o trabalho comum; entretanto, o esforço e o devotamento, a boa vontade e o sacrifício do cooperador são as forças que o destacam para a eleição a que deve e pode erguer-se.
Muitos chamados e poucos escolhidos! – proclamou o Divino Mestre. É que todas as criaturas estão na Terra, chamadas à construção da luz, mas só aquelas que se consagram às próprias obrigações, na execução dos divinos desígnios, podem atingir a vitória dos que persistem no bem até o fim.

(Obra: Instrumentos do Tempo - Chico Xavier/Emmanuel)