quinta-feira, 20 de abril de 2017

ATITUDE MENTAL DO ESPÍRITA



José Herculano Pires

É muito importante a atitude mental do espírita na vida de relação familiar, social e profissional. A bondade, a alegria sóbria, o bom humor, o interesse em ajudar o próximo de qualquer maneira eficiente, o espírito de cooperação desinteressada, a tolerância construtiva, que não se confunde com a transigência inconsciente, a comunicabilidade, a cortesia, a discrição, a sociabilidade e o altruísmo positivo e dinâmico, devem caracterizar o espírita perfeitamente integrado nos ensinamentos doutrinários.

No bom sentido do termo, o espírita deve ser, antes de tudo, um realista, isto é, deve ser mais prático que teórico. Sua bondade, para se tornar objetiva, deve ser exemplificada, para não perder a própria expressão.

É muito bonito, e mais fácil, pregar a bondade, como ora o fazemos. Muito mais bonito, por mais útil, será exercê-la e praticá-la. O Espiritismo precisa de mais ação e menos palavras, para não cair no ramerrão de religiões muito nossas conhecidas, que se esterilizaram quando o intelectualismo começou a suplantar a exemplificação constante das virtudes cristãs.

Ser espírita não é tão fácil quanto parece. Mas aquele que consegue iluminar-se, vive num mundo feliz, porque ama e sabe que o amor suaviza todas as agruras, adoça todas as amarguras, desfaz todas as arestas, encurta os caminhos mais longos e ásperos.

O Espiritismo oferece às criaturas humanas a paz que elas têm procurado em vão. Explica-lhes muitas coisas que sempre foram tidas como misteriosas e indevassáveis aos que têm olhos para ver e não vêem, aos que se deixaram vendar pelos dogmas que exigem a fé com o sacrifício da inteligência e da razão.

O Espiritismo não é uma posição de fé: uma vez compreendido, torna-se uma afirmativa de confiança no amanhã, pela segurança que dá à alma, pela certeza que oferece ao ser humano de ir ao encontro da felicidade, pela compreensão da Vida, pelo conhecimento da razão de ser de muitos problemas humanos e sociais que nenhuma religião, antes dele, conseguiu resolver!

Insista em sua leitura e transforme-a num estudo cuidadoso. Leia sempre mais um pouco. Procure conhecer as obras fundamentais do Espiritismo e o que elas contêm de valioso. É uma doutrina que não tem mistério nem milagres.

O Espiritismo não ilude ninguém, ensina que a felicidade do homem tem de ser obra do próprio homem, que terá de retificar sua orientação na vida, pautando-a em normas evangélicas, segundo os ensinamentos codificados por Allan Kardec.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Ao Que Tem Se Lhe Dará


UM ESPÍRITO AMIGO
Bordeaux, 1862

            13 – E chegando-se a ele os discípulos, lhe disseram: Por que razão lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, lhes disse: Porque a vós vos é dado saber os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não lhes é concedido. Porque ao que tem, se lhe dará e terá em abundância, mas ao que não tem, até o que tem, lhe será tirado. Por isto é que eu lhes falo em parábolas; porque eles, vendo, não vêem, e ouvindo não ouvem, nem entendem. De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Vós ouvireis com os ouvidos, e não entendereis; e vereis com os olhos, e não vereis. (Mateus, XIII: 10-14).

            14 – Também lhes dizia: Atendei ao que ides agora ouvir. Com a medida com que medirdes aos demais, vos medirão a vós, e ainda se vos acrescentará. Porque ao que já tem, dar-se-lhe-á, e ao que não tem ainda o que tem se lhe tirará. (Marcos, IV: 24-25)                    

            15 – “Dá-se ao que tem e retira-se ao que não tem”. Meditai sobre esses grandes ensinamentos, que quase sempre vos pareceram paradoxais. Aquele que recebeu é o que possui o sentido da palavra divina. Ele a recebeu porque se esforçou para fazer-se digno, e porque o Senhor, no seu amor misericordioso, encoraja-lhe os esforços em direção ao bem. Esses esforços contínuos, perseverantes, atraem as graças do Senhor. São como um ímã, que atraísse as melhoras progressivas, as graças abundantes, que vos tornam fortes para a subida da montanha sagrada, em cujo cume encontrareis o repouso que sucede ao trabalho.

            “Tira-se àquele que nada tem, ou que tem pouco”. Tomai isto como um ensino figurado. Deus não tira das suas criaturas o bem que se dignou conceder-lhes. Homens cegos e surdos! Abri vossas inteligências e vossos corações, procurai ver pelo espírito; compreendei com a alma; e não interpreteis de maneira grosseiramente injusta as palavras daquele que fez resplandecer aos vossos olhos a Justiça do Senhor! Não é Deus quem retira daquele que pouco havia recebido, mas é o seu próprio Espírito que, pródigo e descuidado, não sabe conservar o que tem, e aumentar, fecundando-a, a migalha que caiu no seu coração.



            O filho que não cultiva o campo que o trabalho do pai conquistou, para deixar-lhe de herança, vê esse campo cobrir-se de ervas daninhas. Será o seu pai quem lhe tira as colheitas que ele não preparou? Se ele deixou a sementeira morrer nesse campo, por falta de cuidado, deve acusar seu pai pela falta de produção? Não, não! Em vez de acusar aquele que tudo lhe deu, como se lhe houvesse retomado os bens, deve acusar-se a si mesmo, que é o verdadeiro responsável pela sua miséria, e arrependido e ativo, entregar-se corajosamente ao trabalho. Que arroteie o solo ingrato, com o esforço de sua própria vontade; que o lavre a fundo, com a ajuda do arrependimento e da esperança; que nele atire, confiante, a semente que escolheu como boa entre as más; que o regue com o seu amor e a sua caridade; e Deus, o Deus de Amor e Caridade, dará aquele que já tem. Então,ele verá os seus esforços coroados de sucesso, e um grão a produzir cem, e outro, mil. Coragem, trabalhadores! Tomai as vossas grades e charruas; arrotei os vossos corações; arrancai deles o joio; semeai a boa semente que o Senhor vos confia, e o orvalho do amor os fará produzir os frutos da caridade.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Causas Atuais das Aflições

            4 – As vicissitudes da vida são de duas espécies, ou, se quisermos, tem duas origens bem diversas, que importa distinguir: umas têm sua causa na vida presente; fora desta vida.
            Remontando à fonte dos males terrenos, reconhece-se que muitos são as conseqüências naturais do caráter e da conduta daqueles que os sofrem. Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição! Quantas pessoas arruinadas por falta de ordem, de perseverança, por mau comportamento ou por terem limitado os seus desejos!
            Quantas uniões infelizes, porque resultaram dos cálculos do interesse ou da vaidade, nada tendo com isso o coração! Que de dissensões de disputas funestas, poderiam ser evitadas com mais moderação e menos suscetibilidade! Quantas doenças e aleijões são o efeito da intemperança e dos excessos de toda ordem!
            Quantos pais infelizes com os filhos, por não terem combatido as suas más tendências desde o princípio. Por fraqueza ou indiferença, deixaram que se desenvolvessem neles os germes do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que ressecam o coração. Mais tarde, colhendo o que semearam, admiram-se e afligem-se com a sua falta de respeito e a sua ingratidão. Que todos os que têm o coração ferido pelas vicissitudes e as decepções da vida, interroguem friamente a própria consciência. Que remontem passo a passo à fonte dos males que os afligem, e verão se, na maioria das vezes, não podem dizer: “Se eu tivesse ou não tivesse feito tal coisa, não estaria nesta situação”.
            A quem, portanto, devem todas essas aflições, senão a si mesmos? O homem é, assim, num grande número de casos o autor de seus próprios infortúnios. Mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, e menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência, a falta de oportunidade, sua má estrela, enquanto, na verdade, sua má estrela é a sua própria incúria.
            Os males dessa espécie constituem, seguramente, um número considerável das vicissitudes da vida. O homem os evitará, quando trabalhar para o seu adiantamento moral e intelectual.
            5 – A lei humana alcança certas faltas e as pune. O condenado pode então dizer que sofreu a conseqüência do que praticou. Mas a lei não alcança nem pode alcançar a todas as faltas. Ela castiga especialmente as que causam prejuízos à sociedade, e não as que prejudicam apenas os que as cometem. Mas Deus vê o progresso de todas as criaturas. Eis por que não deixa impune nenhum desvio do caminho reto. Não há uma só falta, por mais leve que seja, uma única infração à sua lei, que não tenha conseqüências forçosas e inevitáveis, mais ou menos desagradáveis. Donde se segue que, nas pequenas como nas grandes coisas, o homem é sempre punido naquilo em que pecou. Os sofrimentos conseqüentes são então uma advertência de que ele andou mal. Dão-lhe as experiências e o fazem sentir, a diferença entre o bem e o mal, bem como a necessidade de se melhorar, para evitar no futuro o que já foi para ele uma causa de mágoas. Sem isso, ele não teria nenhum motivo para se emendar, e confiante na impunidade, retardaria o seu adiantamento, e portanto a sua felicidade futura.
            Mas a experiência chega, algumas vezes, um pouco tarde; e quando a vida já foi desperdiçada e perturbada, gastas as forças, e o mal é irremediável, então o homem se surpreende a dizer: “Se no começo da vida eu soubesse o que hoje sei, quantas faltas teria evitado; se tivesse de recomeçar, eu me portaria de maneira inteiramente outra; mas já não há mais tempo!” Como o trabalhador preguiçoso que diz: “Perdi o meu dia”, ele também diz: “Perdi a minha vida”. Mas, assim como para o trabalhador o sol nasce no dia seguinte, e começa uma nova jornada, em que pode recuperar o tempo perdido, para ele também brilhará o sol de uma vida nova, após a noite do túmulo, e na qual poderá aproveitar a experiência do passado e pôr em execução suas boas resoluções para o futuro.

sábado, 15 de abril de 2017

Dia Feliz

Um dia feliz depende muito mais de nossas escolhas e ações, doque as situações que nos são apresentadas pelos outros. A vida é feita por nós e não pelo que os outros querem para nós. Tudo é entre os homens , sua consciência e Deus.

Dimas

Nilton Stuqui.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

O Outro Par



















O filme egípcio "O OUTRO PAR", com apenas 4 minutos de duração,  ganhou o prêmio de melhor curta em festival de cinema.
A diretora tem 20 anos de idade.
A Lei do Retorno.
Faça pelos outros , o que vc gostaria que fizessem por você.

Dica de Teatro

Laços Eternos no Teatro Fernando Torres (Tatuapé)

Dia 13/Abr às 21h30 teremos mais uma apresentação desse grande sucesso dos palcos do Brasil. Se você ainda não a viu, não perca mais esta oportunidade.

13/Abr às 21h30 - Teatro Fernando Torres (Tatuapé).

Peça baseada no livro de Zibia Gasparetto com adaptação de Annamaria Dias.

Ingressos a venda na bilheteria do Teatro (F: 2227-1025) ou através do site: https://www.ingressorapido.com.br/Local.aspx?id=LEGACY-2510

ÁGUA FLUIDIFICADA REMÉDIO QUE VEM DO CÉU PARA CURAR!

Quando Jesus se referiu à benção do copo de água fria, em seu nome, não apenas se reportava à compaixão rotineira que sacia a sede comum. Detinha-se o Mestre no exame de valores espirituais mais profundos.
A água é dos corpos o mais simples e receptivo da terra. É como que a base pura, em que a medicação do Céu pode ser impressa, através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais.
A prece intercessória e o pensamento de bondade representam irradiações de nossas melhores energias.
A criatura que ora ou medita exterioriza poderes, emanações e fluidos que, por enquanto, escapam à análise da inteligência vulgar e a linfa potável recebe a influência, de modo claro, condensando linhas de força magnética e princípios elétricos, que aliviam e sustentam, ajudam e curam.
A fonte que procede do coração da Terra e a rogativa que flui no imo d’alma, quando se unem na difusão do bem, operam milagres.
O Espírito que se eleva na direção do céu é antena viva, captando potências da natureza superior, podendo distribuí-las em benefício de todos os que lhe seguem a marcha.
Ninguém existe órfão de semelhante amparo. Para auxiliar a outrem e a si mesmo, bastam a boa vontade e a confiança positiva.
Reconheçamos, pois, que o Mestre, quando se referiu à água simples, doada em nome da sua memória, reportava-se ao valor real da providência, em benefício da carne e do espírito, sempre que estacionem através de zonas enfermiças. 
Se desejas, portanto, o concurso dos Amigos Espirituais, na solução de tuas necessidades fisiológicas ou dos problemas de saúde e equilíbrio dos companheiros, coloca o teu recipiente de água cristalina, à frente de tuas orações, espera e confia. 
O orvalho do Plano Divino magnetizará o liquido, com raios de amor, em forma de bênção, e estarás, então, consagrando o sublime ensinamento do copo de água pura, abençoado nos Céus.

Obra: Segue-me/Chico Xavier através do Espírito Emmanuel

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