quarta-feira, 19 de junho de 2024

Deficiências à Luz do Espiritismo


Segundo a Doutrina Espírita,  qual a razão de nascerem crianças com deficiência?

Segundo a Doutrina Espírita, as deficiências físicas ou mentais são vistas como parte de um processo de aprendizado e evolução espiritual, tanto para o espírito que reencarna com a deficiência quanto para aqueles ao seu redor. A crença é que tais condições podem ser consequências de ações em vidas passadas (lei de causa e efeito) ou escolhas feitas pelo espírito antes de reencarnar, visando o próprio aprimoramento espiritual e o desenvolvimento de virtudes como a paciência, a perseverança e a compaixão. A deficiência, portanto, é entendida como uma oportunidade de redenção e crescimento interior.

Exemplos de atuação da Lei de Causa e Efeito se aplica nesses casos:

Dentro da Doutrina Espírita, a Lei de Causa e Efeito é frequentemente explicada através do conceito de "ação e reação", onde as ações realizadas em uma vida podem ter consequências diretas em vidas futuras. No caso de deficiências físicas ou mentais, pode-se exemplificar assim:

1. *Ação passada de negligência ou dano*: Se um espírito, em uma vida anterior, causou sofrimento a outros, especialmente se isso envolveu prejudicar a integridade física ou mental de alguém, ele pode renascer com uma deficiência como forma de entender e redimir os erros passados. A experiência de viver com uma limitação pode ser uma oportunidade para desenvolver empatia e resiliência.

2. *Escolha espiritual pré-vida*: Em alguns casos, acredita-se que um espírito escolhe nascer com uma deficiência não diretamente como resultado de ações passadas, mas como um meio para acelerar seu crescimento espiritual. Essa escolha é vista como um ato de coragem e um compromisso com a evolução espiritual.

3. *Impacto em outros*: Além do próprio espírito que reencarna com a deficiência, as pessoas ao seu redor também são afetadas. Elas podem aprender lições de amor, paciência e apoio. Nesse sentido, a deficiência de um indivíduo pode também ser vista como uma causa para o desenvolvimento e evolução de outros espíritos envolvidos.

Estes exemplos ilustram como a Lei de Causa e Efeito pode operar através de múltiplas dimensões, afetando não apenas o indivíduo com deficiência, mas também as comunidades e relações das quais fazem parte.

As explicações sobre a Doutrina Espírita e a Lei de Causa e Efeito, principalmente no contexto de deficiências físicas ou mentais, são baseadas em conceitos fundamentais encontrados em várias obras clássicas do Espiritismo, especialmente aquelas escritas por Allan Kardec, o codificador do Espiritismo.

Fontes:

"O Livro dos Espíritos" - Este é o primeiro livro da Codificação Espírita e trata dos princípios da doutrina espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade.

"O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Este livro foca nos aspectos morais e éticos do Espiritismo, interpretando ensinamentos de Jesus sob uma perspectiva espírita e abordando a aplicação prática da Lei de Causa e Efeito.

"O Céu e o Inferno" ou "A Justiça Divina Segundo o Espiritismo" - Esta obra examina a justiça de Deus à luz do Espiritismo, incluindo discussões sobre as penas e recompensas futuras.

"A Gênese" - Os "Milagres" e as "Predições segundo o Espiritismo" são também explorados neste texto, que aborda temas como a criação e os fenômenos naturais sob a visão espírita.

Estes livros são considerados textos fundamentais para entender os princípios espíritas, incluindo a visão sobre reencarnação e as razões espirituais por trás das deficiências físicas e mentais.

(Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.

Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.)

terça-feira, 14 de maio de 2024

Prece em Favor dos Desabrigados pelas Enchentes no Rio Grande do Sul

 Deus, Pai de Misericórdia e Bondade,

Em nome de Jesus e sob a luz da Doutrina Espírita, rogamos por Tua infinita compaixão e amparo às famílias desabrigadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

Neste momento de profunda aflição, conforta, Senhor, os corações daqueles que perderam seus lares, seus bens e, em alguns casos, seus entes queridos. Traze paz e serenidade aos que se encontram desamparados e sem ter para onde ir.

Concede força e resiliência para que aqueles que foram atingidos por essa tragédia possam recomeçar suas vidas com fé e esperança, amparados pela Lei de Causa e Efeito e pela certeza da reencarnação.

Inspira a solidariedade em todos nós, para que possamos unir forças e oferecer ajuda material e emocional aos que mais precisam, reconhecendo a importância da caridade e da fraternidade em nossa jornada evolutiva.

Que nossa compaixão se traduza em ações concretas de apoio e reconstrução, guiadas pelos princípios da Doutrina Espírita, que nos ensina a amar ao próximo e a praticar a benevolência.

Senhor, abençoa os trabalhos de resgate e salvamento, concedendo sabedoria, discernimento e proteção aos profissionais que se dedicam incansavelmente a salvar vidas. Que seus esforços sejam amparados pela Lei da Caridade e pelo amor ao próximo.

Que a chama da esperança jamais se apague nos corações das vítimas dessa tragédia. Que a fé na justiça divina e na lei da evolução os sustente e os guie em direção a um futuro melhor, onde a dor e o sofrimento sejam transmutados em aprendizado e crescimento espiritual.

Em nome de Jesus Cristo, rogamos que acolhas em Tua infinita misericórdia as almas daqueles que partiram e conforte seus familiares, concedendo-lhes a compreensão da lei da morte e da imortalidade da alma.

Espíritos de Luz e Mentores Espirituais,

Acolhei com amor e compaixão os espíritos das vítimas das enchentes, auxiliando-os em sua transição para o mundo espiritual e oferecendo-lhes o amparo necessário para seguirem em sua jornada evolutiva.

Inspirai em todos nós a compaixão, a solidariedade e o amor ao próximo, valores fundamentais na Doutrina Espírita e essenciais para a construção de um mundo mais justo e fraterno.

Que a luz da Consciência e da Caridade ilumine nossos corações e nos guie em nossas ações de ajuda e reconstrução, promovendo a paz e a harmonia na Terra.

Que assim seja.

terça-feira, 8 de agosto de 2023

*Venha participar do nosso grupo de Radionovelas!* 📻

Aos amantes das nossas radionovelas, tem novidade chegando no Portal Mundo Maior. Vamos disponibilizar várias radionovelas emocionantes que marcaram a nossa trajetória. E para você não perder cada um desses episódios, entre agora no grupo do WhatsApp e fique ligado! 

segunda-feira, 3 de abril de 2023

NÃO DESANIME

  Quando você se observar, à beira do desânimo, acelere o passo para frente, proibindo-se parar.

Ore, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.

Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja. Leia uma página edificante, que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de ideias.

Tente contato de pessoas, cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.

Procure um ambiente, no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.

Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando.

Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas.

Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.

Guarde a convicção de que todos estamos caminhando para adiante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência, e de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.

-Chico Xavier, pelo espírito André Luiz

terça-feira, 14 de março de 2023

 A ALEGRIA



A alegria começa no indivíduo, no momento em que ele se põe ansioso por propiciar felicidade aos outros.

Não se pode esquecer que, na memorável quão iluminativa expressão do Santo de Assis, é no ato de ofertar que o homem recebe, indubitavelmente.

Entretanto, o conceito de oferenda toma nova forma com Jesus e com a mensagem do Seu Evangelho, de vez que na doação de elementos passageiros, ajuntam-se as energias, as vibrações indestrutíveis oferecidas pela alma, na externalização do júbilo espiritual.

No pão que sacia a fome, quanto no amplexo que aproxima, eis a alegria.

Na dose de remédio como na vestimenta que agasalha, temos a alegria.

No carinho com que se cativa ou firmeza com que se orienta e corrige, vemos a alegria.

Alegria é franca exposição do amor de Deus, que se apresenta por meio dos filhos que se dispõem à oferta de si mesmos, como alguém que anela por ser como o óleo na lanterna que clareará o porvir, ou como o fermento de bênçãos a levedar a massa dos corações, na estrada da vida.

Você que afirma estar em busca de amor, engaje-se nele e doe alegria.


(Obra: Rosângela - Psicografia de J. Raul Teixeira/Espírito Rosângela)

quinta-feira, 9 de março de 2023

Causas atuais das aflições. †

4. De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.


2 Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.


3 Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!


4 Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!


5 Quantas uniões infelizes, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!


6 Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!


7 Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!


8 Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germes do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.


9 Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.


10 A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.


11 Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.



5. A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode, então, o condenado reconhecer que sofre a consequência do que fez. Mas a lei não atinge, nem pode atingir todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo à sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem. 2 Deus, porém, quer que todas as suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto. Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis consequências, mais ou menos deploráveis; 3 daí se segue que, nas pequenas coisas, como nas grandes, o homem é sempre punido por aquilo em que pecou. 4 Os sofrimentos que decorrem do pecado são-lhe uma advertência de que procedeu mal. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para, de futuro, evitar o que lhe originou uma fonte de amarguras; sem o que, motivo não haveria para que se emendasse; 5 confiante na impunidade, retardaria seu avanço e, consequentemente, a sua felicidade futura.


6 Entretanto, a experiência, algumas vezes, chega um pouco tarde: quando a vida já foi desperdiçada e turbada; quando as forças já estão gastas e sem remédio o mal. Põe-se então o homem a dizer: Se no começo dos meus dias eu soubera o que sei hoje, quantos passos em falso teria evitado! Se houvesse de recomeçar, conduzir-me-ia de outra maneira. No entanto, já não há mais tempo! 7 Como o obreiro preguiçoso, que diz: Perdi o meu dia, também ele diz: Perdi a minha vida; contudo, assim como para o obreiro o Sol se levanta no dia seguinte, permitindo-lhe neste reparar o tempo perdido, também para o homem, após a noite do túmulo, brilhará o Sol de uma nova vida, em que lhe será possível aproveitar a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro.


(KARDEC, Allan: O Evangelho Segundo o Espiritismo - cf. Testamento Kardequiano)

CURA