segunda-feira, 9 de abril de 2012

DEFINIR

Jesus ensinou-nos que o reino dos céus está dentro de nós. Indispensável quea reflexão e a alegria de viver nos facultem um estado de plenitude. O Mestre, sendo um Espírito perfeito, não escolheu tarefa para executar, não procurou destaque na sociedade, evitou receber quaisquer homenagens. E mesmo quando, entrando em Jerusalém, foi saudado pelos ramos que celebravam vitórias, manteve-se discretamente montado sobre um jumento que pisava os tecidos que eram colocados no piso por onde Ele passava... Convivendo com os mais pobres, fez-se simples e despojado, a fim de não os humilhar, nem lhes provocar inveja. Dialogando com os humildes de coração, falou-lhes uma linguagem desataviada, utilizando-se de imagens populares, quais o grão de mostarda, a pérola, a palha do campo, os talentos, as lâmpadas de azeite, as redes do mar, com elas tecendo a mais bela página do pensamento filosófico de que se tem notícia. Nunca selecionou serviço a fazer, havendo atendido enfermos do corpo, da emoção, da mente, todos doentes da alma, para demonstrar a excelência da saúde interior e da perfeita integração espírito-mente-corpo, sugerindo sempre a necessidade de cada um evitar o erro, de não se comprometer negativamente com nada, de auto-superar-se. Encorajou o perdão e a pureza de coração, vivendo-os integralmente em todos os momentos da Sua trajetória. Todo o Seu ministério foi realizado em clima de naturalidade e despojamento de aparências, por isso mesmo, insuperável. Começando-o em modesta estrebaria, encerrou-o numa cruz, prosseguindo em iridescente madrugada que prossegue até hoje derramando claridade nas noites morais da humanidade e nas sombras densas dos corações medrosos. Toma-O como exemplo. Ele se entregou ao Pai em total confiança, e jamais foi desamparado. Faze o mesmo.

(Obra: Nascente de Bençãos - Divaldo Franco/Joanna de Ângelis)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

CELINA

Quando elevamos ao céu nosso olhar suplicante, há para todos nós, os que se afligem na provação, uma carinhosa e compassiva Mãe que nos ampara e consola... Compadece-se de nossa dor, contempla-nos com misericórdia e manda-nos então o anjo da sua bondade, para balsamizar nossos padecimentos... É Celina, a suave mensageira da Virgem, a Mãe de todas as Mães, o gênio tutelar da humanidade sofredora... Quando o pranto aflora nos olhos das que são filhas e irmãs, das que são esposas e mães na Terra, na coração das quais, muitas vezes, se concentra a amargura, vem Celina e toma-as nos seus braços de névoa resplandecente e, através dos ouvidos da consciência, lhes diz com brandura: "Veio a dor bater à vossa porta? Coragem... Não desanimeis nas ásperas lutas que objetivam vosso aprimoramento moral. Pensai n'Aquela que teve sua alma recortada de martírios, lacerada de sofrimentos, atormentada de angústias. Ela se desvela do céu por todas aquelas almas que escolheram suas pegadas de Mãe amorosa e compassiva. Foi ela que, escutando a oração de vossa fé, me enviou para que eu vos desse as flores de seu amor sacrossanto, portadoras da paz, da humildade e, sobretudo, da paciência; porque o acaso não existe e tudo na vida obedece a uma lei inteligente de causalidade que foge aos vossos olhos, que se sentem impossibilitados de ver toda a verdade: Tomai minhas mãos! Cumpri austeramente todos os vossos deveres, fechai vossos olhos àquilo que pode obstar vosso passos para a luz e caminhai comigo. Os anos são minúsculas frações de tempo e, um dia, sem vos deterdes com o cansaço, chegareis ao pé d'Aquela que é vossa Mãe desvelada de todos os instantes!..." E todas aquelas que a ouvem, sentem-se sustentadas por braços tutelares, na noite escura das dores, e, vertendo lágrimas amargosas, preparam-se e se iluminam na pedregosa senda da virtude para respirar os ares felizes do encantado país onde desabrocham os lírios maravilhosos da esperança!

(Obra: Mãe - Chico Xavier/Maria João de Deus)

terça-feira, 3 de abril de 2012

Tempero da conversação


AMANHÃ

"Respondeu-lhes Jesus: Ainda por um pouco a luz está convosco. Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apanhem..." (Jo: 12, 35)

Não devemos deixar para amanhã o que nos compete fazer hoje. Amanhã, talvez, sejam outras as circunstâncias e as dificuldades que enfrentaremos no cumprimento do dever... Com certeza, a oportunidade que se descortina à possibilidade de servir não mais será a mesma... Possivelmente, não disponhamos, inclusive, da saúde que agora nos favorece a ação... Da presença de amigos que, presentemente, se dispõem a nos secundar os esforços e colaborar conosco... Da inspiração do Mais Alto com a qual logramos entrar em sintonia... Enfim, de todos os elementos favoráveis reunidos, para que venhamos a concretizar projetos ardorosamente acalentados ! Se não nos valemos da luz do Sol para o que só pode ser realizado à claridade do dia, que faremos quando a noite cair e nos deixar imersos na escuridão ? O momento que passa, dentre todos os que tivemos ou venhamos a ter, sem dúvida, é o mais apropriado para darmos início a uma nova caminhada, fazendo com que a nossa Vida mude de rumo. Não nos esqueçamos do que nos fala Jesus: "Ainda por um pouco a luz está convosco"... Quer dizer: não temos, à nossa disposição, todo o tempo que imaginamos, para que possamos continuar, indefinidamente, adiando decisões. É chegada a hora de darmos um basta ao ludíbrio a que temos submetido a própria consciência, prometendo o que não cumprimos.
(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A. Baccelli/Inácio Ferreira)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O AMOR NO LAR

Torna-se difícil fazer os corações do mundo entender com exatidão o que realemtne constitui o amor, no campo da atuação doméstica. Há muitos que se estorcegam na tentavia de encontrar o amor e lançam-se às paixões tormentosas, impondo e ferindo, equivocados na paixão possissiva. Inúmeros falam do amor, mergulhando na fossa do desejo de domínio inferior, que pouco ou nada tem que ver com a sublime virtude. No lar, vezes sem conta, o arremedo do amor espalha irresponsabilidade por meio da desconsideração entre cônjuges, do desassisamento, da má condução da prole ou do excesso de dons materiais que osbtrui os canais da percepção do Espírito. O amor, como ainda é encontrado no clima doméstico, mantém-se aturdido pelo ciúme e pelo egoísmo que desestruturam e congelam as relações, pela desconfiança e pelo fel que passam a porejar entre os seus elementos. No comportamento de filhos e irmãos, o amor, quando mal entendido, há gerado a absurda competição, tangendo o círculo das vaidades que se aconselham com o orgulho soez. Quando o amor verdadeiro adentra o lar, ilumina a família e torna-se possível a materialização da boa vontade, do espírito de cooperação, do entusiasmo com vitória do outro, da participação das lutas comuns. O amor, entronizado no coração dos que amam, não padece de interesses mesquinhos, renuncia quando sabe que, assim, poderá melhor auxiliar. O amor superior, no seio doméstico, sabe calar para apaziguar infrutíferas querelas ou consegue falar para esclarecer e enlevar, construir e abençoar. Só no amor, como o apresentou Jesus, os rebentos receberão dos pais a orientação para a vida, como segurança e fidelidade ao vero bem. E, com esse mesmo amor, na pauta familiar, os filhos se aperceberão que seus genitores são importantes vigilantes do criador, cuidando dos próprios irmãos, convertidos, temporariamente, em filhos da carne, a fim de que todos sejam alinhados nas hostes renovadoras por todos desejadas. É no reduto doméstico, onde são permitidas tantas liberalidades, mas nem sempre a verdadeira liberdade, que se acha a escola sublime, capaz de estruturar os caracteres diversos, com as lições vividas de ação elevada, desde que o amor a tudo possa conduzir. A partir desses exercícios de amor e dessa busca feliz, a alma do grupo familiar se distenderá a fim de que consiga estender os braços, com altruiísmo, para abraçar junto a si a família maior que Deus nos concede para o convívio social.

(Obra: Vereda Familiar - Raul Teixeira / Thereza de Brito)

Dia 02 de Abril - Aniversário de Chico Xavier

 Hoje estaria completando 102 anos, se estivesse encarnado.

Um brasileiro que viveu com simplicidade e dedicou-se a Doutrina Espírita, por meio da mediunidade, sempre muito humildade.

Considerado o maior e o mais prolífico médium psicógrafo do mundo em todos os tempos, com mais de 400 obras psicografadas, sendo que algumas delas traduzidas em vários idiomas.

Possamos agradecer a Deus por ter permitido a presença desse espírito entre nós e por ensinar tanto.