domingo, 14 de dezembro de 2014

Aliviar

É apenas uma frase que o nosso Emmanuel, presente, nos recomenda
à atenção, quando Jesus disse: - "Vinde a mim todos vós que estais
fatigados, eu vos aliviarei..."  É uma promessa que não envolve nenhum
sentimento de prodígio ou de suposto milagre. "Vinde a mim" - Ele não
cogitou da procedência dos viajores; se eram bons, se eram maus
querendo ficar bons, se eram meio bons... A marcha não ia parar...
"Vinde a mim" - nada de colocar um ponto final em sua marcha própria...
Não prometeu também retirar a carga de ninguém, não prometeu nada,
apenas alívio para continuarmos a marcha. Aliviar para quê? Para
continuar o serviço, para continuar a tarefa...
(Obra: O Evangelho de Chico Xavier - Carlos Antônio Baccelli )

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O Caminho

- O Amor é o caminho que torna tudo mais fácil, evitando que o espírito, por séculos e séculos, voluteie em torno de si mesmo ! - respondeu o Mentor, com precisão.
- O Amor faz com que o espírito cumpra a sua trajetória em linha retilínea... Por esse motivo, ele está acima da Verdade.
Quem sabe amar, sabe o essencial, porque a conquista do Amor implica a conquista da Sabedoria. O verdadeiro sábio é aquele que ama e aquele que verdadeiramente ama é um sábio. Todas essas etapas evolutivas e outras mais que possam existir existem com o único objetivo de que o homem aprenda a amar. Quem sabe amar, nada mais tem para saber.
Jesus resumiu toda a Lei e a sabedoria dos profetas, num único mandamento: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo"!

(Obra Infinitas Moradas - Carlos A. Baccelli / Inácio Ferreira)

A Grande Transição

Opera-se, na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras
e confirmada pelo Espiritismo.
O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e
atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição
moral.
Isto porque, os espíritos que o habitam, ainda estagiando em faixas de inferioridade, estão
sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso
moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.
Os espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na sensualidade e na vileza, estão
sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as conseqüências
dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário, quando
recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.
Por outro lado, aqueles que permanecem nas regiões mais infelizes estão sendo trazidos à
reencarnação, de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado,
modificando os hábitos desditosos a que se tem submetido, podendo avançar sob a
governança de Deus.
Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas,

estarão revestindo-se da indumentária carnal, para tornar esta fase de luta iluminativa
mais amena, proporcionando condições dignificantes que estimulem ao avanço e à felicidade.
Não serão apenas o cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de
destruição
, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem
das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes
com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que
assinalarão os dias tormentosos que já se vivem.
A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os nos abismos da violência  e
da insensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.
A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade.
... Mas essas ocorrências são apenas o começo da grande transição...
O indivíduo que se renova moralmente, contribui de forma segura para as alterações que se
vêm operando no planeta.
Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia.
Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de
irrestrita confiança em Deus.

(Obra: Jesus e Vida - Divaldo Franco/Joanna de Ângelis)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

POR ONDE ANDAMOS?



"Ora, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso..."  (Mt: 26, 6)

Convém que, de quando em quando, façamos uma avaliação do caminho que até agora
temos percorrido na vida.
Por onde temos andado ?
Muitos só frequentam lugares que lhes permitam ignorar o sofrimento que existe em torno...
Por conveniência, afim de não serem incomodados pela visão da necessidade alheia, participam apenas de altas rodas sociais.
Voluntariamente, vivem à distância da dor, rindo ruidosamente, para que não tenham os ouvidos perturbados pelos que pranteiam a própria desventura.
Às vésperas de ser preso, Jesus estava na casa de Simão, o leproso.
Em sua trajetória terrestre, jamais evitou a presença dos "filhos do Calvário", que procurava
atender a cada passo de sua abençoada jornada.
Sentindo que sua hora era chegada, em vez de procurar conforto espiritual nas sinagogas ou
nos palacetes de Jerusalém, o Mestre, por instantes, refugiou-se na casa de conhecido leproso, marcado pelas mais rudes provações, quem sabe, nos exemplos daquele homem, arregimentando forças para o testemunho inevitável.
Os que socorremos são justamente aqueles que nos amparam, quando, olhando ao redor,
reconhecemos não poder contar mais com a proteção daqueles que sempre estavam conosco
nos momentos de felicidade.
Foi, sim, na casa de um leproso, que por Ele não fora curado, mas ao qual não negara o seu
apreço e amizade, que Jesus, ao sentir-se abandonado, inclusive pelos companheiros mais
próximos, foi se refugiar.
No espírito daquele homem afligido pela lepra, a fé era robusta e não vacilava.


(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Respostas

As respostas às indagações formuladas pelos visitantes de Chico Xavier foram dadas por André Luiz que, por sinal, revestiu de novas palavras e nova forma de expressão os ensinos espíritas sobre a finalidade da vida humana na Terra. Os Espíritos do Senhor são bons professores e não se cansam de repetir as lições para os alunos desatentos, revestindo-as das mais diferentes roupagens a fim de atingirem a compreensão de todos. O Educandário da Terra é orientado pela Pedagogia do Céu, cujo método fundamental é o amor.
Fredrich Myers, o famoso psicólogo inglês, em seus estudos sobre a personalidade humana, verificou que a nossa consciência se divide em duas partes essenciais: a supraliminar e a subliminar. Encontrou isso nos seus estudos espíritas, confirmados por suas pesquisas hipnóticas. A consciência supraliminar é a que utilizamos no mundo, adaptada às exigências da vida material. A consciência subliminar é a que se destina ao mundo espiritual, onde teremos de viver depois da morte.
Podemos figurar a consciência como uma esfera cortada ao meio, uma laranja partida em duas metades. Esse corte é o limiar. A metade que fica acima dele é a que Myers chamou de supraliminar; a que fica abaixo é a subliminar. A parte de cima está cheia de indagações sobre a vida e a morte. A parte de baixo encerra todas as respostas. Porque a vida no mundo é um aprendizado e para aprender temos de enfrentar muitos problemas e procurar resolvê-los. Na consciência subliminar – a parte de baixo, – armazenamos o aprendizado feito em várias encarnações. Mas esse aprendizado não está completo e é por isso que voltamos ao Educandário Terreno. Quando uma prova difícil desafia a consciência supraliminar, a consciência de baixo, a subliminar, a socorre com os recursos provenientes das experiências anteriores.
Mas a consciência subliminar – a de baixo, – é a que está em ligação com o mundo espiritual, adaptada a ele e não ao mundo terreno. Por isso, a Parapsicologia hoje nos mostra que a percepção extra-sensorial provém do inconsciente. E é por intermédio dessa consciência interna e profunda que os Espíritos nos socorrem com suas intuições. Meditando sobre isso, compreenderemos melhor a lição de André Luiz: “A Terra é um educandário em cujas lições somos todos alunos e examinadores uns dos outros”.

(Obra: Astronautas do Além - Chico Xavier / J. Herculano Pires)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

UM DIA

Um dia, verás a ti mesmo em plano diferente.
Parecer-te-á, então, haver acordado de um sono profundo e, por isso mesmo, tudo te surpreenderá. Amigos que não vias, há muito tempo, se aproximarão de ti, estendendo-te as mãos. Perguntarás a vários deles: onde estavas que não mais te encontrei? Por que te distanciaste de mim? Todos te abraçarão, com a alegria a lhes fulgurar nos olhos, Fitarás as árvores carinhosamente podadas, formando corações que palpitarão de vida, plantas outras, mostrando as frondes entrelaçadas, lembrando mãos que se tocam afetuosamente. Respirarás profundamente, reconhecendo, assim, as qualidades nutrientes do no ambiente em que te virás...
Naquela festa de almas, porém, um homem de olhar manso desce de um torreão brilhante e caminha na direção dele.
Em vão, o recém-chegado tenta retirar dele os olhos magnetizados pelo amor que o desconhecido irradia. Ele caminha serenamente a fixá-lo com bondade, com a familiaridade de quem o conhecia.

- “Ah! – pensou o recém-vindo decerto que este amigo me conhece, de longo tempo”.

A custo, venceu a própria indecisão, e indagou do companheiro mais próximo:

- “Quem é este homem que está chegando até nós”?.

- “É o Mensageiro da Vida”.

Não houve tempo para outras inquirições.
Efetivamente, aquela simpática e estranha personagem lhe endereçou saudações fraternas e segurando-lhe a destra, qual se nela conseguisse ler todas as minudências da sua vida, não lhe perguntou pelo próprio nome, nada argüiu quanto à família a que pertencera ou à posição que exercera... Apenas pousou nele demoradamente os olhos azuis e perguntou-lhe:

-“Amigo, o que fizeste?”

(Obra: A Semente de Mostarda - Chico Xavier/Emmanuel