quarta-feira, 31 de maio de 2017

Parábola da Figueira Seca


"E ao outro dia, como saíssem de Betânia, teve fome. E tendo visto ao longe uma figueira, foi lá a ver se acharia nela alguma coisa; e quando chegou a ela, nada achou, senão folhas, porque não era tempo de figos. E falando-lhe disse: Nunca jamais coma alguém fruto de ti para sempre; o que os discípulos ouviram. E no outro dia pela manhã, ao passarem pela figueira, viram que ela estava seca até as raízes. Então, lembrando Pedro, disse para Jesus: Olha, Mestre, como secou a figueira que tu amaldiçoaste. E respondendo Jesus, lhes disse: Tende fé em Deus. Em verdade vos afirmo que todo o que disse a este monte: Tira-te daí e lança-te ao mar, e isto sem hesitar no seu coração, mas tendo fé de que tudo o que disser sucederá, ele o verá cumprir assim." (Marcos, XI: 12-14 e 20-23).

A figueira seca é o símbolo das pessoas que apenas aparentam o bem, mas na realidade nada produzem de bom: dos oradores que possuem mais brilho do que solidez, dotados do verniz das palavras de maneira que estas agradam aos ouvidos; mas, quando as analisamos, nada revelam de substancial para o coração; e, quando as acabamos de ouvir, perguntamos que proveito tivemos.

É também o símbolo de todas as pessoas que podem ser úteis e não o são; de todas as utopias, de todos os sistemas vazios, de todas as doutrinas sem bases sólidas. O que falta, na maioria das vezes, é a verdadeira fé, a fé realmente fecunda, a fé que comove as fibras do coração, em uma palavra, a fé que transporta montanhas. São árvores frondosas, mas sem frutos, e é por isso que Jesus as condena a esterilidade, pois dia virá em que ficarão secas até à raiz. Isso quer dizer que todos os sistemas, todas as doutrinas que não produziram nenhum bem para a humanidade, serão reduzidas a nada; e que todos os homens voluntariamente inúteis, que não se utilizaram os recursos de que estavam dotados, serão tratados como a figueira seca.

Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos. Suprem o organismo  material que falta a estes, para nos transmitirem as suas instruções. Eis porque são dotados de faculdades para esse fim. Nestes tempos de renovação social, desempenham uma missão especial: são como árvores que devem dispensar o alimento espiritual aos seus irmãos. Por isso, multiplicam-se, de maneira a que o alimento seja abundante. Espalham-se por toda parte, em todos os países, em todas as classes sociais, entre os ricos e os pobres, os grandes e os pequenos, a fim de que em parte alguma haja deserdados, e para provar aos homens que todos são chamados. Mas se eles desviam de seu fim providencial a faculdade preciosa que lhes foi concedida, se a colocam a serviço de coisas fúteis e prejudiciais, ou dos interesses mundanos; se, em vez de frutos salutares, dão maus frutos; se se recusam a torná-la proveitosa para os outros; se nem mesmo para si tiram os proveitos da melhoria própria, então se assemelham à figueira estéril. Deus,então, lhe retirará um dom que se tornou inútil entre as suas mãos; a semente que não souberam semear; e os deixará tornarem-se  presas dos maus Espíritos.


(Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo)

SOU A CAUSA DO MEU EFEITO (Por Américo Canhoto)

Somos hoje o que nos fizemos ontem.

A lei de causa e efeito é uma velha conhecida nossa.

Somos de certa forma parte dela. Isso, não quer dizer que prestemos atenção a ela na hora de fazer nossas escolhas.
   
Vale citar como exemplo a relação entre a mente, as emoções e o corpo.
A mente com a colaboração das emoções é a causa e o corpo são os efeitos. Nosso corpo atualmente reflete antigas opções da mente/emoção/atitudes. Mesmo as tendências inatas para adoecer e todas as características de constituição, aparência, fisiologia e aptidões que trazemos ao nascer foram fruto de nossas escolhas conscientes ou não. Durante a existência não haverá tempo hábil para modificar boa parte dessas características, tendências e predisposições inatas.

Muitos efeitos hoje materializados no corpo resultaram de opções bem antigas.

Escolhas da mente/emoção de médio prazo, como fumar e adquirir como resultado um enfisema, um câncer, etc. (mesmo com a doença sendo esfregada no próprio nariz, muitos não a aceitam como efeito da escolha).
    A maior parte dos efeitos do presente é resultante de escolhas de curto prazo, como uma enxaqueca ou um mal estar digestivo devido a excessos ou abuso de qualquer tipo.

Cuidado seus efeitos podem estar causando na sua vida...

quarta-feira, 24 de maio de 2017

NOSSO BRASIL

Venho atender a chamado
de urgente situação
Meu povo anda magoado
com os rumos da nação.

Caro amigo brasileiro,
acalme o seu coração
Não há neste mundo inteiro
mais lindo pedaço de chão.

Veja o verde dessas matas
em diferentes matizes,
repara nas lindas cascatas
e nas aves que voam felizes

Já disse o poeta um dia
"Nossos campos têm mais flores
Nossos bosques têm mais vida"
Venceremos com louvores!

Sabemos que estamos na era
da grande transformação
Confiemos "na galera"
dessa nova geração.

Estamos em novo momento
Em que vale destacar
A honestidade é o fermento
que chega pra nos salvar.

Não mais queremos a fama
do "jeitinho brasileiro"
Há flores que nascem na lama
e sem precisar de dinheiro

Não pensem que não somos mais
A Pátria do Evangelho
Pois necessário se faz
Retirar os "cacos" velhos

Se a crise hoje aparece
Colocando as mangas de fora
É que a mudança carece
dessa noite que transforma

Confia que em breve futuro
nosso olhar vai poer ver
que ainda além deste muro
o sol voltará a nascer

Segue fazendo a sua parte
espalhe otimismo onde for
Seguir com Jesus é uma arte
Que necessita de amor.

Jair Presente -  menganem psicografada em 20/05/2017 por Bel Guirado na Casa de Eurípides de Pindamonhangaba

CUIDADO COM A MEMÓRIA DE SUA CASA

O padrão vibratório de uma casa tem relação direta com a energia e o estado de espírito de seus moradores.

O conjunto de pensamentos, sentimentos, estado de espírito, condições físicas, anseios e intenções dos moradores fica impregnado no ambiente, criando o que se chama de egrégora.

O que poucos sabem é que as paredes, objetos e a atmosfera da casa têm memória e registram as energias de todos os acontecimentos e do estado de espírito de seus moradores.

Por isso, quando pensar na saúde energética de sua casa, tome a iniciativa básica e vital de impregnar sua atmosfera apenas com bons pensamentos e muita fé.

Evite brigas e discussões desnecessárias. Observe seu tom de voz: nada de gritos e formas agressivas de expressão. Não bata portas e tente assumir gestos harmoniosos, cuidando de seus objetos e entes queridos com carinho.

Não pense mal dos outros. Pragas, nem pensar!
Selecione muito bem as pessoas que vão frequentar sua casa.

Se você nutre uma mágoa profunda ou mesmo um ódio forte por alguém, procure ajuda para limpar essas energias densas de seu coração.

Alegria, amor, paz, prosperidade, saúde, amizades, beleza já estão bons para começar, não é mesmo?
(Chico Xavier)

sábado, 20 de maio de 2017

Oração pelo Brasil

Senhor
Tu nos deste o Brasil por pátria de luz para o trabalho.
Ajuda-nos a viver de modo a nos transformarmos nos teus braços no mundo.
Contudo, nesta hora grave, pela qual passa o povo brasileiro, faze com que os ensinamentos do Cristo nos permitam ontribuir de forma lúcida e competente.
Então, Senhor, concede-nos o momento para pedirmos por esta nação e, sobretudo, por nossa gente:
– Que nenhum brasileiro seja o símbolo da guerra;
– Que nenhum de nós fomente a discórdia e a desunião;
– Que, nas lutas da vida, nossas armas sejam a honestidade, a bondade, a dignidade e a força irrefreável do labor;
– Que nossas críticas ferinas sejam transmutadas no apoio moral e na ordem que do alto emana: Pacificai!
– Que as disputas no cenário político sejam um convite à reflexão; e que o refletir traduza a necessidade da ação por meio da disciplina e da democracia conscientes.
Assim Seja!

Por Eurípedes Barsanulfo

sexta-feira, 19 de maio de 2017

ROGATIVA

Senhor Jesus!...
Nós te  agradecemos:
a benção do  amor: o tesouro do tempo;
a felicidade  de trabalhar;
o privilégio de  servir;
o dom da palavra;
o apoio da instrução;
a força do progresso;
o amparo  da esperança;
a construção da fé;
a lição da prova;
o benefício da dor;
o apoio do companheiro;
e o concurso do  adversário!...
Sabemos,  porém,  Senhor,  que  nos  cabe  o  dever  de  aproveitar-te as  concessões,  a  fim  de  acender  em  nós  mesmos  a  luz  da  experiência para o camino que nos conduz a Deus.
Compreendendo  tudo  isso,  nós  te  rogamos  a  precisa  coragem  de cultivar  a  humildade  e  a  paciência,  porquanto,  somente  sobre  semelhante alicerces   espirituais,   é   que   nos   esqueceremos   de   nossos   caprichos próprios,   de   modo  a  aceitarmos,  para  a  nossa  felicidade,  as  tuas determinações,  onde  estivermos,  seja  com  quem  for,  em  todo  o  tempo  e em qualquer circunstância  hoje e  sempre.
Assim  seja.
Livro: Aulas da Vida
Chico Xavier

quarta-feira, 17 de maio de 2017

A Fé Religiosa – Condição da Fé Inabalável


6 – No seu aspecto religioso, a fé é a crença nos dogmas particulares que constituem as diferentes religiões, e todas elas têm os seus artigos de fé. Nesse sentido, a fé pode ser racionada ou cega. A fé cega nada examina, aceitando sem controle o falso e o verdadeiro, e a cada passo se choca com a evidência da razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo. Quando a fé se firma no erro, cedo ou tarde desmorona. Aquela que tem a verdade por base é a única que tem o futuro assegurado, porque nada deve temer do progresso do conhecimento, já que o verdadeiro na obscuridade também o é a plena luz. Cada religião pretende estar na posse exclusiva da verdade, mas preconizar a fé cega sobre uma questão de crença é confessar a impotência para demonstrar que se está com a razão.

            7 – Vulgarmente se diz que a fé não se prescreve, o que leva muitas pessoas a alegarem que não são culpadas de não terem fé. Não há dúvida que a fé não pode ser prescrita, ou o que é ainda mais justo: não pode ser imposta. Não, a fé não se prescreve, mas se adquire, e não há ninguém que esteja impedido de possuí-la, mesmo entre os mais refratários. Falamos das verdades espirituais fundamentais, e não desta ou daquela crença particular. Não é a fé que deve procurar essas pessoas, mas elas que devem procurá-la, e se o fizeram com sinceridade a encontrarão. Podeis estar certos de que aqueles que dizem: “Não queríamos nada melhor do que crer, mas não o podemos fazer”, apenas o dizem com os lábios; e não com o coração, pois ao mesmo tempo em que o dizem, fecham os ouvidos. As provas, entretanto, abundam ao seu redor. Por que, pois, se recusam a ver? Nuns, é a indiferença; noutros, o medo de serem forçados a mudar de hábitos; e na maior parte, o orgulho que se recusa a reconhecer um poder superior, porque teria de inclinar-se diante dele.

            Para algumas pessoas, a fé parece de alguma forma inata: basta uma faísca para desenvolvê-la. Essa facilidade para assimilar as verdades espíritas é sinal evidente de progresso anterior. Para outras, ao contrário, é com dificuldade que elas são assimiladas, sinal também evidente de uma natureza em atraso. As primeiras já creram e compreenderam, e trazem, ao renascer, a intuição do que sabiam. Sua educação já foi realizada. As segundas ainda têm tudo para aprender: sua educação está por fazer. Mas ela se fará, e se não puder terminar nesta existência, terminará numa outra.

            A resistência do incrédulo, convenha, quase sempre se deve menos a ele do que à maneira pela qual lhe apresentam as coisas. A fé necessita de uma base, e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer. Para crer, não basta ver, é necessário sobretudo compreender. A fé cega não é mais deste século(1) . É precisamente o dogma da fé cega que hoje em dia produz o maior número de incrédulos. Porque ela quer impor-se, exigindo a abdicação de uma das mais preciosas prerrogativas do homem: a que se constitui do raciocínio e do livre-arbítrio. É contra essa fé, sobretudo, que se levanta o incrédulo, o que mostra a verdade de que a fé não se impõe. Não admitindo provas, ela deixa no espírito um vazio, de que nasce a dúvida. A fé raciocinada, que se apóia nos fatos e na lógica, não deixa nenhuma obscuridade: crê-se, porque se tem à certeza, e só se está certo quando se compreendeu. Eis porque ela não se dobra: porque só é inabalável a fé que pode enfrentar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade.

            É a esse resultado que o Espiritismo conduz, triunfando assim da incredulidade, todas as vezes em que não encontrar a oposição sistemática e interessada.

(1)  Kardec referia-se ao século passado, de maneira que a sua afirmação é hoje ainda mais adequada. (Nota do Tradutor)