terça-feira, 14 de março de 2023

 A ALEGRIA



A alegria começa no indivíduo, no momento em que ele se põe ansioso por propiciar felicidade aos outros.

Não se pode esquecer que, na memorável quão iluminativa expressão do Santo de Assis, é no ato de ofertar que o homem recebe, indubitavelmente.

Entretanto, o conceito de oferenda toma nova forma com Jesus e com a mensagem do Seu Evangelho, de vez que na doação de elementos passageiros, ajuntam-se as energias, as vibrações indestrutíveis oferecidas pela alma, na externalização do júbilo espiritual.

No pão que sacia a fome, quanto no amplexo que aproxima, eis a alegria.

Na dose de remédio como na vestimenta que agasalha, temos a alegria.

No carinho com que se cativa ou firmeza com que se orienta e corrige, vemos a alegria.

Alegria é franca exposição do amor de Deus, que se apresenta por meio dos filhos que se dispõem à oferta de si mesmos, como alguém que anela por ser como o óleo na lanterna que clareará o porvir, ou como o fermento de bênçãos a levedar a massa dos corações, na estrada da vida.

Você que afirma estar em busca de amor, engaje-se nele e doe alegria.


(Obra: Rosângela - Psicografia de J. Raul Teixeira/Espírito Rosângela)

quinta-feira, 9 de março de 2023

Causas atuais das aflições. †

4. De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.


2 Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.


3 Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!


4 Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!


5 Quantas uniões infelizes, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!


6 Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!


7 Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!


8 Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germes do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.


9 Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.


10 A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.


11 Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.



5. A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode, então, o condenado reconhecer que sofre a consequência do que fez. Mas a lei não atinge, nem pode atingir todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo à sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem. 2 Deus, porém, quer que todas as suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto. Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis consequências, mais ou menos deploráveis; 3 daí se segue que, nas pequenas coisas, como nas grandes, o homem é sempre punido por aquilo em que pecou. 4 Os sofrimentos que decorrem do pecado são-lhe uma advertência de que procedeu mal. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para, de futuro, evitar o que lhe originou uma fonte de amarguras; sem o que, motivo não haveria para que se emendasse; 5 confiante na impunidade, retardaria seu avanço e, consequentemente, a sua felicidade futura.


6 Entretanto, a experiência, algumas vezes, chega um pouco tarde: quando a vida já foi desperdiçada e turbada; quando as forças já estão gastas e sem remédio o mal. Põe-se então o homem a dizer: Se no começo dos meus dias eu soubera o que sei hoje, quantos passos em falso teria evitado! Se houvesse de recomeçar, conduzir-me-ia de outra maneira. No entanto, já não há mais tempo! 7 Como o obreiro preguiçoso, que diz: Perdi o meu dia, também ele diz: Perdi a minha vida; contudo, assim como para o obreiro o Sol se levanta no dia seguinte, permitindo-lhe neste reparar o tempo perdido, também para o homem, após a noite do túmulo, brilhará o Sol de uma nova vida, em que lhe será possível aproveitar a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro.


(KARDEC, Allan: O Evangelho Segundo o Espiritismo - cf. Testamento Kardequiano)

CURA

 


terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

A CHAVE MÁGICA

A chave da simpatia está ao seu dispor.

Com ela ser-lhe-á possível atingir a oportunidade para as melhores realizações.

É apoio que você pode dar.

Em qualquer parte.

Em todo tempo.

Nas piores crises da existência.

Concurso ligeiro que nada lhe custa.

Bastar-lhe-á mobilizar a própria vontade.

É amparo com que você se fará capaz de levantar o ânimo de muita gente e confortar corações numerosos.

Ainda que você se veja sob o peso de grandes tribulações ou mesmo doente, recorde que essa chave mágica, portadora do êxito em todos os seus objetivos de trabalho e caminhos de relacionamento é o se sorriso.

LIVRO - FÉ
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Espíritos Diversos - André Luiz.

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Você mesmo



1 Lembre-se de que você mesmo
é o melhor secretário de sua tarefa,
o mais eficiente propagandista de seus ideais,
a mais clara demonstração de seus princípios,
o mais alto padrão do ensino superior que seu espírito abraça
e a mensagem viva das elevadas noções que você transmite aos outros.


2 Não se esqueça, igualmente,
que o maior inimigo de suas realizações mais nobres,
a completa ou incompleta negação do idealismo sublime que você apregoa,
a nota discordante da sinfonia do bem que pretende executar,
o arquiteto de suas aflições
e o destruidor de suas oportunidades de elevação — é você mesmo.


André Luiz


Texto extraído da 1ª edição desse livro.


quarta-feira, 14 de setembro de 2022

*Com Jesus*

"A renúncia será um privilégio para você.
O sofrimento glorificará sua vida.
A prova dilatará seus poderes.
O trabalho constituirá título de confiança em seu caminho.
O sacrifício sublimará seus impulsos.
A enfermidade do corpo será remédio salutar para a sua alma.
A calúnia lhe honrará a tarefa.
A perseguição será motivo para que você abençoe a muitos.
A angústia purificará suas esperanças.
O mal convocará seu espírito à prática do bem.
O ódio desafiar-lhe-á o coração aos testemunhos de amor.
A Terra, com os seus contrastes e renovações incessantes, representará bendita escola de aprimoramento individual, em cujas lições purificadoras deixará você o egoísmo para sempre esmagado".

 Agenda Cristã 
Chico Xavier/
André Luiz

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

 Na Ilusão dos Sentidos 


Muitos espíritos, quando deixam o corpo, se não pesam sobre eles maiores entraves conscienciais, embora não olvidando os compromissos afetivos da retaguarda, seguem o seu caminho…

Assim que se reconhecem libertos dos laços que os prendiam à matéria, fitam os próprios despojos com certa indiferença e se afastam, às vezes, em definitivo, do cenário de suas lutas e provas. 

Não chegam a esquecer os parentes e os amigos, mas experimentam imensa sensação de alívio, qual alguém que, após determinado período de ausência, regressasse ao seu habitat natural.

As pessoas de modo geral,precisam compreender que é assim, para que não se decepcionem quando,porventura, não consigam obter notícias diretas deste ou daquele parente desencarnado. Quem não se sentiria,por exemplo,satisfeito por se salvar de um naufrágio ou por ter-se visto livre de um perigo iminente?

A concepção da morte para quem não morre é completamente diferente…Os homens é que, atordoados pela ilusão dos sentidos, vêem na morte o mais terrível dos acontecimentos. 

Acordando do que, para eles, é uma espécie de hipnose, o espírito não quer olhar para trás…


LIVRO DOUTRINA VIVA Lição 95
Carlos A.Baccelli
Francisco C.Xavier