segunda-feira, 29 de agosto de 2011

SERVICINHOS

"Antes sede uns para com os outros benignos." - Paulo. (EFÉSIOS, 4:32.)



Grande massa de aprendizes queixa-se, por vezes, da ausência de grandes oportunidades nos serviços do mundo.

Aqui, é alguém desgostoso por não haver obtido um cargo de alta relevância; além, é um irmão inquieto porque ainda não conseguiu situar o nome na grande imprensa.

A maioria anda esquecida do valor dos pequenos trabalhos que se traduzem, habitualmente, num gesto de boas maneiras, num sorriso fraterno e consolador... Um copo de água pura, o silêncio ante o mal que não comporta esclarecimentos imediatos, um livro santificante que se dá com amor, uma sentença carinhosa, o transporte de um fardo pequenino, a sugestão do bem, a tolerância em face de uma conversação fastidiosa, os favores gratuitos de alguns vinténs, a dádiva espontânea ainda que humilde, a gentileza natural, constituem serviços de grande valor que raras pessoas tomam à justa consideração.

Que importa a cegueira de quem recebe? que poderá significar a malevolência das criaturas ingratas, diante do impulso afetivo dos bons corações? Quantas vezes, em outro tempo, fomos igualmente cegos e perversos para com o Cristo, que nos tem dispensado todos os obséquios, grandes e pequenos?

Não te mortifiques pela obtenção do ensejo de aparecer nos cartazes enormes do mundo. Isso pode traduzir muita dificuldade e perturbação para teu espírito, agora ou depois.
Sê benevolente para com aqueles que te rodeiam. Não menosprezes os servicinhos úteis.
Neles repousa o bem-estar do caminho diário para quantos se congregam na experiência humana.

(Obra: Vinha de Luz - Chico Xavier/Emmanuel)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Defenda-se

Não converta seus ouvidos num paiol de boatos.
A intriga é uma víbora que se aninhará em sua alma.
Não transforme seus olhos em óculos da maledicência.
As imagens que você corromper viverão corruptas na tela se sua mente.
Não Faça de suas mãos lanças para lutar sem proveito.
Use-as na sementeira do bem.
Não menospreze sua faculdades criadoras, centralizando-as nos prazeres fáceis.
Você responderá pelo que fizer delas.
Não condene sua imaginação às excitações permanentes.
Suas criações inferiores atormentarão seu mundo íntimo.
Não conduza seus sentimentos à volúpia de sofrer.
Ensine-os a gozar o prazer de servir.
Não procure o caminho do paraíso, indicando aos outros a estrada para
o inferno. A senda para o Céu será construída dentro de você mesmo.

(Obra: Agenda Cristã - Chico Xavier/André Luiz)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

BOM COMBATE

Voltando à Pátria Espiritual, depois da morte, estamos freqüentemente na condição daquele filho pródigo da parábola, de retorno à casa paterna para a bênção do amor.

Emoção do reencontro.

Alegria redescoberta.

Entretanto, em plena festa de luz, quase sempre desempenhamos o papel do conviva do cérebro deslumbrado, trazendo espinhos no coração.
Por fora, é o carinho que nos reúne.

Por dentro, é o remorso que nos fustiga.

Vanguarda que fulgura.

Retaguarda que obscurece.

Êxtase e dor.

Esperança e arrependimento.

Reconhecidos às mãos luminosas que nos afagam, muitos de nós sentimos vergonha das mãos sombrias que oferecemos.

E porque a Lei nos infunde respeito à justiça, aspiramos a debitar a nós próprios o necessário burilamento e a suspirada felicidade.

Rogamos, dessa forma, a reencarnação, à guisa de recomeço, buscando a tarefa que interrompemos e a afeição que traímos, o dever esquecido e o compromisso menosprezado, famintos de reajuste.

Agradece, assim, o lugar de prova em que te sintas.

Corpo doente, companheiro difícil, parente complexo, chefe amargo e dificuldade constante são oportunidades que se renovam.

Todo título exterior é instrumentação de serviço.

A existência terrestre é o bom combate.

Defeito e imperfeição, débito e culpa são inimigos que nos defrontam.
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Aperfeiçoamento individual é a única vitória que não se altera.

E, em toda parte, o verdadeiro campo de luta somos nós mesmos.

(Obra: Justiça Divina - Chico Xavier/Emmanuel)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

ALIMENTO DETERIORADO


"... com autoridade ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!"
(Mc: 1, 27)




Evitemos aceitar qualquer tipo de provocação que alguém nos faça.

Não entremos em sintonia com as sombras.

Tenhamos cautela para não cairmos nas armadilhas em que os adversários intentam nos encarcerar a mente.

Não revidemos ofensas.

A palavra dita em agressão, se não lhe conferimos importância, morre sem eco.

Não agasalhemos aos ouvidos a crítica leviana.

A intenção de quem nos elege por alvo de sua maledicência, no fundo, é a de subtrair-nos ao dever a cumprir.

Sigamos imperturbáveis à gritaria em torno.

Quem escolhe ocupar-se exclusivamente do bem não dispõe de tempo para polemizar com quem não sabe fazer outra coisa.

Imaginemos de Jesus, no intuito de convencer os doutores da lei, sobre a sua condição de Messias esperado, permanecesse retido nas sinagogas em discussão infinda.

Para afastar do bom caminho o obreiro do Evangelho, o mal age com sutileza e possui incalculável arsenal de artimanhas.

Desprevenidos, não nos deixemos apanhar de mãos desocupadas.
Compreendamos que, de paladar viciado, existem pessoas que habituaram a se nutrir,
quase exclusivamente, com alimento deteriorado...
Se não lhes dermos o que comer, elas perecerão de fome!

(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A.Baccelli/ Inácio Ferreira)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

ÚLTIMO DESAPEGO


"Pois ao que tem se lhe dará; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado."
(Mc: 4, 25)




Até determinado ponto da existência física, o homem, através do estudo e do trabalho, esforça-se para obter.

Está na construção da sua vida material, que lhe permite engajar-se no plano das convenções humanas.

De certa maneira, imbuído de tais preocupações, ele perde relativo contato com a sua origem espiritual...

Depois, porém, da referida fase, a situação se inverte, porque, querendo ou não, é chamado a gradativo exercício de desapego.

A ação inexorável do tempo haverá de compeli-lo a desapegar-se das coisas acumuladas inutilmente...

Muitos, inclusive, chegam a assistir à derrocada de verdadeiros impérios econômicos, que os herdeiros dissipam.

Todavia, por último, será constrangido a desapegar-se justamente do bem que ele mais procurou conservar: o corpo!

O espelho o convencerá, aos poucos, de que a "casa" que habita, imaginando-se eterno posseiro, está em ruínas...

Não mais a agilidade muscular e a prontidão intelectual de outrora.

Não mais os apelos da sensualidade que o organismo não se encontra apto a atender.

Então, da maneira que veio ao mundo ele haverá de partir, levando para onde retorna apenas e tão somente o somatório de tudo o que fez de si.

Porque não aceitam a realidade do crepúsculo da existência, muitos se deprimem e, em vão, se lamentam, pois, a cada dia, o abismo do túmulo, com as claridades da Vida Imperecível, se lhes escancara aos pés...

(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A. Baccelli / Inácio Ferreira)

terça-feira, 24 de maio de 2011

ABORTAMENTO

Dentre os crimes perpetrados contra a Humanidade, avulta-se, em gravidade, o abortamento delituoso.

Sejam quais forem as justificativas apresentadas para interromper-se a vida fetal em desenvolvimento - excetuando-se o aborto terapêutico para salva-se a vida da gestante -, quem se entrega ao nefando tratamento abortivo incide em delito grave de difícil recuperação.

A vida não é patrimônio da criatura humana, que apenas empresta ao Espírito o envoltório carnal transitório, não lhe cabendo, portanto, o direito de a fazer cessar.

Além disso, a interrupção da vida física de forma alguma anula a de natureza espiritual, que é a verdadeira, independente da organização material, não obstante, esta não subsista sem aquela.

A vida orgânica inicia-se no momento da fecundação, e qualquer medida de eliminação ou impedimento do seu finalismo significa crime, mesmo quando não considerado pelas legislações humanas...

Um filho, em qualquer circunstância, é compromisso assumido antes do berço pelos genitores, que responderão perante as Divinas Leis pelo comportamento a que se entreguem.

Em conseqüência, a união sexual não pode prescindir da responsabilidade nem do enobrecimento do amor, a fim de que não derrape na vulgaridade do instinto, dando curso a paixões dissolventes econstituido algema escravizadora, quando deveria ser emulação ao progresso, estímulo à felicidade e à paz.

Argumentos de natureza socioeconômico-cultural são colocados como mecanismo de evasão ao
compromisso perante a vida, gerados pelo egoísmo de quantos não desejam repartir os excessos de que desfrutam, transformando esses valores abundantes em empregos, escolas, oportunidades de dignificação social, de integração comunitária entre aqueles que padecem limite ou escassez...

Conceitos e enfoques apresentados como de direito da mulher ou do homem deliberar quanto ao prosseguimento ou não da gestação caracterizam-se pelo mesmo sentimento ególatra, que se alia ao utilitarismo e ao orgulho, para escapar-se da responsabilidade.

Justificativas de superpopulação carecem de legitimidade ante a prática do aborto, por não encontrarem apoio na ética-moral nem na religião, desde que a ciência moderna oferece alguns recursos e técnicas não criminosos para o planejamento familiar.

Diante da tentação do abortamento criminoso, opta pela oportunidade de manter o filho.
Ja que o não podes consultar se ele gostaria ou não de ser assassinado, faculta-lhe a bênção da reencarnação e ama-o, seja qual for a circunstância em que te chega.

Oferta-lhe carinho e ampara-o hoje, a fim de que ele te proteja amanhã.

E mesmo que o filho não te venha a amparar mais tarde, terás a consciência tranqüila, que te constituirá passaporte ante a aduana da vida espiritual que atravessarás, mais tarde, livremente, ante os códigos supremos da Divina Consciência, geradora e condutora da vida em todas as suas manifestações.

(Obra: Luz Viva - Divaldo Franco / Joanna de Ângelis)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

DIAS DIFÍCEIS

Há dias que parecem não ter sido feitos para ti.

Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis aborrecimentos, que chegas a pensar que conduzes o globo do mundo sobre os ombros dilacerados.

Desde cedo, ao te ergueres do leito, pela manhã, encontras a indisposição moral do companheiro ou da companheira, que te arremessa todos os espinhos que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite.

Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.

Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil. Mesmo assim, admites que, logo, tudo se
alterará, melhorando as situações em torno.

Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma.

Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.

São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas.

Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.

No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.

São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.

Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.

Não te olvides de que ouvimos a voz do MESTRE NAZARENO, há distanciados dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...

Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreende que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranqüilidade, passando o momento difícil.

Há de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a DEUS por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.

Nos dias difíceis da tua existências, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.

Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.

Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a terra se encontra engolfada.

Confia na ação e no poder da luz, que o CRISTO representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias.

(Mensagem Psicografada em 30.12.2002 - Raul Teixeira / Camilo)